DA NEGAÇÃO À REVISÃO: A FORMALIZAÇÃO LITERÁRIA DA COLONIZAÇÃO ISLÂMICA NA PENÍNSULA IBÉRICA EM EURICO, O PRESBÍTERO E EM HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/ell.v1i66.35458

Palavras-chave:

Trauma, Memória cultural, Península Ibérica, Colonização islâmica.

Resumo

O presente artigo propõe uma leitura acerca de como a presença do Islã na Península Ibérica, enquanto experiência traumática negada na memória portuguesa, é elaborada literariamente em Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano, e em História do cerco de Lisboa, de José Saramago. A fim de levantar subsídios para fundamentar a análise das obras, parte-se de uma revisão bibliográfica a respeito das noções de trauma e memória, tendo como horizonte o conceito de memória cultural cunhado por Jan e Aleida Assmann. Por meio deste estudo, penso que seja possível considerar ambos os romances como marcos da representação da presença islâmica na literatura portuguesa: Eurico, o presbítero figuraria, pois, como negação desse trauma fundacional e História do cerco de Lisboa, como revisão que restitui alteridades soterradas pelos cânones historiográfico e literário de Portugal.

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Biografia do Autor

Rodrigo Cézar Dias, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorando em Estudos de Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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Publicado

2020-09-26

Como Citar

DIAS, R. C. DA NEGAÇÃO À REVISÃO: A FORMALIZAÇÃO LITERÁRIA DA COLONIZAÇÃO ISLÂMICA NA PENÍNSULA IBÉRICA EM EURICO, O PRESBÍTERO E EM HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA. Estudos Linguísticos e Literários, Salvador, v. 1, n. 66, p. 92–115, 2020. DOI: 10.9771/ell.v1i66.35458. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/estudos/article/view/35458. Acesso em: 25 jan. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS / ARTICLES