China, Brasil e a transição energética na indústria automobilística
DOI:
https://doi.org/10.9771/geo.v0i1.59850Palavras-chave:
Dependência, Descarbonização, Indústria automobilísticaResumo
Neste artigo discorreremos sobre a presença chinesa no setor automobilístico nacional, sob a luz da teoria da dependência. Após breve apresentação do campo dependentista, caracterizaremos as relações entre Brasil e China na atualidade e nos voltaremos para a tendência global de descarbonização energética, que impacta diversos nichos, como a indústria automobilística. Nosso objetivo central é o de analisar o cenário nacional atual, que vive um processo de transição energética, ainda que tímido quando comparado a outras regiões do mundo, mas suficientemente importante para atrair a presença de duas gigantes chinesas, a BYD e a GWM, responsáveis por vultuosos investimentos na produção de automóveis elétricos e eletrificados em solo nacional, e forçando outras montadoras já tradicionais e consolidadas, como a General Motors e a Volkswagen, a seguirem no mesmo caminho. Tentaremos, ao final, reunir as condições necessárias para compreender os motivos da aposta chinesa na transição energética automobilística nacional.
Downloads
Referências
ALLIANCE FOR AUTOMOTIVE INNOVATION (AFI). Reading the meter. Disponível em: https://www.autosinnovate.org/posts/papers-reports/Reading%20the%20Meter%202-5-2024.pdf. Acesso em: 17/02/2024.
AMERICAN ENTERPRISE INSTITUTE (AEI). China Global Investment Tracker. Disponível em: https://www.aei.org/china-global-investment-tracker/. Acesso em: 02/09/23.
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES (ANFAVEA). Dados Estatísticos para Download. Disponível em: https://anfavea.com.br/site/edicoes-em-excel/. Acesso em: 17/02/2024.
BRASIL. Lei nº 12.715, de 17 de setembro de 2012. Institui o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores. Brasília, DF. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12715.htm. Acesso em: 01/03/2024.
BRASIL. Lei nº 13.755, de 10 de dezembro de 2018. Institui o Programa Rota 2030 - Mobilidade e Logística. Brasília, DF. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13755.htm. Acesso em: 01/03/2024.
BRASIL. Resolução CNDI/MDIC nº 4, de 22 de janeiro de 2024. Aprova o plano de ação da política de desenvolvimento industrial Nova Indústria Brasil para o período 2024 a 2026. Brasília, DF. Disponível em: https://www.gov.br/mdic/pt-br/composicao/se/cndi/arquivos/18a-reuniao-cndi/resolucao_cndi_04_aprovacao_plano-de-acao_2023-01-22_12hs.pdf . Acesso em: 01/03/2024.
CARDOSO F. H.; FALETTO, E. Dependência e desenvolvimento na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004.
CARIELLO, T. Investimentos Chineses no Brasil: Tecnologia e transição energética. Conselho Empresarial Brasil-China. Disponível em: https://www.cebc.org.br/download/12393/. Acesso em: 02/09/2023.
CARIELLO, T. Investimentos Chineses no Brasil: Histórico, Tendências de Desafios Globais. Conselho Empresarial Brasil-China. Disponível em: https://www.cebc.org.br/download/6662/ Acesso em: 02/09/2023.
CARIELLO, T. Investimentos Chineses no Brasil: 2021, um ano de retomada. Conselho Empresarial Brasil-China. Disponível em: https://www.cebc.org.br/download/10612/. Acesso em: 02/09/2023
CENTER OF AUTOMOTIVE MANAGEMENT (CAM). Globale Absatztrends der Elektromobilität – Marktbilanz und Ranking der Automobilhersteller. Disponível em: https://auto-institut.de/automotiveinnovations/emobility/globale-absatztrends-der-elektromobilitaet-marktbilanz-und-ranking-der-automobilhersteller/. Acesso em: 10/02/2024.
CLIMATEWATCH. 2023. Data Explorer. Disponível em: https://www.climatewatchdata.org/data-explorer/historical-emissions. Acesso em: 02/09/2023.
