POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE PARA A POPULAÇAO LGBT NO BRASIL: IDENTIDADES SEXUAIS E NOVAS ZONAS DE EXCLUSÃO

Autores

  • Rodrigo Broilo Universidade FUMEC
  • Jacques Akerman Universidade FUMEC

DOI:

https://doi.org/10.9771/cgd.v1i1.13571

Resumo

A história das lutas por políticas públicas para a população LGBT teve início na década de 1980, com o advento da epidemia mundial de HIV/AIDS. Ao longo das décadas subsequentes as políticas públicas, em especial de saúde, foram tomando rumos que intencionavam pensar na integralidade dos sujeitos LGBT. Porém, o que se percebe é que a maior parte dessas políticas está embasada na construção de identidades sexuais, marcadas pelos binarismos homem/mulher, masculino/feminino, heterossexual/homossexual, sendo os primeiros termos ainda hegemônicos. A análise aqui proposta mostra como essas identidades acabam por criar novas segregações, promover a manutenção da heteronormatividade e a homofobia, em suas variantes. Através de críticas pós-identitárias, originadas da teoria queer, este artigo convida para uma desconstrução crítica da visão dos indivíduos como seres acabados em termos de sexualidade, gênero, práticas sexuais e desejos.

Palavras chaves: políticas públicas; LGBT; identidades sexuais; saúde; teoria queer

Biografia do Autor

Rodrigo Broilo, Universidade FUMEC

Estudante de graduação em Psicologia da Universidade FUMEC, em Belo Horizonte-MG. 

Jacques Akerman, Universidade FUMEC

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1984), especialização em Saúde Mental pela Escola de Saúde de Minas Gerais (1987), e em Psiquiatria Social pela Escola Nacional de Saúde Pública(1987) e mestrado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1998). Atualmente é professor da Universidade FUMEC e exerce atividade clínica de orientação lacaniana.

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Publicado

2015-12-01

Edição

Seção

Artigos