Memórias do cativeiro, jongo e cidadania em Pinheiral

Autores

  • Pedro Simonard Centro Universitário Tiradentes/UNIT
  • Ana Carolina Silva Borges Programa de Graduação e Pós-Graduação de História da UFAL

DOI:

https://doi.org/10.9771/aa.v0i58.21420

Palavras-chave:

Jongo, escravidão, memoria, ação afirmativa, tradição.

Resumo

O território jongueiro de Pinheiral é conhecido em todo o Brasil pelo seu jongo e pelas atividades socioeducativas que buscam preservar e transmitir as tradições afro-brasileiras dos habitantes dessa cidade, além de trabalhar a autoestima de jovens e adultos. A memória do tempo do cativeiro na cidade de Pinheiral vem sendo construída pelas lideranças jongueiras a partir da seleção e da valorização de certos elementos, sendo utilizada como uma ferramenta para combater a exclusão social, desenvolver uma nova identidade performativa e estratégias políticas e sociais que busquem garantir os direitos políticos e o acesso a políticas de reparação. Para que isso aconteça, a escravidão é constantemente redefinida e ressemantizada, tornando-se uma fonte de orgulho para os descendentes dos escravizados. O jongo é o ponto de partida para que todas essas ações ocorram. Os jongueiros de Pinheiral conseguiram organizar um ponto de cultura no qual montaram uma estrutura que lhes permite realizar seus projetos.

Palavras-chave: Jongo - escravidão - memória - ação afirmativa - tradição.

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Biografia do Autor

Pedro Simonard, Centro Universitário Tiradentes/UNIT

[Bacheral em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ, mestre em Artes pela Universidade de São Paulo/USP, doutor em Ciências Sociais pela Universidade o Estado do Rio de Janeiro/UERJ, professor do programa de pós-graduação Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas do Centro Universitário Tiradentes/UNIT, pesquisador do ITP, documentaristae antropólogo especializado em estudos afro-brasileiros, relações interétnicas, antropologia visual e cinema documentário. Meus interesses de pesquisa incluem o jongo, a transmissão da tradição em diversas comunidadesafro-brasileiras, a autoimagem predominante nessas comunidades e a reprodução social e simbólica de comunidades remanescentes de quilombos. pedrosimonard@gmail.com.

Ana Carolina Silva Borges, Programa de Graduação e Pós-Graduação de História da UFAL

Bolsista CAPES do PNPD, atualmente está vinculada ao Programa de Graduação e Pós-Graduação de História da UFAL, fazendo parte da linha de pesquisa em História da África. Doutora em História Cultural pela UNICAMP e Mestre em História Social pela UFMT, desenvolveu trabalhos relativos as resistências agrárias no Pantanal, no contexto da pós abolição e formação da Primeira República. Estuda temas variados, tais como: história agrária, questões indígenas, projetos políticos de Nação no Brasil República, história ambiental, colonização africana e trabalho forçado em Guiné Bissau.

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Publicado

2018-09-05

Como Citar

SIMONARD, P.; BORGES, A. C. S. Memórias do cativeiro, jongo e cidadania em Pinheiral. Afro-Ásia, Salvador, n. 58, 2018. DOI: 10.9771/aa.v0i58.21420. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/21420. Acesso em: 5 jul. 2022.

Edição

Seção

Artigos