Políticas públicas de saúde para LGBTQIA+:
O que dizem profissionais de saúde?
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v9i4.55591Palavras-chave:
LGBTQIA, Terapia ocupacional, Saúde mentalResumo
O presente artigo teve como objeto as políticas públicas de saúde mental no contexto brasileiro. Trata-se de um recorte de uma pesquisa quanti-qualitativa mais ampla que teve como objetivo o entendimento dos profissionais da área da saúde sobre a importância das políticas públicas de saúde mental voltadas para a população LGBTQIA+ e a criação de um guia de auxílio para o cuidado integral desta população. Metodologia e métodos: Foi aplicado um questionário on line (QOL) semiestruturado com profissionais de saúde mental de diferentes núcleos de formação. Neste artigo apresentamos as análises temáticas de duas questões voltadas para a compreensão sobre políticas públicas de saúde mental da população LGBTQIA+. Resultados: O QOL foi respondido por 132 profissionais de saúde mental de diferentes núcleos profissionais, dos quais 60% referem desconhecer políticas de saúde mental específicas para a população LGBTQIA+, embora a maioria dos respondentes entendem que é importante a existência de políticas que apontem diretrizes e práticas específicas de saúde mental destinadas à essa população. Identifica-se que entre os profissonais que declaram conhecer as políticas públicas de saúde destinadas destaca-sem aqueles que se declaram LGBTQIA+, demonstrando uma relação direta de cuidado políticamente implicado e encarnado estabelecido entre usuários e profissionais LGBTQIA+.
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