Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios <p>A Revista Prelúdios é uma publicação científica eletrônica semestral. Lançada em 2013, tem como objetivo divulgar artigos, ensaios e resenhas de pesquisadores da área de Ciências Sociais, vinculados a instituições nacionais e internacionais. Poderão ser submetidos para publicação textos originais – ainda não publicados em outra revista científica nacional ou estrangeira, ou em coletâneas – ou publicados em anais de eventos científicos.<br />Área do conhecimento: Ciências Humanas<br />ISSN (online): 2318-7808 - Periodicidade: Semestral</p> pt-BR <span>Ao enviar o trabalho para ser avaliado pelo Conselho Editorial e/ou pelo corpo de pareceristas, o autor automaticamente concorda com a publicação de seu texto, sem qualquer ônus para os editores, uma vez que a Revista Prelúdios é gratuita e não remunera de forma alguma seus colaboradores. Caso o autor tenha interesse em republicar seu artigo futuramente em coletâneas impressas ou eletrônicas, deverá indicar a Revista Prelúdios - e o referido hipervínculo - como edição original (Exemplo: "Artigo originalmente publicado na Revista Prelúdios, Volume XX, Nº X, Ano XX, etc”).</span> contato.preludios@gmail.com (Comissão Editorial) contato.preludios@gmail.com (Suporte) seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 OJS 3.2.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 UMA ETNOGRAFIA DOS LAUDOS ANTROPOLÓGICOS DE RECONHECIMENTO TERRITORIAL QUILOMBOLA: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/36902 <p class="Normal1">Este artigo apresenta um recorte teórico-metodológico e ético de uma pesquisa etnográfica que tomou como objeto de análise o campo de atuação profissional da produção dos laudos antropológicos de reconhecimento dos territórios quilombolas. Tendo como referência os laudos antropológicos elaborados pela Superintendência Regional do INCRA na Bahia, de 2003 a 2018, a pesquisa consistiu em realizar uma descrição e análise desses laudos, sob a perspectiva dos <em>processos etnográficos</em> (Silva, 2015) que lhes deram origem, suas características e suas consequências. O método forjado pela/na pesquisa, baseado no diálogo com os agentes e documentos deste campo de atuação profissional, e lastreado pelas categorias do contexto, texto, subtexto e pós-texto, permitu fomentar uma reflexividade antropológica sobre os laudos de identificação e delimitação territorial quilombola na Bahia e fazer uma análise comparativa dos seus <em>processos etnográficos.</em></p> Flavio Luis Assiz dos Santos Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/36902 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 INSURGÊNCIAS QUILOMBOLAS NO SERTÃO: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37801 <p><strong>Resumo: </strong>Este artigo reúne notas de experiências etnográficas desenvolvidas em comunidades quilombolas, localizadas na porção norte do sertão da Bahia. O objetivo principal é demonstrar como essas insurgências vêm acontecendo, subsidiadas pelo movimento “Barulho do Quilombo”, pensado como um agente político e educador, capaz de articular interações e promover vivências, estimulando a redescoberta da etnicidade, assim como a construção identitária. O estudo foi realizado nas comunidades de Tijuaçu e Cariacá, historicamente entrelaçadas por laços de parentesco, compadrio e vizinhança, e envolveu interlocução com sujeitos mais velhos e lideranças locais, tais como os participantes da mesa-diretora das associações, os brincantes das atividades culturais e os praticantes de expressões religiosas. O ressurgimento contínuo dessas comunidades quilombolas tem possibilitado repensar os sertões e interiores da Bahia, como espaços guardadores, multiplicadores de legados africanos e repositório de memórias ancestrais.</p><p><strong>Palavras-Chave</strong>: Comunidades Quilombolas, Sertão, Tijuaçu, Cariacá, Identidades.</p> Paula Odilon Santos Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37801 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 SER NEGRA(O) E ASPIRANTE A ETNÓLOGA(O): https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37681 <p>O presente artigo emergiu da profícua interlocução entre os autores, ao longo da graduação em Ciências Sociais e do trabalho de campo realizado junto ao povo Kiriri, no decorrer dos quais enfrentamos diversos dilemas enquanto jovens pobres e negros advindos do interior, que ingressaram na universidade e iniciaram uma interlocução com os Kiriri. A partir da etnografia que temos produzido e, em certa medida, da nossa autoetnografia, buscamos evidenciar como os marcadores sociais da diferença — gênero, raça, classe, corpo e etc — atravessam nossos corpos e influenciam a produção etnológica por nós elaborada. Tecer uma discussão a partir de corpos subalternos implica, sem dúvida, em questionar a maneira pela qual o conhecimento e as escritas etnográficas são construídas. Enfatizamos a importância das intelectuais, majoritariamente negras, para as análises feitas ao longo do texto, sobretudo defendendo a necessidade dos ditos subalternos serem vistos como produtores de conhecimento e não mais como objetos.</p> Fernanda Lima Almeida, Jardel Jesus Santos Rodrigues Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37681 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE INSERÇÃO, ANÁLISE DE DISCURSO E ANÁLISE SITUACIONAL EM UM CAMPO ETNOGRÁFICO JUNTO AO POVO KIRIRI. https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37183 <p>O presente trabalho visa apontar algumas reflexões metodológicas referentes a uma pesquisa etnográfica junto ao povo indígena Kiriri, localizado na área etnográfica dos “Índios no/do Nordeste” (DANTAS <em>et al</em>., 2001). Essas reflexões vão em dois sentidos. O primeiro, retrospectivo, visa abordar o meu fazer etnográfico com o povo em questão entre novembro de 2016 a novembro de 2018, período no qual realizei pesquisa que fundamentou meu trabalho de conclusão de curso de graduação como Bacharel em Ciências Sociais. No segundo, reflexivo, trago algumas discussões e críticas sobre os métodos utilizados, a inserção em campo e outras questões éticas afins a essa pesquisa.