Atenção primária à saúde e o atendimento às pessoas trans e travestis
uma proposta de Educação Permanente em um Centro de Saúde da Família em Sobral – Ceará
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v11i2.55876Palavras-chave:
Educação Permanente em Saúde, Transexualidade, Travestilidade, Atenção Primária à SaúdeResumo
Este trabalho investiga as percepções de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o atendimento à trans e travestis em um Centro de Saúde da Família (CSF) de Sobral – Ceará, a partir de uma pesquisa-intervenção qualitativa, exploratória e cartográfica. Para tanto, foram efetuados encontros individuais por meio de entrevistas semiestruturadas com os profissionais do CSF além da realização de uma Educação Permanente em Saúde (EPS) com os mesmos, visando fornecer uma devolutiva acerca dos assuntos mais pertinentes trazidos pelos participantes. Observou-se que há um grande desconhecimento dos profissionais no que se refere a questões básicas relacionadas a gênero e sexualidade e que há muitos obstáculos no acesso à saúde por parte da população trans e travesti. Conclui-se que é necessário que as práticas de saúde dentro da APS sejam repensadas no que se refere ao atendimento humanizado e ético das pessoas trans e travestis.
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