As desventuras do Doutor Jacarandá:

prática jurídica, racismo e luta por direitos na Primeira República

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/aa.v0i64.43175

Palavras-chave:

Pós-abolição, Letramento, Racismo, Advocacia, Primeira República

Resumo

Este artigo acompanha a trajetória de Manoel Vicente Alves, homem negro que ficaria conhecido como Doutor Jacarandá. Nascido em 1869 em Alagoas, onde se escolarizou, mudou-se para em 1894 para o Rio de Janeiro. Nos primeiros anos na capital federal exerceu diferentes ofícios braçais, até valer-se de seu letramento para atuar como solicitador em pequenos casos judiciais. Em um momento no qual o diploma de bacharel em direito não era um pré-requisito para o exercício da advocacia, começava assim uma carreira como advogado que, ao mesmo tempo em que o projetava como um tipo popular da cidade, faria dele o alvo constante das ironias e ataques da imprensa da cidade. Analisar os desafios e obstáculos colocados à atuação de afrodescendentes como ele ao longo da Primeira República se mostra por isso uma forma de refletir sobre a força singular assumida pelo racismo nas décadas imediatamente posteriores à abolição.

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Biografia do Autor

Leonardo Affonso de Miranda Pereira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Professor Associado do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (1991), com Mestrado (1994) e Doutorado (1998) em História Social pela mesma universidade. Atua na área de História do Brasil, em especial do Segundo Reinado e da Primeira República. Seus interesses de investigação se voltam para os processos de conexão e embate cultural entre diferentes grupos sociais - com enfase no associativismo recreativo dos trabalhadores, na produção de literatos e homens de jornal, na constituição social dos símbolos da nacionalidade e na história urbana do Rio de Janeiro.

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Publicado

2021-11-29

Como Citar

PEREIRA, L. A. de M. As desventuras do Doutor Jacarandá:: prática jurídica, racismo e luta por direitos na Primeira República. Afro-Ásia, Salvador, n. 64, p. 284–319, 2021. DOI: 10.9771/aa.v0i64.43175. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/43175. Acesso em: 27 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos