Como pensar o elemento servil: o lugar dos libertos nas expectativas das elites após a emancipação

Autores

  • Aline Najara da Silva Gonçalves UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA (UNEB) / UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ)
  • Álvaro Pereira do Nascimento UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ)

DOI:

https://doi.org/10.9771/aa.v0i60.29880

Palavras-chave:

pós-abolição – elemento servil – Império.

Resumo

Este artigo apresenta uma análise, à luz de historiografia referente aos processos de emancipação e pós-abolição no Brasil, de quatro publicações que versam sobre os caminhos para a eliminação gradual da escravidão. Nas páginas analisadas, veem-se propostas e regras que vislumbravam, em larga medida, assegurar os privilégios de proprietários de pessoas escravizadas e definir o lugar dos libertos na sociedade, garantindo que as hierarquias sociais, políticas, econômicas e raciais existentes no período permanecessem nas décadas posteriores. Além do impacto das leis emancipacionistas sobre o futuro de senhores e escravizados em fins do século XIX, os escritos de uma parteira, um progressista, um intelectual e um médico expressaram propostas sobre como conduzir a nação brasileira para um futuro no pós-abolição.

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Biografia do Autor

Aline Najara da Silva Gonçalves, UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA (UNEB) / UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ)

Aline Najara da Silva Gonçalves é docente de História do Brasil e História Afro-brasileira e Indígena na Universidade do Estado da Bahia (UNEB - Campus XIII) e doutoranda em História Social no Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Mestra em Estudos de Linguagens (UNEB), Especialista em História e Cultura Afro-Brasileira (FAVIC) e Graduada em Licenciatura Plena em História (UNEB), se interessa por temas da História Social relacionados a Escravidão e ao período de Emancipação e Pós-abolição no Brasil.

Álvaro Pereira do Nascimento, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO (UFRRJ)

É pesquisador do CNPq (Pq2), desde 2011. Tornou-se mestre (1997) e doutor (2002) em História pela Unicamp, tendo anteriormente recebido os títulos de bacharel e licenciado em História pela UFF (1994). Em 1999, ganhou o Prêmio Arquivo Nacional com a dissertação de mestrado “A ressaca da marujada: recrutamento e disciplina na Armada Imperial , publicada em 2001. Em 2003, sua tese de doutorado foi vencedora do Concurso de Teses de Doutorado sobre Relações Raciais e Cultura Negra no Brasil, do Centro de Estudos Afro-Brasileiros e Fundação Ford. Em 2008, sua tese veio a público com o título Cidadania, cor e disciplina na Revolta dos Marinheiros de 1910, pela editora Mauad. Vem publicando diversos livros, capítulos de coletâneas, artigos em revistas acadêmicas e magazines, jornais, resenhas, prefácios e orelhas de livros. Participa de eventos no Brasil e exterior. Seus temas e objetos de pesquisa preferidos estão ligados à história da população negra nos séculos XIX e XX: escravidão, pós-abolição no Brasil e Américas, cidadania, cultura negra, associações negras, marinheiros, castigos corporais, diáspora africana, História da África, Ensino de História e Baixada Fluminense. Foi professor dos departamentos de graduação e pós de História da UFRJ, na qual também desenvolveu o projeto A Formação Institucional do Estado Brasileiro: Justiça e assistência, através do Prodoc, financiado pela Capes. Entre 2005 e 2006, esteve nove meses na Northwestern University, Evanston, Estados Unidos, como visiting scholar, com financiamento da Rockfeller Humanities Grants, discutindo relações raciais nas Américas e a formação do Jongo na comunidade da Serrinha. Participa ativamente de equipes de projetos: Cruzando Fronteiras, fina nciado pelo PROCAD/CAPES (2008-2013); Pronex-Ceo, financiado pelo CNPq/Faperj (2003-2014); Em Letras Garrafais: O Correio da Lavoura e a Crítica na Baixada Fluminense (1917-2010), com financiamento da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro (2011-2012); Memórias Brasileiras: Biografias, financiado pela CAPES (2016-); Higher Education and Social Mobility in the Baixada Fluminense, em convênio com a Duke University (2015-). Atualmente é professor associado DE do curso de Graduação em História da UFRRJ (campus Nova Iguaçu) e orientador de variadas pesquisas no PPHR.

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Publicado

2020-07-07

Como Citar

GONÇALVES, A. N. da S.; NASCIMENTO, Álvaro P. do. Como pensar o elemento servil: o lugar dos libertos nas expectativas das elites após a emancipação. Afro-Ásia, Salvador, n. 60, 2020. DOI: 10.9771/aa.v0i60.29880. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/29880. Acesso em: 3 fev. 2023.

Edição

Seção

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