Notas Etnográficas sobre Homens Negros Balizadores de Fanfarra em Salvador

Autores

  • Vinícius Santos da Silva Zacarias Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.9771/cgd.v5i2.29263

Palavras-chave:

Balizadores, Fanfarras, Dois de Julho, Performances, Salvador

Resumo

As performances dos homens negros balizadores de fanfarra são caracterizadas pela transgressão à rigidez corpórea atribuída a papéis masculinos, intensificados pelo fator racial. Porém, essas agências performativas causam efeitos contrários à ojeriza ou rejeição generalizada de quem assiste ao espetáculo, tornando-se altamente valorados pela audiência. Levando em consideração a estrutura das relações sociais brasileiras, os marcadores da diferença colocariam os balizadores em posições desfavoráveis no cotidiano, contudo, no momento do ato performático, eles assumem temporariamente outro status, como “seres de extraordinário poder”. Ao descrever o espetáculo mais proeminente na Bahia, o Desfile Cívico de Dois de Julho de Salvador, o interesse motriz desta pesquisa é compreender como os balizadores significam essas performances, além de refletir sobre o ordenamento das dinâmicas sócio-rituais presentes na cena etnográfica.

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Biografia do Autor

Vinícius Santos da Silva Zacarias, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Museólogo de formação, é mestrando em Ciências Sociais e especializando em Gestão de Políticas Culturais pela UFRB.

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Publicado

2019-10-15

Como Citar

da Silva Zacarias, V. S. (2019). Notas Etnográficas sobre Homens Negros Balizadores de Fanfarra em Salvador. Cadernos De Gênero E Diversidade, 5(2), 192–215. https://doi.org/10.9771/cgd.v5i2.29263