Cadernos de Gênero e Diversidade
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<p>A Cadernos de Gênero e Diversidade é uma publicação dedicada a divulgar resultados de pesquisas e intervenções de interesse dos Estudos de Gênero, Estudos Étnico-Raciais, Estudos de Sexualidade e outros campos interdisciplinares envolvidos com questões de diversidade. Aceita contribuições nos seguintes formatos: Artigos, Ensaios, Diários de Campo, Dossiês e Resenhas. A submissão, avaliação e publicação de textos para a revista é livre e sem custo.<br />Área do conhecimento: Ciências Humanas<br />ISSN (online): 2525-6904 - Periodicidade: trimestral</p>Universidade Federal da Bahiapt-BRCadernos de Gênero e Diversidade2525-6904<p>Copyright (c) 2023 O autor detém os direitos autorais do texto e pode republicá-lo desde que a Cadernos de Gênero e Diversidade seja devidamente mencionada e citada como local original de publicação.</p> <p>Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.</p> <p>Para conhecer mais sobre essa licença: <https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/>.</p> <p>A submissão de trabalho(s) científico(s) original(is) pelos autores, na qualidade de titulares do direito de autor do(s) texto(s) enviado(s) ao periódico, nos termos da Lei 9.610/98, implica na <strong>cessão de direitos autorais de publicação impressa e/ou digital à </strong>Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD), <strong>do(s) artigo(s) aprovado(s) para fins da publicação,</strong> em um único número da Revista, autorizando-se, ainda, que o(s) trabalho(s) científico(s) aprovado(s) seja(m) <strong>divulgado(s) gratuitamente, sem qualquer tipo de ressarcimento a título de direitos autorais</strong>, por meio do site da Revista, para fins de leitura, impressão e/ou download do arquivo do texto, a partir da data de aceitação para fins de publicação. Portanto, os autores ao procederem a submissão do(s) artigo(s) à Revista, e, por conseguinte, a cessão gratuita dos direitos autorais relacionados ao trabalho científico enviado, têm plena ciência de que <strong>não serão remunerados pela publicação do(s) artigo(s) no periódico.</strong></p> <p>A Revista encontra-se licenciada sob uma <strong>Licença Creative Commons</strong> <strong>4.0 Internacional, </strong>para fins de difusão do conhecimento científico, conforme indicado no sítio da publicação.</p> <p>Os autores declaram expressamente concordar com os termos da presente Declaração de Direito Autoral, que se aplicará a submissão caso seja publicada por esta Revista.</p> <p> </p>Pareceristas
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2025-12-192025-12-1911415591564Apoios
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2025-12-192025-12-1911415581558Editoral
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Miriam Pillar GrossiCarolina BergmannIzabela Liz SchlindweinJuliana Cavilha Priscilla Gusmão
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2025-12-192025-12-1911411741180O estranho infamiliar
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Bianca Petry Bortoluzzi
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2025-12-192025-12-1911411711173Os direitos sexuais e reprodutivos em perspectiva interseccional
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<p>O presente trabalho buscou compreender, em perspectiva analítica interseccional, como o controle de natalidade foi abordado por Jair Messias Bolsonaro, ao longo dos sete mandatos em que ocupou assento na Câmara dos Deputados. A partir de abordagem qualiquantitativa, foram analisados todos os discursos proferidos em plenário pelo parlamentar. Através da técnica de análise do discurso, foi possível evidenciar que a abordagem do então deputado federal ao tema em questão buscou associar o crescimento populacional ao aumento da pobreza, da marginalidade e da violência, e está, portanto, fortemente atrelada a dois campos semânticos que, nas eleições de 2018, foram fundamentais para a ampliação de sua base eleitoral e consequente vitória: o conservadorismo moral e o combate à criminalidade através do punitivismo.</p>Laura Gomes BarbosaGiulia Gouveia Siqueira P. Homem
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2025-12-192025-12-1911411811208Hierarquias de gênero e raça na elite parlamentar brasileira
