Rotas de acumulação dos usineiros nordestinos (2005-2020)
DOI:
https://doi.org/10.9771/gmed.v17i3.69722Palavras-chave:
Burguesia, Usineiros, Agronegócio, Capitalismo contemporâneo, NordesteResumo
O artigo analisa as rotas de acumulação dos usineiros nordestinos na série histórica 2005-2020, dedicando-se à realidade dos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, principais produtores e exportadores de açúcar e álcool na região. O debate estrutura-se em torno da combinação entre o processo produtivo e os métodos de acumulação, de modo que a exposição se divide em dois planos internamente articulados: “dentro da usina”, que aborda as transformações no universo produtivo; e “fora da usina”, que evidencia a diversificação das estratégias de acumulação delineadas por esses empresários. Com base em entrevistas com dirigentes de entidades patronais e movimentos populares, documentos oficiais e jornalísticos, os resultados indicam que mesmo os tradicionais grupos de usineiros expandem e sofisticam suas estratégias de acumulação, articulando práticas modernas e arcaicas e renovando formas de intervenção que assegurem a longeva manutenção de sua posição econômica e política.
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