Novos arranjos judiciais e a Pedagogia Histórico-Crítica para jovens infratores

Autores

  • Julio Cesar Francisco Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.9771/gmed.v15i1.51127

Palavras-chave:

Adolescentes e jovens, Justiça Juvenil, Pedagogia Histórico-Crítica

Resumo

O presente artigo apresenta um inédito perfil de adolescentes em conflito com a lei, em um município do interior do estado de São Paulo, bem como faz algumas aproximações da Pedagogia Histórico-Crítica - PHC no campo da Justiça Juvenil. Os resultados revelam a predominância de jovens brancos, da classe trabalhadora, periféricos, entre 14 e 17 anos, envolvidos com roubo e tráfico de drogas. A Justiça Juvenil tem priorizado sentenças na comunidade. Na perspectiva da PHC, defende-se a necessidade de valorizar a auto-organização juvenil, a educação coletiva e o acesso ao saber escolar, na relação com o trabalho social dos educadores executores de medidas socioeducativas.

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Biografia do Autor

Julio Cesar Francisco, Universidade Estadual de Campinas

Pedagogo, mestre e doutor em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar.) Atualmente é Pós-doutorando em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, sob supervisão do Prof. Dr. Dermeval Saviani. Foi pesquisador visitante no Conservatoire National des Arts et Métier - CNAM, Paris-França. É pesquisador no grupo de estudos "História, Sociedade e Educação no Brasil" - HISTEDBR/UNICAMP. É pesquisador associado ao Laboratoire Interdisciplinaire pour la Sociologie Économique - Lise/CNAM, Paris-França. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9980543861452378. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2220-7339. E-mail: socioeducativo.julio@gmail.com.

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Publicado

2023-05-01

Como Citar

Francisco, J. C. (2023). Novos arranjos judiciais e a Pedagogia Histórico-Crítica para jovens infratores. Germinal: Marxismo E educação Em Debate, 15(1), 538–568. https://doi.org/10.9771/gmed.v15i1.51127