Cartografia simbólica da Feira Central de Campina Grande (PB): uma análise folkcomunicacional
DOI:
https://doi.org/10.9771/contemporanea.v23i1.64620Palavras-chave:
Folkcomunicação, Feira livre, Epistemologias do SulResumo
Este artigo problematiza os processos comunicacionais e culturais da feira livre na contemporaneidade, assim, o objetivo principal foi investigar os processos comunicativos existentes entre feirantes e fregueses na Feira Central de Campina Grande (PB). O aporte teórico é amparado na teoria da folkcomunicação (Beltrão, 1980, 2014; Marques de Melo, 2008), e nos estudos das epistemologias do Sul e decoloniais (Santos, 2019, 2013). Como método, utilizamos a cartografia simbólica (Santos, 2000), dispondo da pesquisa de campo, da observação participante e de entrevistas. Destacamos, como resultados, as narrativas comunicacionais presentes: comunicação oral e visual, estratégias simbólicas, além dos processos folkcomunicacionais, mediações, midiatização e as relações de amizade e trabalho. Finalmente, consideramos a feira livre como uma forma de comunicação oriunda de populações marginalizadas, o que a torna um espaço viável para uma nova produção do conhecimento acadêmico não convencional.
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