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<p>O artigo se debruça sobre as expressões da divisão sexual do trabalho político no primeiro ano legislativo da 55ª legislatura na Câmara dos Deputados, 2015. Buscou-se analisar como a divisão sexual influencia a atuação política de deputadas/os, em termos de posições de coordenação política e de temáticas nas quais atuam, assim como sua trajetória em termos de carreira política. O conjunto de parlamentares que têm seus projetos pautados e que participam ativamente dos trabalhos legislativos é fundamentalmente política, refletindo disputas partidárias, estratégias de sobrevivência e hierarquias da organização do trabalho. Discutir os resultados de tais disputas oferece um melhor entendimento das relações de poder dentro e fora do parlamento, assim como do impacto dos papéis de gênero no processo. Não se pretende explicar as causas da desigualdade entre os gêneros na política, mas analisar sua manifestação no trabalho parlamentar e, consequentemente, nas hierarquias do campo político brasileiro.<br /><br />Palavras-Chave: Carreiras políticas. Desigualdades. Gênero. Divisão sexual do trabalho</p>Luiza Aikawa
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2025-12-192025-12-1911412091240Análise linguístico-discursiva da “masculinidade tóxica” em meios digitais
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa, sob a perspectiva da Análise do Discurso Crítica (ADC), os processos linguístico-discursivos que sustentam a masculinidade tóxica em interações digitais. O </span><em><span style="font-weight: 400;">corpus </span></em><span style="font-weight: 400;">inclui postagens e comentários de plataformas como X (Ex-</span><em><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></em><span style="font-weight: 400;">) e </span><em><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></em><span style="font-weight: 400;">, adotando uma abordagem qualitativa fundamentada em teóricos como Fairclough (2001), Connell (2005) e Orlandi (2015). Os resultados indicam que as redes sociais operam como arenas ideológicas onde normas patriarcais são amplificadas, reforçando hierarquias de gênero. Comentários que deslegitimam a expressão de emoções ou que promovem estereótipos masculinos hegemônicos ilustram como essas práticas discursivas limitam identidades masculinas alternativas. Conclui-se que a masculinidade tóxica é sustentada por mecanismos discursivos que naturalizam desigualdades e inibem mudanças sociais. O estudo destaca a necessidade de práticas discursivas que incentivem formas mais inclusivas de masculinidade e a importância de pesquisas futuras que explorem estratégias para desconstruir narrativas hegemônicas nos ambientes digitais.</span></p>Francisco Arkires Silva do NascimentoRafael Lima Vieira
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2025-12-192025-12-1911412411258O corpo gay que vive com HIV
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<p>Este artigo tem como objetivo analisar discursos de uma campanha sobre HIV, produzida pelo Ministério da Saúde, que envolvem participantes homens gays e que (con)vivem com HIV; compreender como essas identidades, ser gay e (con)viver com HIV, são representadas — isoladamente ou sobrepostas — nos discursos dos participantes; assim como discutir como os participantes reagem a essas identidades. Para que isto fosse possível, o estudo foi realizado seguindo uma metodologia de pesquisa qualitativa e os dados foram discutidos à luz da abordagem teórico-metodológica da Análise Crítica do Discurso, dos estudos <em>queer</em>, e da interseccionalidade. Os resultados demonstram que as identidades dos participantes são representadas sobrepostas, ou seja, há uma inter-relação — social e histórica — entre ser gay e viver com HIV. Vê-se também que os participantes reagem a essas identidades com resistência, ressignificando os discursos estigmatizantes que foram (re)produzidos ao longo dos mais de 40 anos de epidemia do HIV/Aids e que tentam associar e marginalizar as duas identidades sociais aqui analisadas. </p>José Augusto Simões de Miranda
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2025-12-192025-12-1911412591278Papéis de Gênero e o Sexo Desprotegido entre Mulheres e Homens
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<p>Este estudo objetivou analisar os dados encontrados na literatura científica acerca da associação entre os papéis de gênero e o uso de preservativo em mulheres que se relacionam sexualmente com homens. Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados Scopus, PubMed, Lilacs e PsycINFO contemplando estudos publicados entre janeiro de 2015 e junho de 2021. Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, alcançou-se a amostra final de 33 artigos. Os resultados dos artigos apontam que os papéis de gênero tradicionais estão associados com a dificuldade enfrentada pelas mulheres para usar preservativo no sexo com homens. Os aspectos relacionados a essa dificuldade foram os seguintes: conformidade com o <em>script</em> sexual tradicional e internalização do sexismo; adesão a um papel submisso na conjugalidade; receio de questionar a autoridade masculina em contexto de exposição às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs); e a intersecção entre ser mulher e outros marcadores sociais, como menores níveis de escolaridade, dependência financeira e disparidade de idade com o parceiro. Os achados desta revisão de literatura integram resultados de pesquisas realizadas em diferentes países e fornecem contribuições sobre componentes que devem ser priorizados em estratégias interventivas desenvolvidas para promover sexo seguro entre mulheres e homens.</p>Isabella Zuardi MarquesRodrigo Falcão ChaiseKátia Bones Rocha
