Verbos depoentes no latim: relação entre marcas morfológicas e estrutura argumental

Autores

  • Lydsson Agostinho Gonçalves
  • Paula Roberta Gabbai Armelin

DOI:

https://doi.org/10.9771/ell.v0i61.28181

Palavras-chave:

Verbos depoentes, estrutura argumental, Morfologia Distribuída

Resumo

Este trabalho, desenvolvido no âmbito da Morfologia Distribuída (HALLE E MARANTZ, 1993; MARANTZ, 1997), investiga a formação dos verbos depoentes do latim. Esses verbos comportam-se sintaticamente como ativos, mas fazem uso de morfologia idêntica à da voz passiva. Considerando que essa morfologia também é vista em outros contextos não ativos, algo que ocorre em muitas línguas, propomos uma estrutura sintática que contém um núcleo de Voz médio, nos termos de Alexiadou (2013), cuja posição de especificador deve permanecer vazia. No caso dos depoentes intransitivos, propomos que o único argumento pertence ao núcleo categorizador v e faz Agree (CHOMSKY, 2001) com T para ganhar caso nominativo. Nos transitivos, por sua vez, um núcleo funcional (chamado de P) introduz ambos os argumentos; seu argumento interno recebe caso e papel temático localmente, mas o externo só pode receber papel temático de P, recebendo nominativo via Agree com T, por estar mais alto na estrutura.

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Publicado

2019-06-15

Como Citar

GONÇALVES, L. A.; ARMELIN, P. R. G. Verbos depoentes no latim: relação entre marcas morfológicas e estrutura argumental. Estudos Linguísticos e Literários, Salvador, n. 61, p. 128–151, 2019. DOI: 10.9771/ell.v0i61.28181. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/estudos/article/view/28181. Acesso em: 17 jun. 2024.

Edição

Seção

DOSSIÊ ESTUDOS MORFOLÓGICOS