Minha dor vem de você: uma análise das consequências da LGBTfobia na saúde mental de pessoas LGBTs
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v6i3.34558Palavras-chave:
Discriminação, LGBTfobia, Saúde mental, Sofrimento mental, LGBTResumo
Diante do alto índice de violência LGBTfóbica no Brasil, o presente artigo discorre acerca das consequências da LGBTfobia na saúde mental de pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs). Objetivou-se compreender as consequências da LGBTfobia na saúde mental das pessoas LGBTs, assim como descrever as principais formas de discriminação sofridas. Para alcançar esses objetivos, realizou-se uma pesquisa qualitativa com entrevistas semiestruturadas, utilizando o sistema “bola de neve” para acessar as(os) entrevistadas(os). As entrevistas foram realizadas com 19 pessoas LGBTs com idade igual ou superior a 18 anos, sendo elas: 3 homens cisgêneros gays, 3 mulheres cisgêneros lésbicas, 3 homens cisgêneros bissexuais, 3 mulheres cisgêneros bissexuais, 2 homens transexuais, 3 mulheres transexuais e 2 mulheres travestis. Os dados foram analisados através da análise de conteúdo. Verificou-se que a discriminação vivenciada pelas pessoas LGBTs ocorre no ambiente familiar, trabalho, relações amorosas e no contexto escolar. Também foi observado que o discurso religioso corrobora com esses comportamentos LGBTfóbicos, utilizando da “homofobia religiosa” para desqualificar as diversidades sexuais e de gênero. Por conseguinte, a pesquisa concluiu que a grande maioria das pessoas vítimas de LGBTfobia está sujeita à ocorrência de efeitos prejudiciais à saúde mental e averiguou que as redes de apoio possuem um papel importante no sentido de fornecer suporte emocional. Constatou-se, também, que famílias protetivas e acolhedoras contribuem significativamente para o enfrentamento da LGBTfobia cotidiana e são capazes de reduzir a ocorrência de sofrimento psíquico e mental nas pessoas atingidas.
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