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2025-12-192025-12-1911412791313Vivências de pessoas transgênero com suas famílias de origem
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<p>Este estudo teve por objetivo investigar as percepções das<br />pessoas transgênero sobre sua identidade transgênero e o seu processo<br />de afirmação de gênero no âmbito familiar. É um estudo qualitativo,<br />exploratório e transversal. Realizaram-se entrevistas com 14<br />participantes entre 20-30 anos de idade do Norte gaúcho. Utilizaram-se<br />como instrumentos um roteiro de entrevista semiestruturado e uma<br />ficha de dados sociodemográficos. A análise de dados foi realizada a<br />partir da análise temática, da qual emergiram dois temas: processos<br />iniciais de ajustamento familiar e ações afirmativas de gênero na família.<br />Esses processos e essas situações vão ao encontro de um novo rearranjo<br />familiar. Conclui-se que as percepções das vivências de pessoas<br />transgênero com suas famílias são complexas e multifacetadas,<br />envolvendo diferentes processos tanto positivos quanto negativos para a<br />pessoa transgênero. Espera-se que, com este estudo, famílias,<br />instituições e profissionais da área da saúde possam se beneficiar para<br />realizar ações afirmativas de gênero com esta população.</p>Élvis Herrmann BoniniIsadora Cechin FilipiackCláudia Mara Bosetto Cenci
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2025-12-192025-12-1911413141334Violências experimentadas por mulheres transgêneras migrantes venezuelanas no Brasil
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<p><span style="font-weight: 400;">Mulheres transgêneras venezuelanas fogem da crise e da transfobia em seu país e têm o Brasil como destino buscando proteção legal. Contudo, após ingressarem no território brasileiro, confrontam-se com uma série de adversidades, envolvendo diversas formas de violência. Com isto, o objetivo deste estudo foi analisar as violências experimentadas no Brasil por mulheres transgêneras migrantes venezuelanas. Trata-se de um estudo qualitativo, realizado em Manaus e Boa Vista, com transgêneras migrantes venezuelanas. Foram realizadas nove entrevistas semiestruturadas individuais on-line e três grupos focais presenciais, totalizando 34 entrevistadas. Foi realizada análise temática reflexiva. Os dados foram categorizados em: 1) Violência (cis)cultural: ultrapassando territórios e esmagando sonhos e (trans) expectativas, que aborda a violência decorrente de diferenças culturais e a supressão das aspirações dessas mulheres; 2) Violência interpessoal: a discriminação fazendo danos físicos, que explora as agressões físicas e discriminações vivenciadas em diversos contextos; 3) Estratégias adotadas como forma de enfrentamento da violência, onde se evidenciam as estratégias adquiridas para lidar com a violência que enfrentam. Concluiu-se que a interseccionalidade, na qual envolve ser migrante, pobre e mulher transgênera faz com que essas mulheres enfrentem muitas situações de vulnerabilidade, incluindo novas formas de violência, com poucos recursos para enfrentá-las, apesar de reconhecerem a discriminação e a transfobia como causas principais.</span></p>Rodrigo Natan Do Nascimento AlmeidaSara Fiterman LimaHelena Moraes CortesLiliana Yanet Gómez Aristizábal Zeni Carvalho Lamy
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2025-12-192025-12-1911413351366 Velhice e Homossexualidade: Trajetórias de mulheres lésbicas idosas
