Questão agrária, crise ambiental e movimentos sociais: novos desafios para a reforma agrária
DOI:
https://doi.org/10.9771/gmed.v17i3.70134Palavras-chave:
Movimentos sociais, Reforma agrária, Estrutura fundiária, Colapso ambientalResumo
A crise ambiental está intrinsecamente ligada ao processo de acumulação de capital, cuja expressão atual ameaça a própria existência humana. Este estudo examina os desafios da luta pela reforma agrária diante da exacerbação da problemática ambiental, à luz da reprimarização da economia. A metodologia adotada consistiu na revisão bibliográfica e documental, de caráter crítico e qualitativo. Os resultados apontam a inadiável necessidade de articular a luta pela reforma agrária com um projeto político compatível com o horizonte de transformação radical da sociedade.
Downloads
Referências
ALENTEJANO, P. T. In: CRUZ, V. C. et al (org.). Dicionário de ecologia política. Rio de Janeiro: Consequência Editora, 2024.
ASCEMA. Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente. Cronologia de um desastre anunciado: ações do governo Bolsonaro para desmontar as políticas de meio ambiente no Brasil. Rio de Janeiro: Ascema, 2021. Disponível em: https://iieb.org.br/wp-content/uploads/2021/08/Ascema.pdf. Acesso em: 9 set. 2025.
CAIRES, J. P. Governo anuncia R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-governo/governo-anuncia-r-5162-bilhoes-para-agricultura-empresarial/ Acesso em: 10 set. 2025.
CHESNAIS, F. Orígenes comunes de la crisis económica y la crisis ecológica. Rebelion, 2009. Disponível em: https://rebelion.org/origenes-comunes-de-la-crisis-economica-y-la-crisis-ecologica/. Acesso em: 5 set. 2025.
CNUMAD - Conferência Das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Agenda 21 global: Capítulo 8 - Integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões, 1991.
DELGADO, G. Do capital financeiro na agricultura à economia do agronegócio: mudanças cíclicas em meio século (1965-2012). Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2012.
DELGADO, G. Questão agrária hoje. Revista da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA, Brasília, ano 53, v. 1, n. 2, 2014.
DELGADO, G. Ca. Questão agrária hoje. In: DELGADO, G. C.; BERGAMASCO, S. M. P. P. (org.). Agricultura familiar brasileira: Desafios e Perspectivas de Futuro. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2017. p. 470.
FERRAZ, J. F. de A. A questão agrária brasileira e seus novos cenários diante da consolidação política do agronegócio. 2022. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Universidade Estadual Paulista, Marília, 2022.
FOLADORI, G. O capitalismo e a crise ambiental. Tradução de Paulo Roberto Delgado. Outubro, São Paulo, n. 5, art. 8, 2015.
FONTENELE, A. C. F.; CONCEIÇÃO, A. L. Categorias marxistas e análise do processo de valoração e financeirização capitalista da natureza. Germinal: marxismo e educação em debate, Salvador, v. 13, n. 2, p. 190-212, 2021. DOI: https://doi.org/10.9771/gmed.v13i2.45048.
FURTADO, C. Introdução ao desenvolvimento: enfoque histórico estrutural. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
GADELHA, R. M. d'A. F. A lei de terras (1850) e a abolição da escravidão: capitalismo e força de trabalho no Brasil do século XIX. Revista de História, São Paulo, n. 120, p. 153–162, 1989. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.v0i120p153-162. Disponível em: https://revistas.usp.br/revhistoria/article/view/18599. Acesso em: 5 set. 2025.
GLOBAL CARBON BUDGET – with major processing by Our World in Data. Annual CO₂ emissions from land-use change [dataset]. Global Carbon Project, “Global Carbon Budget” 2024.
GOLDFARB, Y. Elementos da questão agrária na atualidade: as ameaças a reforma agrária, aos direitos territoriais e à natureza no Brasil. Terra Livre, São Paulo, ano 39, v. 2, n. 63, p. 1-25, 2024.
HARVEY, D. 17 contradições e o fim do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2016.
HERNÁNDEZ, M. G. Internacionalização produtiva e regressão estrutural do México na divisão internacional do trabalho (1995-2019). 2022. Tese de Doutorado. [sn].
