Tensões e desafios de uma professora negra e macumbeira no trabalho com as relações étnico-raciais, gênero e sexualidade na escola
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v11i01.54963Palavras-chave:
Etnia, Raça, Genêro, Sexualidade, Educação básicaResumo
Este artigo apresenta e discute os conflitos e os desafios de uma professora negra e umbandista que se arriscou em abordar as relações étnico-raciais, de gênero e sexualidade em uma escola de ensino básico periférica no interior da Bahia. A docente se deparou com alguns empecilhos, especialmente por ser vista por algumas/alguns de suas/seus alunas/os como macumbeira, e por isso, tentavam deslegitimar seu trabalho. Contudo, por meio de suas práticas, conseguia instigar vários(as) estudantes que construíram novos sentidos sobre as identidades negras, do povo de santo e LGBTTQIAPN+.
Downloads
Referências
FERRARI, Anderson. Silêncio e silenciamento: em torno das homossexualidades masculinas. In: FERRARI, Anderson; MARQUES, Luciana Pacheco. (orgs.). Silêncios e Educação. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2011, p. 91-111.
GOMES, Nilma Lino. A questão racial na escola: desafios colocados pela implementação da Lei 10.639/03. In: CANDAU, Vera Maria; MOREIRA, Antônio Flávio. (orgs.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.
HALL, Stuart. Identidades culturais na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 1997.
JOVCHELOVITCH, Sandra; BAUER, Martin. Entrevista narrativa. In: BAUER, Martin; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Tradução: Pedrinho Guareschi. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002, p. 90-113.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: das afinidades políticas às tensões teórico- metodológicas. Educação em Revista. Belo Horizonte, n. 46, p. 201-218, dez., 2007.
LOURO, Guacira Lopes. Sexualidade: lições da escola. In: MEYER, D. E.E. et al. Saúde, sexualidade e gênero na educação de jovens. Porto Alegre: Mediação, 2012, p. 93-105.
MEYER, Dagmar Estermann; SOARES, Rosângela. Modos de ver e se movimentar pelos “caminhos” da pesquisa pós-estruturalista em Educação: o que podemos aprender com – e a partir de – um filme. In: Costa, Marisa; BUJES, Maria. (orgs.). Caminhos investigativos III: riscos e possibilidades de pesquisar nas fronteiras. Rio de Janeiro: DP&A, 2005, p. 23-44.
MISKOLCI, Richard. Teoria queer: um aprendizado pelas diferenças. Belo Horizonte: Autêntica Editora: UFOP- Universidade Federal de Ouro Preto, 2013.
NEGRÃO, Lísias Nogueira. Umbanda: entre a cruz e a encruzilhada. Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, v. 5, n.1-2, p. 113-122, 1993.
PÓVOAS, Ruy do Carmo. Da porteira para fora: mundo de preto em terra de branco. Ilhéus: Editus, 2007.
REIS, João. Magia jeje: a invasão do calundu de Pasto de Cachoeira, 1785. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 8, n. 16, p. 57-81, mar./ago., 1988.
SANTANA, Marise; SILVA NETO, Antônio Argolo; FEREIRA, Edson Dias; NASCIMENTO, Washington Santos. Odeere: formação docente, linguagens visuais e legado africano no sudoeste baiano. Vitória da Conquista-BA: Edições UESB, 2014.
SANTOS, Erisvaldo. Educação e religiões de matrizes africanas: uma pesquisa com professores (as) de Belo Horizonte (MG) sobre intolerância religiosa. In: OLIVEIRA, Julvan Moreira de. (org). Interfaces das africanidades em educação nas Minas Gerais. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2013, p. 121-138.
SEDGWICK, Eve Kosofsky. A epistemologia do armário. Cadernos Pagu, n. 28, p. 19- 54, 2007.
SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. Aprendizagem e ensino das africanidades brasileiras. In: MUNANGA, Kabengele. (org) Superando o racismo na escola. Brasília: MEC/SECAD, 2005, p. 155-172.
SILVA, Vagner Gonçalves da. Candomblé e umbanda: caminhos da devoção brasileira. 5 ed. São Paulo: Selo Negro, 2005.
SOUZA, Marcos Lopes de. Diversidade de gênero e sexual: apontamentos de uma proposta de formação docente. In: SEFFNER, Fernando; CAETANO, Márcio. (org.). Discurso, discursos e contra-discursos latino-americanos sobre a diversidade sexual e de gênero. VII Congresso Internacional de Estudos sobre a Diversidade Sexual e de Gênero da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura – ABEH [recurso eletrônico] Rio Grande de 07 a 09 de maio de 2014. – Dados eletrônicos, 2014 – Rio Grande, Rio Grande do Sul, 2016, p. 979-997.
VEIGA-NETO. Alfredo. Olhares... In: COSTA, Marisa (org.). Caminhos investigativos: novos olhares na pesquisa em educação. 2 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002, p. 23-38.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Cadernos de Gênero e Diversidade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Política de Acesso e Direitos Autorais
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.
As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.
As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.
Termo da declaração de acesso aberto
Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).







