Repertório https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro <p>Periódico do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Criado em 1997, tem como foco a difusão da práxis transdisciplinar em artes cênicas com ênfase em pesquisas articuladas com o desenvolvimento de epistemo-metodologias, processos pedagógicos e de criação, história e dramaturgia, tendências contemporâneas, perspectivas decoloniais, corporeidade, feminismos, gênero, estudos étnico-raciais, performance e tecnodiversidade, saberes e fazeres nas artes cênicas.<br />Area do conhecimento: Artes<br />ISSN(online): 2175-8131 - Periodicidade: Semestral </p> Universidade Federal da Bahia pt-BR Repertório 2175-8131 <p>Os/as usuários/as poderão ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir os textos integralmente desde que sejam claramente mencionadas as referências aos/às autores/as e à Revista Repertório. A utilização dos textos em outros modos depende da aprovação dos/as autores/as e deste periódico.</p> <p>Os conteúdos emitidos em textos publicados são de responsabilidade exclusiva de seus/suas autores/as e não refletem necessariamente as opiniões da Revista Repertório.</p> <p> </p> IMAGENS DE CONTROLE EM CENA: UM OLHAR SOBRE A PRODUÇÃO DRAMATÚRGICA/CÊNICA DE AUTORIA DE MULHERES NO NORDESTE DO BRASIL (2015-2021) https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/48943 <p>Propomos uma revisão e atualização críticas dos resultados de uma pesquisa realizada em torno do trabalho de dramaturgos atuantes no Sudeste do país entre 2002 e 2012. Empreendendo um desvio em relação àquele corpus, olhamos para as iniciativas lideradas por mulheres nos âmbitos da dramaturgia e da cena no contexto da região Nordeste entre os anos de 2015 e 2021, as quais lemos de uma perspectiva crítica feminista, tomando como chave para análise-interpretação a ideia de “imagens de controle” de Patricia Hill Collins (2019). Após a exposição de um breve panorama dessa produção, feito a partir de um levantamento nos principais portais de crítica da área e de artistas/coletivos/trabalhos que já conhecemos, apresentamos nossa análise-interpretação da dramaturgia/cena de duas peças: <em>Isto não é uma mulata </em>(2015), de Mônica Santana, e <em>Violetas </em>(2016), de Mayra Montenegro. Nossa hipótese é a de que, ao proceder à exposição e crítica de uma série de imagens de controle associadas a mulheres, a produção dessas atrizes-dramaturgas estaria atuando como uma estratégia de enfrentamento às opressões que tais imagens sintetizam.</p> Nayara Macedo Barbosa de Brito Copyright (c) 2023 Nayara Macedo Barbosa de Brito https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 e023001 e023001 10.9771/rr.v1i40.48943 RELATO SOBRE FEMINISMO NEGRO NO RIO GRANDE DO SUL A PARTIR DA IMERSÃO ARTÍSTICA NO PROJETO NEGRESSENCIA https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/49190 <p>Este artigo é um relato de experiência na condição de intérprete-criadora do espetáculo “Negressencia: mulheres cujos filhos são peixes”, criado por artistas negros e negras no Rio Grande do Sul como parte do Projeto Negressencia, em 2016. A experiência na imersão artística durante o processo criativo e o diálogo com autoras e intelectuais negras ancoram esta escrita, possibilitando uma reflexão acerca das noções de mulheres negras que operam na sociedade gaúcha a partir de memórias grafadas no corpo. O resgate histórico da presença feminina negra no estado e a reafricanização da imagem de Yemanjá se deram através de uma interação ativa baseada na memória de nossas antepassadas. Por meio dela, estabelecemos uma relação de continuidade com o passado, trabalhando o presente para projetar um futuro promissor para a comunidade negra gaúcha. Este processo promoveu, consequentemente, um terreno fértil para a (re)significação da experiência social e artística de mulher negra com base nas memórias, nas identidades e processos identitários, nas relações de pertencimento, empoderamento e acolhimento.