Um orixá desaparecido:

descobertas através de um museu silencioso

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/aa.v0i64.42090

Palavras-chave:

Coleção, Antropologia, Memória, Xangô, Candomblé

Resumo

Este artigo é um recorte de uma tese de doutorado cujo objeto central é a Coleção Perseverança, composta de peças roubadas dos terreiros de Maceió em um episódio de repressão político-religiosa ocorrido em 1912. Abrigado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, o acervo nunca foi objeto de estudos científicos. Esta pesquisa tenta preencher lacunas, traçando a grande transformação ritual e litúrgica sofrida pelo xangô alagoano. A partir de um processo de construção de um inventário desses objetos, uma investigação foi realizada em busca de seus usos originais para referenciá-los devidamente. A construção da biografia dos objetos foi realizada com a participação da comunidade religiosa afro-alagoana e baiana, privilegiando o conhecimento tradicional, a mitologia e o sistema cosmológico. Essas biografias também possibilitaram importantes descobertas, como uma divindade que desapareceu completamente do panteão local junto com seu conhecimento litúrgico – trata-se do orixá Baiani, considerado raro e atualmente só encontrado em alguns terreiros da Bahia.

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Biografia do Autor

Larissa Fontes, Université Lumière Lyon 2

Professora contratual no departamento de Antropologia da Universidade Lumière Lyon 2.

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Publicado

2021-11-29

Como Citar

FONTES, L. Um orixá desaparecido:: descobertas através de um museu silencioso. Afro-Ásia, Salvador, n. 64, p. 363–399, 2021. DOI: 10.9771/aa.v0i64.42090. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/42090. Acesso em: 27 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos