Micropolíticas do sensível, corporeidade e clínica

Autores

  • Catarina Resende Universidade Federal Fluminense
  • Júlia Câmara Universidade Federal Fluminense
  • Luiza Loyola Universidade Federal Fluminense
  • Victória Guimarães Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.9771/r.v1i32.26580

Palavras-chave:

Clínica, Corporeidade, Micropolítica, Sensível, Práticas Somáticas

Resumo

Situando a clínica como plano de interface entre psicoterapia, filosofia, dança e práticas somáticas, este trabalho pesquisa a criação de micropolíticas do sensível, como um possível desvio às forças de captura dos fluxos dos corpos no capitalismo. Objetiva-se compreender de que maneira os encontros na clínica mobilizam realidades invisíveis e indizíveis, e como podem estar engajados na produção micro sensível de novas sensibilidades e novos desejos. Este trabalho busca cartografar os movimentos que possibilitam a ampliação do cuidado, através da experiência somática do terapeuta, e suas implicações na relação entre corpos. Para tanto, serão trazidos relatos e fotos de um grupo de alunos de Psicologia, produzidos a partir de uma experiência com uma oficina de Body-Mind Centering®. Esta prática foi orientada por uma educadora somática certificada, convidada a contribuir com o processo formativo dos alunos em uma abordagem transdisciplinar da clínica. Interessa pôr em relevo, em articulação com as experiências circunscritas, as relações sutis e cambiantes entre corporeidade e subjetividade, evidenciando o corpo em seu aspecto sensível como território de novos possíveis. Pretende-se com isto, pensar uma corporeidade dançante para a clínica, no intuito de fazer frente aos regimes instituídos e massificados de sensibilidades, tomando-a enquanto prática experiencial de devires mútuos, entre terapeuta e paciente, e de criação de novos modos de existências.


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Biografia do Autor

Catarina Resende, Universidade Federal Fluminense

Catarina Resende atua entre a psicologia clínica e a dança. É professora adjunta do Departamento de Psicologia da UFF, coordenadora do Laboratório de Subjetividade e Corporeidade (CorporeiLabS – UFF/UFRJ/UFC/FAV), doutora em Psicologia (UFF), mestre em Saúde Coletiva (UFRJ) e terapeuta pelo movimento (Escola Angel Vianna).

Júlia Câmara, Universidade Federal Fluminense

Júlia Câmara é graduanda em Psicologia na UFF (Universidade Federal Fluminense), estagiária em psicologia clínica no projeto de estágio supervisionado Arte Corpo e Subjetividade, vinculado ao Laboratório de Subjetividade e Corporeidade (CorporeiLabS – UFF/UFRJ/UFC/FAV) e monitora bolsista da disciplina de Cognição na UFF desde 2017.

Luiza Loyola, Universidade Federal Fluminense

Luiza Loyola é graduanda em Psicologia na UFF, estagiária em psicologia clínica no projetode estágio supervisionado Arte Corpo e Subjetividade, vinculado ao Laboratório de Subjetividade e Corporeidade (CorporeiLabS – UFF/UFRJ/UFC/FAV) e professora de Yoga (Premananda Yoga School).

Victória Guimarães, Universidade Federal Fluminense

Victória Guimarães é graduanda em Psicologia na UFF (Universidade Federal Fluminense), estagiária em psicologia hospitalar pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) e estudante de teatro físico.

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Publicado

2019-09-25

Como Citar

Resende, C., Câmara, J., Loyola, L., & Guimarães, V. (2019). Micropolíticas do sensível, corporeidade e clínica. Repertório, 1(32). https://doi.org/10.9771/r.v1i32.26580

Edição

Seção

EM FOCO