</p> Amanda Santos Silveira Copyright (c) 2023 Amanda Santos Silveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 10.9771/rr.v1i40.49190 PERFORMANCE RITUAL FEMININA COM OS QUATRO ELEMENTOS DA NATUREZA NO CURTA-METRAGEM “GUARDIÃS DO NASCIMENTO NA CHAPADA DIAMANTINA” https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/49181 <p>Este artigo é um relato dos princípios que envolveram o processo criativo da produção audiovisual “Guardiãs do Nascimento na Chapada Diamantina”. A composição cênica do curta-metragem envolveu performances rituais e performances artísticas realizadas com gestantes, doulas e parteiras da comunidade rural de Caeté-Açu, na Chapada Diamantina, Bahia. A produção audiovisual tem, como proposta estética e poética, a realização de uma jornada de travessia pelo ciclo gestacional até o parto, guiada por rituais envolvendo os quatro elementos da natureza: água, ar, fogo e terra. Em oposição à violência obstétrica, o objetivo é o de contribuirmos com o fortalecimento de uma cultura do nascimento humanizada e respeitosa, dando visibilidade a uma assistência amorosa no rito de passagem composto por gestação e parto.</p> Janaina Trasel Martins Copyright (c) 2023 Janaina Trasel Martins https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 10.9771/rr.v1i40.49181 ALÉM DOS SIGNIFICADOS DE MIRANDA: DES/SILENCIAR O 'TERRENO DEMONÍACO' DAS MULHERES DE CALIBAN https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/49340 <p>O texto é uma tradução do Pós-escrito original de Sylvia Wynter, de mesmo título, para a primeira coletânea de ensaios produzidos pela intelligentsia das mulheres negras caribenhas. Nele, a autora enfoca criticamente a discussão levada adiante em <em>Out of the Kumbla</em>. Caribbean Women and Literature, sobre o lugar de um feminismo decolonial no campo dos estudos feministas a partir de uma discussão da ausência de uma mulher para Caliban não só no texto de Shakespeare, mas também nos textos críticos sobre esse. Diagnostica que essa ausência corresponde com um vazio ontológico dentro do feminismo e defende que trazer essa mulher negra para o centro da discussão deslocaria o discurso feminista decolonial em direção a uma ruptura epistemológica com um feminismo eurocentrista e os sistemas de significação reguladores desse. Dessa maneira, o feminismo decolonial não abre uma área a mais de estudos decoloniais, mas instaura uma mudança de paradigma dos estudos feministas para fora das concepções secularizantes da verdade de gênero em direção a um “modelo demoníaco” no qual as vidas de mulheres caribenhas podem expressar sua autopoiese.</p> Paulo Maciel Stephan Baumgartel Copyright (c) 2023 Paulo Maciel, Stephan https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 UMA ESCRITA QUE SAI DA PELE: TRANSFLEXÕES AFETADAS PARA LEMBRAR DAQUILO QUE ESQUECI E COROAR NOSSA SENHORA DAS TRAVESTIS https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/49330 <p>os processos de cura precisam doer. DOER. Para encontrar corpas fora das peles é preciso doer, vazar, transbordar. nos encontramos aqui fora de nossas peles perdidas e doidas em busca deste lugar inexistente.&nbsp;</p> Fredda Amorim Copyright (c) 2023 Fredda Amorim https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 A DESOBEDIÊNCIA CÊNICA ENQUANTO ESTRATÉGIA DA ARTE CUÍER EM LISBOA https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/49184 <p>Propondo pensar a arte urbana cuíer como mecanismo pedagógico e discursivo de atuação essencialmente ativista, já na primeira parte descrevo como foi o encontro com o termo Desobediência Cênica, no mestrado, para entender como esta arte se relaciona à ideia de intervenção urbana e de artivismo que representam atividades de empoderamento de comunidades marginalizadas evidenciando os jogos de tensão em sociedade para tratar de arte autorizada e não-autorizada. Na segunda sessão, em desdobramento a isso, abordo as obras de colagens da dupla luso-brasileira Pixa Bixa, sediada em Lisboa, para então comparar com outros trabalhos