SER NEGRA(O) E ASPIRANTE A ETNÓLOGA(O):

NOTAS SOBRE O TRABALHO DE CAMPO COM OS KIRIRI

Autores

  • Fernanda Lima Almeida Universidade Federal da Bahia
  • Jardel Jesus Santos Rodrigues Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.9771/revpre.v10i10.37681

Palavras-chave:

Kiriri, Etnografia, Autoetnografia, Marcadores Sociais da Diferença

Resumo

O presente artigo emergiu da profícua interlocução entre os autores, ao longo da graduação em Ciências Sociais e do trabalho de campo realizado junto ao povo Kiriri, no decorrer dos quais enfrentamos diversos dilemas enquanto jovens pobres e negros advindos do interior, que ingressaram na universidade e iniciaram uma interlocução com os Kiriri. A partir da etnografia que temos produzido e, em certa medida, da nossa autoetnografia, buscamos evidenciar como os marcadores sociais da diferença — gênero, raça, classe, corpo e etc —  atravessam nossos corpos e influenciam a produção etnológica por nós elaborada. Tecer uma discussão a partir de corpos subalternos implica, sem dúvida, em  questionar a maneira pela qual o conhecimento e as escritas etnográficas são construídas. Enfatizamos  a importância das intelectuais, majoritariamente negras, para as análises feitas ao longo do texto, sobretudo defendendo a necessidade dos ditos subalternos serem vistos como produtores de conhecimento e não mais como objetos.

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Biografia do Autor

Fernanda Lima Almeida, Universidade Federal da Bahia

Graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente está vinculada ao Programa de Pesquisas sobre Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro (PINEB/UFBA). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Etnologia Indígena, Antropologia Política, Antropologia Linguística e Antropologia Histórica.

Jardel Jesus Santos Rodrigues, Universidade de São Paulo

Mestrando em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade de São Paulo (USP). Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (2019). Atualmente é pesquisador vinculado ao Programa de Pesquisas sobre Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro (PINEB/UFBA), desenvolvendo pesquisa na área de Antropologia Social, Antropologia Linguística e Antropologia Histórica. Além disso, possui experiência em digitação diplomática de documentos históricos do Fundo de Documentação Histórica Manuscrita sobre os Índios da Bahia (FUNDOCIN/PINEB/UFBA) de acordo com normas paleográficas para esse fim estabelecidas. Se dedicou a História da Antropologia através do acervo documental do professor Pedro Agostinho, paralelamente, tem desenvolvido pesquisa antropológica junto ao povo Kiriri, tendo por interesses principais a cosmopolítica, a experiência onírica e a revitalização linguística.

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Publicado

2022-04-18

Como Citar

Almeida, F. L., & Rodrigues, J. J. S. (2022). SER NEGRA(O) E ASPIRANTE A ETNÓLOGA(O): : NOTAS SOBRE O TRABALHO DE CAMPO COM OS KIRIRI. Revista Prelúdios, 10(10), 72–90. https://doi.org/10.9771/revpre.v10i10.37681