POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE PARA A POPULAÇAO LGBT NO BRASIL: IDENTIDADES SEXUAIS E NOVAS ZONAS DE EXCLUSÃO
DOI:
https://doi.org/10.9771/cgd.v1i1.13571Resumo
A história das lutas por políticas públicas para a população LGBT teve início na década de 1980, com o advento da epidemia mundial de HIV/AIDS. Ao longo das décadas subsequentes as políticas públicas, em especial de saúde, foram tomando rumos que intencionavam pensar na integralidade dos sujeitos LGBT. Porém, o que se percebe é que a maior parte dessas políticas está embasada na construção de identidades sexuais, marcadas pelos binarismos homem/mulher, masculino/feminino, heterossexual/homossexual, sendo os primeiros termos ainda hegemônicos. A análise aqui proposta mostra como essas identidades acabam por criar novas segregações, promover a manutenção da heteronormatividade e a homofobia, em suas variantes. Através de críticas pós-identitárias, originadas da teoria queer, este artigo convida para uma desconstrução crítica da visão dos indivíduos como seres acabados em termos de sexualidade, gênero, práticas sexuais e desejos.
Palavras chaves: políticas públicas; LGBT; identidades sexuais; saúde; teoria queer.
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