Niaras e Moaras: identidade e luta das mulheres Tabajara no instagram

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/contemporanea.v23i1.69529

Palavras-chave:

Coletivos Indígenas, Mulheres Tabajara, Produções Etnomidiáticas

Resumo

A partir de dois perfis no Instagram (@moara_mulheres e @niaras_tabajara), este estudo faz uma análise sobre a comunicação de coletivos indígenas femininos Tabajara no ambiente digital. Por meio de um estudo etnográfico sobre esses dois perfis, elaboramos considerações iniciais sobre as produções etnomidiáticas das mulheres Tabajara no Instagram. Diante dos dados coletados e analisados sobre as duas páginas, traçam-se algumas considerações acerca do comportamento e desenvolvimento da identidade e resistência dessas mulheres no ambiente digital.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marcelo Rodrigo da Silva, Universidade Federal da Paraíba

Coordenador e professor do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPJ) e do curso de graduação em Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professor do Programa de Pós-Graduação em Educomunicação e Linguagens na Amazônia (PPGEL), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), campus Parintins (ICSEZ). Jornalista (UEPB) e Doutor em Estudos da Mídia (PPgEM/UFRN).

Luiz Manoel Pereira Filho, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo (PPJ) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Jornalista e Mediador Intercultural em Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais (UFPB). Autor do documentário “Nheengatu” e do projeto “O mundo vai se acabar em sonho” (https://omundovaiseacabaremsonho.webflow.io/), com povos indígenas da Paraíba.

Referências

BACELAR, A. P. de S.; DAMASCENO-MORAIS, R. As molduras argumentativas do Instagram: design descritivo-analítico de interação multimodal. Revista da ABRALIN, v. 20, n. 3, p. 938–954, 2021. Disponível em: https://revista.abralin.org/index.php/abralin/article/view/1957. Acesso em: 4 nov. 2025.

BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

CANAVILHAS, João (org.). Webjornalismo: sete caraterísticas que marcam a diferença. Covilhã, Portugal: Livros LabCom, 2014.

FARIA, Flavia de. Epistemologia emancipatória de coletivos políticos. Simbiótica, v. 7, n. 3, p. 33-48, 2020. Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/5759/575965959003/html/. Acesso em: 3 nov. 2025.

FARIAS, Eliane; BARCELLOS, Lusival. Memória Tabajara: manifestação de fé e identidade étnica. 2. ed. João Pessoa: Editora da UFPB, 2015.

FAUSTO NETO, Antônio. Fragmentos de uma “analítica” da midiatização. MATRIZes, São Paulo, v. 1, n. 2, p. 89-105, 2008. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/1430/143017353005.pdf. Acesso em: 26 jul. 2024.

FRANCO, Thiago. Ameríndios conectados: as formas comunicativas de habitar e narrar o mundo, de acordo com as imagens dos modernos e dos Krahô. 2019. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.

KOZINETS, Robert V. Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online. Porto Alegre: Penso, 2014.

KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo: Loyola, 2007.

MACHADO, Ricardo de Jesus. “Eu digital”: identidade e audiovisualidades na web. In: FLICHY, Patrice; FERREIRA, Jairo; AMARAL, Adriana (org.). Redes digitais: um mundo para os amadores. Novas relações entre mediadores, mediações e midiatizações. Santa Maria: FACOS-UFSM, 2016. p. 97-120.

MAGALHÃES, Marina. Net-ativismo: protestos e subversões nas redes sociais digitais. Lisboa: ICNova, 2018.

MARTINS, Elaide; LONGHI, Raquel. Transmídia, crossmídia e intermídia na grande reportagem multimídia. Um estudo das estratégias narrativas na série Tudo Sobre, da Folha de S.Paulo. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM JORNALISMO, 13., Campo Grande, 4-6 nov. 2015. Anais […]. Campo Grande: UFMS, 2015. Disponível em: https://conferencias.unb.br/index.php/ENPJor/XIIIENPJor/paper/viewFile/4676/1148. Acesso em: 15 maio 2025.

MELO, Josemir Camilo de. O resgate da história indígena na Paraíba: Notas para uma pesquisa etnohistoriográfica. In: ALMEIDA, Luiz Sávio de; GALINDO, Marcos; SILVA, Edson (org.) Índios do Nordeste: temas e problemas. Maceió: EDUFAL, 1999. p. 195-219.

MIGNOLO, Walter. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 32, n. 94, 2017. Doi: 10.17666/329402/2017.

PEREIRA, Eliete Silva. Net-ativismo indígena brasileiro: notas sobre a atuação comunicativa indígena nas redes sociais. In: DI FELICE, Massimo; PEREIRA, Eliete Silva. Redes e ecologias comunicativas indígenas: as contribuições dos povos originários à Teoria da Comunicação. São Paulo: Paulus, 2017. p. 169-182.

SANTI, Vilso Junior; ARAÚJO, Bryan Chrystian. A etnomídia indígena na construção dos territórios etnomidiáticos. Revista Comunicação, Cultura e Sociedade, v. 7, n. 2, p. 122-142, 2021. Doi: 10.30681/rccs.v7i2.5182.

SCOLARI, Carlos. Hipermediaciones: elementos para una teoría de la comunicación digital interactiva. Barcelona: Editorial Gedisa, 2008.

SILVA, Marcelo Rodrigo da. Movimento LGBT indígena no Instagram: net-ativismo, visibilidade e articulação. In: MILHOMENS, Lucas (org.). Comunicação, questão indígena e movimentos sociais: reflexões necessárias. Embu das Artes: Alexa Cultural; Manaus: EDUA, 2022.

Downloads

Publicado

2025-12-15

Como Citar

Silva, M. R. da, & Pereira Filho, L. M. (2025). Niaras e Moaras: identidade e luta das mulheres Tabajara no instagram. Contemporanea, 23(1). https://doi.org/10.9771/contemporanea.v23i1.69529

Edição

Seção

Dossiê "30 anos de Jornalismo Digital"