Editorial

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DOI:

https://doi.org/10.9771/cp.v13i5.38824

Palavras-chave:

políticas, prospecção tecnológica, inovação

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Biografia do Autor

Ana Lúcia Vitale Torkomian, UFBA

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Possui graduação em Engenharia de Produção (1987) pela Universidade Federal de São Carlos e mestrado (1992) e doutorado (1997) em Administração, área de Gestão de Ciência e Tecnologia, pela Universidade de São Paulo. Desde 1993 é professora no Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (professora titular desde maio de 2017), atuando na área de Gestão de Tecnologia, principalmente nos seguintes temas: cooperação universidade-empresa, empreendedorismo, pólos e parques tecnológicos, inovação tecnológica e propriedade intelectual. De 1998 a 2006 foi coordenadora do Núcleo de Extensão UFSCar-Empresa, vinculado à Pró-reitoria de Extensão. De 2001 a 2009 foi Diretora da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico FAI.UFSCar e de 2002 a 2009 Assessora da Reitoria, especialmente em temas relacionados à Gestão de Tecnologia e Inovação. Foi eleita como membro da coordenação nacional do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia - Fortec, em 2006 e reeleita em 2008. Em maio de 2008 assumiu a diretoria executiva da Agência de Inovação da UFSCar, onde permaneceu até outubro de 2009, quando foi cedida ao Ministério de Ciência e Tecnologia. De novembro daquele ano a julho de 2011 atuou como Secretária Adjunta da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação SETEC/MCT. Em 2012 reassumiu suas atividades no Departamento de Engenharia de Produção e a Diretoria Executiva da Agência de Inovação da UFSCar, esta até outubro de 2016. Em 2014 foi eleita coordenadora da região sudeste do Fortec com mandato concluído em 2016, quando foi eleita para a diretoria do Fortec (2017-2019).

Referências

Embora muito já tenha sido publicado sobre a pandemia do coronavírus, tendo a revista Cadernos de Prospecção inclusive dedicado um número completo a esse tema, o assunto ainda permanecerá por um bom tempo na pauta não apenas dos periódicos científicos, mas do (re) planejamento das empresas e do dia a dia da população em geral. Isso decorre de múltiplas razões, como o fato de o problema estar muito longe de ser superado, seja do ponto de vista científico, devido à necessidade de ampliar o conhecimento existente, seja do ponto de vista da transformação desse conhecimento em produtos e serviços a serem apropriados pela sociedade, seja, ainda, do ponto de vista político, objeto de muitas controvérsias sobre o assunto.

Assim, este número da revista Cadernos de Prospecção permanece enfatizando esse tema, apresentando dois artigos a ele relacionados: um deles aborda os equipamentos de proteção individual e o outro discute os alvos moleculares dos fármacos no tratamento da doença.

A pandemia do coronavírus também oportunizou a compreensão de haver a necessidade de geração do conhecimento científico, escancarando a importância das universidades e dos institutos de pesquisa do Brasil como agentes do desenvolvimento econômico. Essas instituições, em conjunto com as empresas, responsáveis por disponibilizar esse conhecimento na forma de produtos ou serviços, contribuem para a soberania do país na medida em que se produz inovação. Para tanto, é de fundamental importância o papel dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), assim como de outros ambientes de inovação, como as incubadoras de empresas e os parques tecnológicos, capazes de alavancar a geração de empresas inovadoras e o consequente desenvolvimento da região na qual estão inseridos. Também é de fundamental importância o papel do governo, financiando essas atividades, implementando políticas públicas e defendendo os interesses de seu povo.

Um segundo grupo de artigos deste número aborda, portanto, temas correlatos aos acima mencionados, circunscritos à Região do Extremo Sul Catarinense e de Manaus; transferência de tecnologia; segurança da informação; financiamento para a inovação; e importância de um mestrado profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação, no caso o PROFNIT.

Mesmo quando for dominada a pandemia de COVID-19, será preciso que o país esteja atento e preparado para outras possíveis pandemias. Nesse tema, bem como em quaisquer outras áreas, as atividades de prospecção tecnológica ganham crescente importância na pauta da agenda científica e tecnológica, o que nos remete ao terceiro grupo de artigos no tema que dá nome à revista Cadernos de Prospecção. São artigos sobre prospecção que abordam a Internet das Coisas na segurança pública; a bioimpressão 3D de tecidos e órgãos; o Tribolium castaneum para estudos em metabolismo de carboidratos e lipídeos; os processos termoquímicos que utilizam biomassa; o uso de Ziziphus joazeiro (Juá); o kit para monitoramento automático de amostras biológicas; o registro de marcas dos clubes de futebol brasileiros; os sistemas de elaboração de contratos de transferência de tecnologia; a análise tecnológica de patente relacionada a plantas do gênero pouteria; o grafeno aplicado a polímeros; as águas micelares; a robótica de assistência social para cuidados de idosos; e as patentes da área cosmética voltadas para a pele.

Ao todo, esta edição da revista Cadernos de Prospecção reúne trabalhos de 87 autores que representam 32 organizações brasileiras e uma portuguesa; 24 Unidades da Federação do Brasil; e dois países (Brasil e Portugal).

Somente por meio da geração do conhecimento científico, países como Brasil ou Portugal, origem dos trabalhos desta edição, serão capazes de manter sua soberania econômica e melhorar a qualidade de vida de sua população.

Desejo a todos uma boa leitura!

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Publicado

2020-10-01

Como Citar

Torkomian, A. L. V. (2020). Editorial. Cadernos De Prospecção, 13(5), 1235. https://doi.org/10.9771/cp.v13i5.38824

Edição

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