CONSULTANCY. Total global M&A deal value hits unmatched $5.9 trillion. Disponível em: https://www.consultancy-me.com/news/4776/total-global-ma-deal-value-hits-unmatched-59-trillion. Acesso em: 02/09/2023.
FIORI, J. L. A globalização e a novíssima dependência. In: FIORI, J. L. Em busca do dissenso perdido. Rio de Janeiro, Insight, 1995. p. 5-25.
FIORI, J. L. Globalização, estados nacionais e políticas públicas. Rio de Janeiro: UFRJ/IEI, 1993.
FRASER, N.; JAEGGI, R. Capitalismo em debate. São Paulo: Boitempo, 2020.
INTERNATIONAL ORGANIZATION OF MOTOR VEHICLE MANUFACTURERS (OICA). 2022 Production Statistics. Disponível em: https://www.oica.net/category/production-statistics/2022-statistics/. Acesso em 02/09/2023.
LENIN, V. Imperialismo, estágio superior do capitalismo: ensaio de divulgação ao público. São Paulo: Boitempo, 2021.
MARX, K. O capital: crítica da economia política: livro I: o processo de produção do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2017.
PANZINI, F. Exportações dos Estados Brasileiros para a China. Conselho Empresarial Brasil-China. Disponível em: https://www.cebc.org.br/download/11295/. Acesso em: 02/09/2023.
SAES, D. A. M. Modelos políticos latino-americanos na nova fase da dependência. In: NOGUEIRA, F. M. G; RIZOTTO, M. L. (Org). Políticas sociais e desenvolvimento: América Latina e Brasil. São Paulo: Xamã, 2007. p. 155-172.
SOCIETY OF MOTOR MANUFACTURERS AND TRADERS (SMMT). Car Registrations in UK - January 24 Overview. Disponível em: https://www.smmt.co.uk/vehicle-data/car-registrations/ . Acesso em: 17/02/2024.
SOUZA, A. M. Deus e o Diabo na Terra do Sol. Estado e Economia no Brasil. São Paulo: Annablume, 2009.
SOUZA, A. M. Dependência e Governos do PT. Curitiba: Appris, 2021.
SOUZA, A. M. Novíssima dependência: Brasil e China neste início de século. ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS (ABRI), 6., Belo Horizonte-MG, 2017, Anais... Belo Horizonte-MG: PUC Minas, 2017.
SOUZA, A. M. Novíssima Dependência, Decolonialidade e Desconexão. COLOQUIO INTERNACIONAL DE GEOCRÍTICA, 15., Barcelona, Espanha, 2018, Anais... Barcelona, Espanha: Universidade de Barcelona, 2018.
SOUZA, A. M. Relações Brasil-China: Imperialismo, Dependência e Desconexão. ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM CIÊNCIAS SOCIAIS (ANPOCS), 46., Campinas-SP, 2022, Anais... Campinas-SP: UNICAMP, 2022.
THE ELECTRIC VEHICLE WORLD SALES DATABASE (EVVolumes). Global EV Sales for 2023. Disponível em: https://www.ev-volumes.com/country/total-world-plug-in-vehicle-volumes/. Acesso em: 17/02/2024.
UNITED NATIONS CONFERENCE COM TRADE AND DEVELOPMENT (UNCTAD). World Investment Report 2023. Disponível em: https://unctad.org/publications. Acesso em: 02/09/2023.
WORLD ECONOMIC FORUM. Reports. Disponível em: https://www.weforum.org/reports. Acesso em: 02/09/23.
WORLD RESOURCES INSTITUTES. This Interactive Chart Shows Changes in the World's Top 10 Emitters 2023. Disponível em: https://www.wri.org/insights/interactive-chart-shows-changes-worlds-top-10-emitters. Acesso em: 02/09/2023.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o artigo simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Creative Commons CC BY que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis. É recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados. Ver o resumo da licença em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Ver o texto legal da licença em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ Consulte o site do Creative Commons: https://creativecommons.org/licenses/?lang=pt
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).