Homem trans com homem cis dá lobisomem? Professores de ciências perante corpos lobisbixas

Autores

  • Charlie Drews Dos Santos UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC
  • Allan Moreira Xavier UFABC
  • Meiri Aparecida Gurgel de Campos Miranda UFABC

DOI:

https://doi.org/10.9771/peri.v2i16.35528

Resumo

Neste texto procuramos apresentar os resultados parciais de pesquisa de Mestrado, na qual nos debruçamos sobre as concepções de professores de ciências e de biologia da educação básica sobre o tripé sexo, gênero e sexualidade, sendo estes os componentes da matriz de inteligibilidade heterossexual. Especificamente debatemos as concepções prévias e reações das professoras participantes da pesquisa perante a existência de homens transgêneros que se relacionam afetivo-sexualmente com homens cisgêneros, constituindo-se assim casais lidos como gays. Para tal, apresentamos aos participantes uma HQ do desenhista estadunidense Bill Roundy, no qual ele, enquanto homem cis gay, tenta explicar como são seus relacionamentos com homens trans. Configura-se, pelo dito popular, que “homem com homem dá lobisomem”, então, como base nos estudos transviados (queer) e na pedagogia dos monstros, procuramos destrinchar o quanto um homem trans com um homem cis também se constitui um lobisomem/lobisbixa que pode embaralhar as categorias conceituais do ensino de ciências, assim como alguns pressupostos positivistas presentes no próprio campo de ciências da natureza, concluindo que a união citada causa sim um certo estranhamento, ao passo que, dependendo do recorte, pode também reafirmar alguns padrões cis-heteronormativos.

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Biografia do Autor

Charlie Drews Dos Santos, UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC

Mestre em Ensino e História das Ciências e da Matemática (UFABC) e bacharel e licenciado em História (USP) e licenciado em Pedagogia (UNINOVE).

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Publicado

2021-09-28

Como Citar

Dos Santos, C. D., Xavier, A. M., & Miranda, M. A. G. de C. (2021). Homem trans com homem cis dá lobisomem? Professores de ciências perante corpos lobisbixas. Revista Periódicus, 2(16), 155–171. https://doi.org/10.9771/peri.v2i16.35528