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo agropecuário 2006 – segunda apuração. Rio de Janeiro: IBGE, 2012.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo agropecuário 2017. Rio de Janeiro: IBGE, 2017. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censo-agropecuario/censo-agropecuario-2017/resultados-definitivos. Acesso em: 18 jun. 2025.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Boletim de Notícias: PIB cresce 3,4% em 2024 e fecha o ano em R$ 11,7 trilhões, 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/42774-pib-cresce-3-4-em-2024-e-fecha-o-ano-em-r-11-7-trilhoes. Acesso em: 25 de ago. 2025.
LEFF, E. Ecologia política: da desconstrução do capital à territorialização da vida. Campinas: Editora da Unicamp, 2021.
MAURO, F.; MAURO, G. O MST e a questão ambiental. In: RODRIGUES, Arlindo; SILVA, Suelma Ribeiro (org.). Ecossocialismo brasileiro: avanços e desafios [livro eletrônico]. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2023. p. 143.
MONERAT, J. C. P. A crise ambiental e a ecologização do capital em uma leitura marxista: valor, renda e crise. Cadernos Cemarx, Campinas, v. 15, n. esp., p. 1-22, 2022. DOI: https://doi.org/10.20396/cemarx.v15in.esp.15946.
NERA. Núcleo de Estudos, Pesquisa e projetos de Reforma Agrária. Relatório DATALUTA Brasil. Presidente Prudente: NERA, n. 20, 2020.
NEVES, D. P. Questão agrária: configurações de disputas de modelos de agricultura. In: CASTRO, Edna (org.). Pensamento crítico Latino-americano: reflexões sobre políticas e fronteiras. São Paulo: Annablume, 2019. p. 100-120.
PEREIRA, J. M. M.; SAUER, S. A “reforma agrária assistida” do Banco Mundial no Brasil: dimensões políticas, implantação e resultados. Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 26, n. 3, p. 487-512, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/PfVM84Kwz7Qb6PFyMvtCzvr/?format=html&lang=pt. Acesso em: 27 ago. 2025.
SÁ, M. R. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica Brasileira. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 558-559, 1996.
SAMPAIO JÚNIOR, P. S. de A. Crise econômica mundial e tendências da divisão internacional do trabalho: notas preliminares. Campinas-SP, 2015. (Mimeo).
SAUER, S. “Reforma agrária de mercado” no Brasil: sonhou que se tornou dívida. Estud. Soc. e Agric, Rio de Janeiro, v. 18, n. 1, p. 98-126, 2010.
SEEG. Gases de Efeito Estufa no Brasil, 2025. Disponível em: https://seeg.eco.br/. Acesso em: 5 set. 2025.
SILVA, L. F. B. Uma análise marxista da agricultura capitalista: em busca de uma solução. SER Social, Brasília, v. 23, n. 48, p. 9-27, 2021. DOI: https://doi.org/10.26512/sersocial.v23i48.33841.
SIMIÃO, L. do N. Crise climática, mecanismos de mercado e a financeirização da natureza: uma análise da degradação socioambiental regulamentada pela farsa ideológica do mercado de carbono. 2021. 300 f. Tese (Doutorado em Serviço Social) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, Natal, 2021.
SOUSA, R. Da luta por acesso à terra aos desafios da permanência: uma contribuição ao estudo da questão agrária no Brasil e Cuba. 2017. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2017.
VALADARES, A. O perfil na produção da agricultura familiar entre os censos agropecuários de 2006 e 2017: um panorama e sinais de mudança. In: SANTOS, Gesmar Rosa dos; SILVA, Rodrigo Peixoto da. (org.). Agricultura e Diversidades: trajetórias, desafios regionais e políticas públicas no Brasil. v. 1. Brasília: IPEA, 2022. p. 426.
VIGISAN. II Inquérito Nacional sobre insegurança alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil [livro eletrônico]. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert: Rede PENSSAN, 2022.
ZENERATTI, F. L. O acesso à terra no Brasil: reforma agrária e regularização fundiária. Katálysis, Florianópolis, v. 24, n. 3, p. 564-575, 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Germinal: marxismo e educação em debate

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autoras e autores que publicam na revista Germinal: marxismo e educação em debate concordam com os seguintes termos:
- Mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista;