LÍNGUAS CULTURALMENTE VIVAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS
Palavras-chave:
Vitalização linguística; Educação Escolar Indígena; Línguas Minorizadas; Línguas Indígenas.Resumo
O presente artigo parte de uma distinção entre Línguas Culturalmente Vivas (LCV) e Línguas Linguísticamente Vivas (LLV) para apresentar reflexões com foco nas primeiras nos cursos específicos de formação de professores indígenas. A diferenciação aqui apresentada é nova, mas baseia-se não apenas nas experiências dos autores, mas considera ainda o relato e a crítica realizada em Nelson, Xocó, Xocó e Pitman 2023. Após a distinção, são apresentadas informações sobre a Formação de Professores Indígenas no Amazonas para contextuliazar os leitores. Por fim, são apresentados casos concretos de trabalhos com LCV e com LLV, evidenciando a importância e a necessidade de um trabalho específico com LCV. Na sequência, então se apresentam algumas questões e práticas que são comuns no trabalho com LCV e evidencia-se a necessidade de trabalho diferenciado e do cuidado metodológico com LCV em diferentes contextos.
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