que têm como mote a diversidade. Em minha metodologia de análise assumo aportes à filosofia por meio da Bipolítica em Rubin e Foucault deixando o legado da Teoria Queer, que tem Butler e Preciado como referências, para enfatizar os caráteres públicos e privados dos locais que estão diretamente imbricados às obras escolhidas e com finalidade decolonial ao refletir sobre a presença desses corpos anômalos que desvirtuam as definições sobre gênero e identidade. Concluo o texto afirmando que interessa à criação estética desobediente o discurso desviante e os desdobramentos de atividades em espaço urbano como estratégia de ação política como modo de friccionar conceitos ao entender que, em plano de fundo, estes trabalhos elaboram uma intrincada provocação pedagógica e metalinguística propondo uma ressignificação de situações enfrentadas por pessoas LGBTQIAPN+ no mundo.</p> Frederico Caiafa Copyright (c) 2023 Frederico Caiafa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 A CRIANÇA COMO MODELO NO ENSINO DO BUFÃO EM JACQUES LECOQ E PHILIPPE GAULIER https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/49461 <p>Este texto visa expor as relações evidentes e tácitas entre a figura da criança e a do bufão no ensino teatral de Jacques Lecoq e Philippe Gaulier. Baseando-se nas palavras de ambos os pedagogos, mas também em sua experiência prática na École Philippe Gaulier, o autor aponta e problematiza as evocações da criança, sua presença e seu jogo, como vetores de explorações pedagógicas em torno de noções como crueldade, verdade, polimorfismo e inocência no aprendizado do ator dentro do território dramático dos bufões.</p> Rodrigo Cardoso Scalari Copyright (c) 2023 Rodrigo Cardoso Scalari https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 O REAL, O TEATRO E A CANJIRA POLÍTICA: O DISCURSO PROVOCADO EM STABAT MATER https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/48944 <p>Neste artigo analisamos <em>Stabat Mater</em> (2019) da atriz e dramaturga Janaína Leite (SP) como uma peça entre a autobiografia e o pensamento encenado, ou seja, um gênero híbrido que dá espaço e torna possível uma nova forma de encenação: o discurso provocado.&nbsp; Apoiando‑nos em várias teorizações das características da autobiografia na literatura e no teatro e da presença cênica e suas interligações com o feminismo, concluímos que o espetáculo faz parte de uma canjira política do teatro brasileiro, que nos últimos 20 anos tem proposto uma estÉtica de encruzilhada.</p> Djalma Thürler Duda Woyda Copyright (c) 2023 Djalma Thürler, Duda Woyda https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 A FIGURAÇÃO DA IDENTIDADE LGBTQIA+ E DA PERFORMATIVIDADE DE GÊNERO NA DRAMATURGIA DE TENNESSEE WILLIAMS DAS DÉCADAS DE 1930 A 1960 https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/51433 <p>Este artigo faz um levantamento de personagens LGBTQIA+ na obra de Tennessee Williams escrita entre 1930 e 1960. Com o total de quatorze personagens em nove peças, faz uma análise de como o dramaturgo figura esses personagens, de forma declarada e aberta. Sendo assim, são identificadas performances cis heteronormativa e efeminada, além de personagens que se travestem. É possível concluir que Williams não utiliza essas questões apenas como uma temática por terem conexões com sua vida privada. Identifica-se, na figuração desses personagens, uma maneira de criticar as contradições do capitalismo e da sociedade burguesa que exige comportamento heteronormativo, levando-os à violência, autodestruição e morte.