Sexo e as Negas: Empoderamento ou Reforço dos Estereótipos das Mulheres Negras na Mídia
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v2i1.16736Resumo
O objetivo deste trabalho é analisar a minissérie “Sexo e negas”, que foi ao ar na Rede Globo no período de 16 de setembro de 2014 a 16 de dezembro deste mesmo ano. Ela conta a história de quatro amigas, mulheres negras da periferia do Rio de Janeiro, que almejam crescimento profissional e/ou buscam uma relação afetiva satisfatória. A iniciativa de analisar a minissérie se deu a partir do fato de que esta causou muita polêmica, sobretudo entre ativistas e intelectuais negras, que a acusavam de reforçar os estereótipos relacionados as mulheres negras. Assim, nossa análise visa abranger as seguintes questões: 1. A minissérie promove uma representação positiva das mulheres negras e as coloca em uma posição de protagonismo, como se propõe, ou apenas reforça os estereótipos que as envolvem, no imaginário social? 2. Como o corpo das mulheres negras é representado e qual o modelo de relação afetiva é conferido a elas? Como referência pra pensar a representatividade das pessoas negras na mídia será usado o pensamento de Joel Zito de Araújo. E para pensar a construção e reforço de estereótipos será usado o conceito de estigma de Erving Goffman. Para pensar a condição das mulheres negras no imaginário social brasileiro, usaremos como referência Suely Carneiro, Ana Cláudia Pacheco e Lélia Gonzalez. Constatou-se que a minissérie não foi capaz de romper com os estereótipos que envolvem as mulheres negras e seus corpos, assim como não foi capaz de colocá-las na posição de protagonistas, apenas reforçou os lugares sociais atribuídos a elas.
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