“NA QUAL SE LHES ENSINE [...] A LER, ESCREVER, ECONTAR”: POLÍTICA LINGUÍSTICA E ESCOLA PARA ÍNDIOS NA BAHIA (1758-1834)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/ell.v0i68.41946

Palavras-chave:

História social da cultura escrita, Políticas linguísticas, Escolarização, Vilas de índios, Bahia setecentista.

Resumo

A política de gestão das línguas na América portuguesa, expressa no Diretório dos índios, previa a proibição do uso da língua geral e das línguas próprias dos diversos grupos etnolinguísticos indígenas e, consequentemente, a adoção e o ensino da “Lingua do Principe”, nas povoações e vilas de índios erigidas na segunda metade do século XVIII. Essa política linguística e suas formas de implementação por meio escola para índios configuram-se como variáveis fundamentais para a compreensão do avanço da língua portuguesa nesses espaços. Fundamentando-se na História social da cultura escrita, este trabalho discute a atuação dos escrivães das Câmeras das vilas de índios da Bahia setecentista, quanto à obrigação de ensinar a “ler, escrever e contar aos meninos”, assim como as reconfigurações demográfico-linguísticas resultantes desse processo. Os dados discutidos abrem caminhos de interpretação sobre a construção das vilas de índios e suas implicações linguísticas, por meio do mapeamento do cumprimento das orientações do Diretório quanto à abertura de escolas públicas e à sua abrangência, ou seja, até que ponto estavam ou não generalizadas, o papel que desempenharam na eliminação de línguas e culturas e se cumpriram o objetivo de ensinar a ler e a escrever.

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Publicado

2021-05-28

Como Citar

Souza, P. D. dos S. (2021). “NA QUAL SE LHES ENSINE [.] A LER, ESCREVER, ECONTAR”: POLÍTICA LINGUÍSTICA E ESCOLA PARA ÍNDIOS NA BAHIA (1758-1834). Estudos Linguísticos E Literários, (68), 670–705. https://doi.org/10.9771/ell.v0i68.41946

Edição

Seção

ARTIGOS / ARTICLES