</p> Luis Marcio Arnaut de Toledo Copyright (c) 2023 Luis Marcio Arnaut de Toledo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 PSICOLOGIA FEMININA, IMAGINÁRIO E CRIAÇÃO EM “ISADORA: A DANÇA DO DESTINO" https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/50022 <p>Este trabalho enfoca o processo de criação do espetáculo &nbsp;[título do espetáculo removido para avaliação], por nós escrito e dirigido, a partir da biografia da dançarina Isadora Duncan. Para a construção da corporeidade de Isadora, tivemos por estímulos a cosmologia da matéria de Gaston Bachelard e para a elaboração da personalidade da protagonista, nossa base foi o estudo da psicologia da mulher, de linha junguiana, como proposto por Jean Shinoda Bolen e Jennifer e Roger Woolger, que se pautam pelos arquétipos das deusas gregas. A partir do processo criativo, busca-se refletir sobre a simbólica configurada no espetáculo, tendo por escopo as ciências dos símbolos e do imaginário, segundo as proposições de René Alleau e Gilbert Durand.</p> Luciana Paula Castilho Barone Copyright (c) 2023 Luciana Paula Castilho Barone https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 10.9771/rr.v1i40.50022 TENSIONAMENTOS FILOSÓFICOS ENTRE AS PRÁTICAS DE MARIA FUX E ESCOLINHA DE ARTE DO BRASIL https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/52704 <p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio dançante/educativo se propôs em descrever as possíveis aproximações entre as práticas da artista-docente argentina María Fux e a Escolinha de Arte do Brasil (EAB). Assim sendo, organizamos o escrito em dois ensaios expressivos intitulados como:</span>&nbsp;<span style="font-weight: 400;">(1)</span><em><span style="font-weight: 400;">&nbsp;Maria Fux e suas práticas de Ensino da Dança</span></em><span style="font-weight: 400;">, e (2)&nbsp;</span><em><span style="font-weight: 400;">Narrativas históricas sobre a Escolinha de Arte do Brasil e suas possíveis aproximações com as práticas de Maria Fux</span></em><span style="font-weight: 400;">. Dessa forma, conclui-se que as práticas de Fux apresentam diversas confluências com os pressupostos filosóficos da EAB, tendo como um dos pontos principais a defesa pelo ensino por via da expressão.</span></p> Alexsander Barbozza Rita Ferreira de Aquino Copyright (c) 2023 Alexsander Barbozza, Rita Ferreira de Aquino https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 A CONCEPÇÃO DOS ESPAÇOS: DESENHO, TATILIDADE E EXPERIÊNCIA NA ARQUITETURA E NO TEATRO https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/47325 <p>O presente artigo tem como objetivo aproximar conceitualmente a arquitetura e teatro, a partir do olhar do arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa (1936). As reflexões apresentadas neste artigo tiveram como base as análises da professora Tomoko Tamari, da Goldsmith - Universidade de Londres, dentre outros autores. Para Tamari e Pallasmaa, o desenho à mão é mais que apenas resposta muscular a esse ato, envolvendo os sentidos humanos, as memórias e a imaginação, em detrimento do desenho computacional. Iniciamos aqui um debate a respeito das conexões entre a idealização de espaços arquitetônicos e cênicos, em uma fusão entre a realidade imaginada e a desenhada. A <em>mão-ferramenta</em>, estruturada pelo tempo e pela experiência, é a agente da expressão do Eu do artista e assim, nestas conexões, em Edward Gordon Craig e Adolphe Appia, artistas e encenadores que utilizaram as suas <em>mãos-ferramenta</em> para a estruturação dos primeiros traços na cena moderna.</p> Luis Guilherme Barbosa dos santos Robson Corrêa de Camargo Copyright (c) 2023 Luis Guilherme Barbosa dos santos, Robson Corrêa de Camargo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 CENA E MEIOS DIGITAIS: CONVERSA COM VIOLETA LUNA https://periodicos.ufba.br/index.php/revteatro/article/view/52612 <p><span style="font-weight: 400;">Este texto é a transcrição da entrevista "Cena e meios digitais: conversa com Violeta Luna" e tem como objetivo realizar uma reflexão sobre o fazer artístico de artistas mulheres latino-americanas que utilizam o corpo como acesso ao exercício de subjetividades e à construção de poéticas cênicas, adaptadas aos meios digitais em tempos de pandemia pela Covid-19.</span></p> <p>&nbsp;</p> Stela Regina Fischer Leticia Maria Olivares Rodrigues Copyright (c) 2023 Sarah Marques https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-12-31 2023-12-31 1 40 10.9771/rr.v1i40.52612