O padrão esquelético como fator de risco de desenvolvimento da síndrome da apneia obstrutiva do sono
DOI :
https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i3.68457Mots-clés :
Apneia Obstrutiva do Sono, Sonolência Diurna Excessiva, Cefalometria, Padrão EsqueléticoRésumé
Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, muitas vezes ocasionando sonolência diurna excessiva. Objetivo: Investigar se o padrão esquelético facial no sentido sagital está associado à sonolência diurna excessiva, sugerindo risco aumentado para a SAOS. Metodologia: Foram avaliadas retrospectivamente tomografias computadorizadas multislice da face e os escores da Escala de Sonolência de Epworth (ESE) de 96 pacientes submetidos a tratamento ortodôntico-cirúrgico combinado. Dados clínicos, como idade, sexo, padrão respiratório predominante e presença de ronco, além das tomografias e da ESE, foram coletados a partir de seus prontuários. As medidas cefalométricas SNA, SNB e ANB foram utilizadas para avaliação do posicionamento da maxila e da mandíbula, no sentido sagital, além da classificação do padrão esquelético (Classes I, II e III). Os dados foram submetidos aos testes estatísticos ANOVA one-way, Tukey, t de Student e Qui-quadrado. Resultados: Houve associação significante entre o padrão esquelético de Classe I e os escores mais elevados na ESE (p = 0,019), sugerindo que estes indivíduos são mais propensos a apresentarem a SAOS. Observou-se também correlação significativa dos escores mais elevados da ESE com o padrão respiratório misto (p = 0,04) e com a presença de ronco (p = 0,056). Não foram observadas associações significativas entre os escores obtidos na ESE e o sexo (p = 0,648), os diferentes grupos etários (p = 0,275) e nem com os valores isolados de SNA e SNB. Conclusão: Pacientes portadores do padrão esquelético de Classe I demonstraram maior propensão à sonolência diurna excessiva, configurando-se como possível grupo de risco para a SAOS. Além disso, o padrão respiratório misto e o ronco se mostraram potencialmente associados à sonolência diurna, devendo ser considerados na avaliação clínica.
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