SOCIABILIDADE E MEMÓRIAS DA RIVALIDADE SOCIOESPORTIVA:

CLUBES DE FUTEBOL E A CONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO URBANO EM MARIANA-MG

Autores

  • Frederico de Mello Brandão Tavares Universidade Federal de Ouro Preto
  • Filipe Barboza Universidade Federal de Ouro Preto
  • Adriana Bravin Universidade Federal de Ouro Preto

Palavras-chave:

Futebol, memória, Mariana-MG

Resumo

Este artigo objetiva investigar a influência do esporte na configuração socioespacial da cidade de Mariana-MG através da rivalidade dos tradicionais clubes e Marianense Futebol Clube e Guarany Futebol Clube, partindo da ideia de que, por meio do futebol, é possível refletir sobre questões ligadas ao pertencimento, à vida social e às disputas de uma determinada sociedade. Tendo em vista as dinâmicas dos processos comunicativos e das interações sociais, este trabalho se debruça sobre entrevistas, sob o viés da história oral, realizadas com moradores do município que vivenciaram a força dessa rixa, com apogeu e declínio no século XX. As memórias revelam que a dicotomia entre Marianense e Guarany (pensada dentro dos eixos: espaços privados, espaços públicos e espaços desportivos): 1) movimentou geográfica e simbolicamente uma cidade estagnada pelo fim do ciclo do ouro e 2) desenvolveu, a partir dos clubes de futebol, novos hábitos, relações e aspectos civilizatórios, revelando também questões estruturais de ordem política, étnica e de classe.

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Biografia do Autor

Frederico de Mello Brandão Tavares, Universidade Federal de Ouro Preto

Professor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), com licença pós-doutoral junto à Universidade Nacional de La Plata (UNLP, Argentina). Bacharel e Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou estágio de doutorado no exterior junto à Universidad Rey Juan Carlos (URJC, Madrid), Espanha.

Filipe Barboza, Universidade Federal de Ouro Preto

Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com bolsa cedida pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Jornalista graduado pela mesma instituição.

Adriana Bravin, Universidade Federal de Ouro Preto

Professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estágio doutoral na Universidade do Minho (Portugal). Mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Publicado

2021-09-01

Edição

Seção

Artigos