REENTENDIMENTO: UMA CRÍTICA À ECONOMIA DO DISCURSO

Autores

  • Àlcio Crisóstomo Magalhães UEG/ESEFFEGO

DOI:

https://doi.org/10.9771/gmed.v10i2.25586

Palavras-chave:

Educação. Hegemonia. Reformismo. Equidade.

Resumo

A vontade de um pós-conflito ideológico, não mais modulado por divergências entre capital e trabalho, mas pela auto-regulação, pela equidade e pela conversão da educação formal em indicador de desenvolvimento, foi o espectro da primeira década e meia do século XX. Todavia, no fechamento desse primeiro circuito, os determinantes político-econômicos e sociais começam a apontar para outro entendimento. Esse é o objeto de estudo desse trabalho. Desenvolvê-lo, por meio de uma revisão bibliográfica, do tipo análise histórico-cultural é o propósito da discussão que se apresenta a seguir. O estudo permite concluir que o atual momento de reestruturação capitalista aponta para um contrarreforma de classe que exige dos movimentos populares uma articulação em torno de uma ação de partido.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Àlcio Crisóstomo Magalhães, UEG/ESEFFEGO

Doutor em educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, docente da Universidade Estadual de Goiás, Campus ESEFFEGO. Pesquisa a organização do trabalho docente tendo as categorias trabalho, ideologia e organizações culturais por fio condutor.

Referências

ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a Centralidade do Mundo do Trabalho. São Paulo: Cortez. 2005.

ANDERSON, Perry. Espectro. São Paulo: Boitempo, 2012.

CRUZ, José Adelson da. Educação, escola, sujeito político e domesticação da diferença. In CÔELHO, Ildeu Moreira. Escritos sobre o sentido da escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2013.

DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São Paulo: Cortez, 1998.

GAY, Peter. A educação dos sentidos: a experiência burguesa da rainha Vitória à Freud. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

HOBSBAWN, Eric. Como mudar o mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

OLIVEIRA, Dalila Andrade. Educação Básica: gestão do trabalho e da pobreza. Petrópolis: Vozes, 2000.

OXFAM. Relatório equilibre o jogo, 2014. Disponível em https://www.oxfam.org/sites/www.oxfam.org/files/file_attachments/cr-even-it-up-extreme-inequality-291014-summ-pt.pdf> Acesso em: 24 de out. 2017.

PIERUCCI, Antônio Flávio. Ciladas da diferença. Tempo Social – Rev. Sociol. USP. São Paulo, 2 (2): p. 7 a 33, 1990. .

RAVITCH, Diane. Vida e morte do grande sistema escolar americano: como os Testes Padronizados e o Modelo de Mercado Ameaçam a Educação. Porto Alegre: Sulina, 2011.

SILVA, Toma Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.

____________________. A produção social da identidade e da diferença. Disponível em http://www.diversidadeducainfantil.org.br/PDF/A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20social%20da%20identidade%20e%20da%20diferen%C3%A7a%20-20Tomaz%20Tadeu%20da%20Silva.pdf> Acesso em: 24 de out. 2017.

UNESCO. Declaração Mundial sobre Educação para Todos: satisfação das necessidades básicas de aprendizagem. Jomtien, 1990. Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0008/000862/086291por.pdf>. Acesso em: 24 out. 2017.

UNESCO. Relatório Monitoramento Global EPT: Educação para Todos – 2000 – 2015, 2015. Disponível em http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002325/232565por.pdf>. Acesso em: 24 de out. 2017.

WILLIANS, Raymond. O campo e a cidade na história e na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Downloads

Publicado

2018-09-17

Como Citar

Magalhães, Àlcio C. (2018). REENTENDIMENTO: UMA CRÍTICA À ECONOMIA DO DISCURSO. Germinal: Marxismo E Educação Em Debate, 10(2), 79–90. https://doi.org/10.9771/gmed.v10i2.25586