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<p><span style="font-weight: 400;">O aumento no número de idosos na população brasileira coloca em pauta a necessidade de investigações sobre a pluralidade do envelhecer, incorporando a essa temática discussões sobre gênero e sexualidade nesta etapa da vida. A presente pesquisa teve como objetivo analisar as percepções sobre a trajetória de vida de mulheres idosas e lésbicas. Trata-se de um estudo de campo com metodologia de base qualitativa. Participaram da pesquisa três mulheres lésbicas idosas, associadas a uma organização sem fins lucrativos localizada na região metropolitana de São Paulo. Foram realizadas entrevistas semidirigidas com perguntas sobre a trajetória de envelhecimento das participantes. Os dados foram analisados a partir do procedimento de análise de conteúdo. Os resultados revelam que as participantes tiveram muitas dificuldades na auto aceitação da lesbianidade e diferentes desafios em viver suas relações afetivo-sexuais ao longo da vida. Foi observado que as atuais condições sociais e financeiras conquistadas na velhice possibilitam uma maior liberdade e autonomia para viver suas relações, sendo destacado também a importância das ONGs e do amparo social nesta etapa da vida. </span></p>Fannya SouzaIanara HolandaMichelle DiasRodrigo Salles
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2025-12-192025-12-1911413671394Imaginarios urbanos e grupos transgêneros e homossexuais
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo é um recorte do projeto de pesquisa “Porto Alegre Imaginada Digital”, que compõe um estudo internacional sobre imaginários urbanos. O objetivo do texto é analisar os componentes simbólicos a partir das representações dos cidadãos sobre o bairro Cidade Baixa, de Porto Alegre, associado à presença de grupos transgêneros e homossexuais. Utiliza como base o referencial teórico-metodológico dos imaginários urbanos, proposto por Armando Silva. É uma pesquisa quali-quantitativa e descritiva que apresenta as informações oficiais sobre o bairro e compara com os resultados alcançados por meio de um questionário aplicado a 160 porto-alegrenses entre abril e maio de 2022. Verifica-se que o lugar é identificado a partir da ocupação de grupos transgêneros e homossexuais, tornando-se um emblema do bairro. Esta representação é contemporânea, mas está calcada na história do bairro, que foi reduto da “Baixa Cidade”, frequentada por grupos sociais minoritários. Conclui que o bairro Cidade Baixa é representado como território de homossexuais e transgêneros, representativo das práticas sociais desses grupos que se manifestam pela alegria e boemia do lugar.</span></p>Valdir José MorigiAna Maria Giovanoni FornosLuis Fernando Massoni
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2025-12-192025-12-1911413951416Cidade Solidária e Não Monogamia
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<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo tratamos da monogamia como normativa de condicionamento moral de desejos e afetos dentro da estrutura de parentescos, casamentos e relações familiares, que agregam valores simbólico e material na maneira como a sociedade contemporânea é constituída. Indicaremos que esses aspectos também se associam aos vínculos materiais e afetivos de apego e ao temor da finitude. Nosso objetivo é refletir os modos como a monogamia, em sua intersecção com raça, classe, gênero e sexualidades, estabelece as bases ideológicas para a constituição da cultura material e urbana na aparência e nos discursos relativos à arquitetura das cidades em sua busca constante pelo privilégio da exclusividade. Nos organizamos metodologicamente através da inspiração etnográfica e pelos métodos de revisão teórica e observação não participante para analisar à promessa de exclusividade e unicidade no espaço urbano de Erechim (RS, Brasil). Ao final, para contrapor a constituição da monogamia na cultura material e urbana em sua busca constante pelo privilégio da exclusividade, argumentamos sobre a possibilidade de vivências mais solidárias e desapegadas na cidade contemporânea com base na maior proeminência de vínculos e afetos não monogâmicos.</span></p>Marcos Sardá-VieiraIvone Maria Mendes SilvaReginaldo José de Souza
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2025-12-192025-12-1911414171447Public policies aimed at combating violence against women in Brazil
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<p>Com objetivo de apresentar o ciclo da Política Nacional de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres, utilizou-se de pesquisa documental e revisão bibliográfica, sobre o panorama dos principais avanços obtidos e os desdobramentos dessa política no meio social. Deve-se destacar o protagonismo das instituições de ensino, em que se concentra grupos de pesquisa e núcleos, como o Núcleo Interdisciplinar de Estudo de Gênero da Universidade Federal de Viçosa (NIEG/UFV), que por meio do Programa Casa das Mulheres, concretizou a consolidação da Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, ao apresentar alternativas e possibilidades frente à violência. Apesar do caminho que ainda é necessário percorrer, a aprovação e implementação de políticas públicas têm possibilitado o enfrentamento da violência contra às mulheres, com a concretização das ações nas três esferas governamentais.</p>Palloma Rosa FerreiraDiego Neves de Sousa
