Juventudes negras LGBTQI+ no Brasil

Violências e (in)visibilidade estatística e social da letalidade e a urgência de abordagem interseccional

Autores

Palavras-chave:

Juventudes, Racismo, LGBTQI , Violências, Letalidade.

Resumo

Identidades e alteridades tem sido campo paradoxal e que ocupa esferas e dimensões dos Direitos Humanos. Quando a delimitação é sobre diversidades e conexões identitárias os caminhos, as agendas, as políticas e os debates ganham novos contornos e expressões em Tempo Presente (últimos cinquenta anos). Almeja-se com a propositura deste artigo evidenciar as violências sobrepostas contra juventude negra LGBTQI+ no Brasil, em face a (in)visibilidade estatística e social da letalidade com urgência de utilização de abordagem interseccional cunhada pela intelectual afro-estadunidense Kimberley Crenshaw (1991), reverberada por Carla Akotirene (2018). Os/As jovens LGBTQI+ perpassam por violações aos direitos individuais e coletivos, presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), e na Constituição Federal (1988). As violências tem territórios, cor/etnia, faixa etária, identidade de gênero e orientação sexual definidas. Dentre os altos índices de violências, a morte precoce e sistemática de jovens negros/as LGBTQI+ é uma realidade latente no Brasil nas últimas décadas.Vulnerabilidades evidenciadas através dos ensinamentos de Maria do Céu Patrão Neves (2006), e Florência Luna (2008), consubstanciado a Teoria Social elencada por Silvio Almeida (2018), Ângela Davis (2003), Lélia González (1980), Achille Mbembe (2016), acerca da compreensão da desumanização de corpos baseada num critério étnico-racial, endossada pela LGBTfobia, que atribui ao Estado o poder de decidir quem vive e quem morre.

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Biografia do Autor

ADIEL PÉRICLES CONCEIÇÃO REIS, Universidade Católica do Salvador

Aluno do 10º Semestre do Curso de Direito da Universidade Católica do Salvador. Integrante do Núcleo de Estudos sobre Educação e Direitos Humanos (NEDH/UCSAL).

VANESSA RIBEIRO SIMON CAVALCANTI, Universidade Federal da Bahia e Universidade Católica do Salvador

Pós-doutorado em Direitos Humanos pela Universidad de Salamanca, Espanha (CAPES e CNPq). Doutorado em História - Universidad de Leon, Espanha. Docente permanente no Programa de Pós-Graduação Programa em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM/UFBA, CAPES 4). Professora visitante senior no exterior - Instituto de Sociologia, da Universidade do Porto, Portugal. Integrante e líder do Núcleo de Estudos sobre Educação e Direitos Humanos (NEDH/UCSAL/CNPq). Integrante como investigadora associada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras, da Universidade do Porto (UPORTO, Portugal).

POLLYANNA REZENDE-CAMPOS, UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR

Doutoranda e Mestra do Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea - Universidade Católica do Salvador (PPGFSC/UCSAL, CAPES 5). Especialização em Gênero e Sexualidade na Educação - Universidade Federal da Bahia - UFBA. Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador _ UCSAL. Integrante do Núcleo de Estudos sobre Direitos Humanos (NEDH/UCSAL/CNPq) do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gêneros e Sexualidade (NUCUS/UFBA/CNPq), na linha de Educação. Docente da Educação Básica do Governo do Estado da Bahia.

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Publicado

2022-05-13

Como Citar

CONCEIÇÃO REIS, A. P., CAVALCANTI, V. R. S., & REZENDE-CAMPOS, P. (2022). Juventudes negras LGBTQI+ no Brasil : Violências e (in)visibilidade estatística e social da letalidade e a urgência de abordagem interseccional. Cadernos De Gênero E Diversidade, 8(1), 6–34. Recuperado de https://periodicos.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/37649

Edição

Seção

Artigos