“Homem é Homem, Mulher é Mulher, Cada Um Tem o Seu Serviço no Seu Sítio”:
O Permitido e o Interditado entre os Gêneros
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v9i4.53476Palavras-chave:
Relações de Gênero, Generificação, Divisão Social e Sexual do Trabalho, Assentamentos RuraisResumo
O presente artigo configurou-se em uma investigação dos estudos de gênero com as camponesas e os camponeses dos assentamentos rurais localizados na fronteira Brasil-Bolívia, no município de Cáceres-MT. A problematização que nos orientou foi: De que modo os processos generificadores influenciam nas relações estabelecidas entre mulheres e homens no território camponês? O embasamento teórico assentou-se nos conceitos de Gênero e Patriarcado (SCOTT, 1995; TIBURI, 2018); e na Divisão Social e Sexual do Trabalho (KERGOAT, 2009). Metodologicamente, seguimos pela abordagem qualitativa, pelo tipo de pesquisa descritivo e utilizamos a técnica de entrevista semiestruturada com as/os 11 camponesas/es. Identificou-se que há divisão e diferenciação entre os gêneros, onde o trabalho na casa é designado às mulheres e o trabalho na roça atribuído aos homens. Reconhece-se que existem mulheres presentes nas funções da roça, porém seu trabalho é visto como “ajuda” ao homem. Evidenciou-se a necessidade de reconhecer e reavaliar a divisão das tarefas em função dos gêneros daquele território.
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