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2025-12-192025-12-1911414481473A representação da violência de gênero e sexualidade
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<p><span style="font-weight: 400;">O estudo aborda a representação de gênero e sexualidade no meio escolar, focando na percepção do/a estudante e da/o professora/o analisando como estudantes e docentes as percebem e interpretam. O estudo foi desenvolvido em uma escola pública na cidade de Imperatriz, Maranhão. O objetivo geral consiste em analisar a representação da violência de gênero e sexualidade em uma escola pública, a partir da percepção de estudantes do 6° ao 9° ano do ensino fundamental, na faixa etária de 13 a 17 anos, e professores/as. Para tanto, os aportes teóricos que deram sustentação a esta investigação baseiam-se principalmente em Durkheim (2008); Butler (2022); Bento (2017); Foucault (2014); Louro (2014); Libâneo (2013). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, na qual foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados: grupo focal com estudantes e entrevista semiestruturada com professora/o. Os dados revelam que a percepção do/a estudante sobre a representação da violência de gênero e sexualidade presentes na instituição pesquisada sofre influência do meio social, propiciando uma reprodução de forma naturalizada por falta de discussão sobre o assunto na escola. Nesse sentido a atuação do/a professor/a se desenvolve diante do discurso de poder que se constitui nas representações de preconceito e discriminação de gênero e sexualidade no campo escolar. </span></p>Auricelia de Aguiar SilvaDimas dos Reis Ribeiro
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2025-12-192025-12-1911414741505Um estudo sobre a Associação de mulheres AMAFPA, no município de Terra Nova do Norte/MT.
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo tem como principal objetivo apresentar um estudo sobre a Associação de Mulheres da Agricultura Familiar do Portal da Amazônia – AMAFPA e a importância das mulheres do campo no seu local de vivência e bem como do acesso à educação. Essa associação encontra-se na antiga sede da Escola Municipal São Pedro, na área rural do Município de Terra Nova do Norte-MT. As associadas possuem como principal fonte de renda o extrativismo do Pequi da Amazônia e a comercialização do mesmo. A educação entra neste artigo porque a maioria dessas mulheres não possuem nem o ensino médio completo, demonstrando que para as mulheres do campo a educação ainda é negligenciada, seja por questões familiares, como por políticas públicas, além da violência familiar, muito presente nas áreas rurais. A estrutura metodológica deste trabalho está pautada em análises bibliográficas e atividade empírica com observação participante, etapas essenciais que possibilitam alcançar os resultados esperados da pesquisa.</span></p>Ana Claudia Taube Matiello
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2025-12-192025-12-1911415061527Emancipação ou submissão?
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Barbara Michele AmorimPollianna Aparecida AlessioIzabela Liz Schlindwein
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2025-12-192025-12-1911415281542Corpo, memória e território: práticas de resistência no Devir Quilomba
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<p><span style="font-weight: 400;">O livro resenhado exibe as trajetórias de luta, memória e afeto construídas por mulheres quilombolas na defesa de seus territórios e modos de vida. Em Devir quilomba, Mariléa de Almeida entrelaça reflexões teóricas, relatos de vida e vivências comunitárias para pensar o quilombo como espaço de resistência coletiva e criação política. A autora mostra como o cuidado, a ancestralidade e a escuta se tornam fundamentos éticos de uma prática cotidiana que desafia a lógica colonial, ressignificando o direito, o território e a própria existência a partir das experiências das mulheres negras</span></p>Gabriela Cavalcanti Maciel
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2025-12-192025-12-1911415431548Políticas e culturas alternativas da menstruação
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<p>Esse texto é uma resenha do livro "<span lang="ES">Sangre y Resistencia. Políticas y culturas alternativas de la menstruación" da autora Miren Guillço Arakistain. O trabalho da autora consiste numa etnografia feita na Espanha e foca na construção de itinerários corporais que desafiam a cultura hegemônica da menstruação, gerando novas percepções sobre o ciclo menstrual. </span></p>Marina Dutra SonciniMiriam Pillar Grossi
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2025-12-192025-12-1911415491557