</p> Gabriel Novais Cardoso Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37183 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 NARRATIVAS DE LUTA POR TERRAS E DIREITOS: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37841 <p class="Default">Desde 1999, tenho ajudado a produzir registros- gravações, imagens e cadernos de campo- sobre os mais variados temas da trajetória do povo Pataxó Hãhãhãi, que vive na Terra Indígena Caramuru-Paraguassu, no sul da Bahia. Esse material foi produzido em situações distintas: trabalho de campo para monografia de bacharelado e mestrado; participação em ações políticas do movimento indígena; trabalhos em oficinas de atividades de extensão. Mais recentemente, no trabalho de campo para o doutorado, iniciamos- eu e um grupo de indígenas- um processo que chamamos de “construção da história de luta dos Pataxó Hãhãhãi”, onde, conjuntamente, construímos biografias de líderes, relatos de retomadas de terra, trajetórias da dispersão, quando o território estava invadido, e as engrenagens que possibilitaram o contato entre as famílias indígenas durante o período. Para tanto, fazíamos leituras conjuntas do material referido acima, de documentos dos séculos. XIX e XX, cartas trocadas entre parentes durante os anos de dispersão, cartas abertas produzidas em momentos específicos da luta, documentos direcionados às autoridades ao longo de quase um século de luta. Neste artigo, descrevo e analiso essa relação de pesquisa, que tem mais de duas décadas, como uma etnografia processual e engajada.</p> Jurema Machado de Andrade Souza Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37841 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 “VOCÊ PODE IR PARA O FUNDO DO MUNDO, MAS SEMPRE VOLTA PARA A ALDEIA”: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37163 <p>Este artigo descreve e analisa a mobilização contemporânea dos Tupinambá da Serra do Padeiro (Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sul da Bahia) no quadro da recuperação territorial em curso na aldeia. Mais especificamente, ele se debruça sobre <em>o retorno dos parentes</em>, o processo de reversão da diáspora atrelado às <em>retomadas de terras</em>, ações de recuperação da posse de áreas detidas por não indígenas no interior do território tupinambá. Assentado em reconstituições de trajetórias de interlocutores e interlocutoras envolvidos na recuperação territorial, o artigo investiga o retorno dos parentes em seus aspectos gerais, como sua distribuição na aldeia, as conexões com faixa etária e gênero, as condições para os regressos, suas causas e outros elementos. Além disso, examina as dinâmicas de mobilização que precipitavam, concretizavam e sustentavam os retornos, envolvendo vivos, mortos e <em>encantados</em>, entidades centrais da cosmologia tupinambá.</p> Daniela Fernandes Alarcon Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37163 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 AGRADAR OS E AGRADECER AOS DEUSES: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37570 <span lang="PT-BR">Minha experiência etnográfica caracteriza-se por uma imersão progressiva no mundo ritual dos Índios Pankararé (Estado de Bahia) e Pankararu (Estado de Pernambuco). O objetivo desse artigo é apresentar alguns dos elementos que possibilitaram essa pesquisa. As relações mantidas com o mundo invisível são essenciais nos rituais observados: através do sonho, do transe de possessão ou da visão, elas favorecem a aquisição de conhecimentos e a elaboração dos rituais. Mostrarei como habilidades pessoais para o sonho, descobertas durante meu campo, entraram em ressonância com experiências individuais indígenas. Diversas doenças menores que contraí foram interpretadas como ataques das entidades invisíveis. Eu tomava conhecimento, através do meu próprio corpo, do esquema clássico das relações com o mundo invisível, que consiste em uma oscilação constante entre, de um lado, a recusa pessoal e o ataque cósmico, e, do outro, a aceitação pessoal e proteção. Agradar os e agradecer aos Deuses aparecem como maneiras viáveis para diminuir os ataques. </span> Cyril Florian Menta Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37570 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 CANDOMBLÉ DE CABOCLO: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37519 <p class="normal">Este artigo apresenta o relato de uma experiência etnográfica em um terreiro de candomblé na Ilha de Maré a partir de faces da trajetória da líder religiosa Maria do Nascimento da Encarnação, conhecida como Baia. O objetivo principal deste texto é avaliar as vertentes metodológicas aplicadas na pesquisa, com destaque para a técnica da observação participante e a ferramenta da entrevista, durante o trabalho de campo. A construção da narrativa consiste em uma versão parcial da pesquisa de mestrado em Estudos Étnicos e Africanos com apoio do caderno de campo. O relato apresenta os primeiros passos do pesquisador, o local da pesquisa, aspectos sociais e as técnicas utilizadas durante o período de estudo. O método aplicado para essa abordagem etnográfica indica a importância da atividade empírica e sinaliza possibilidades para outras investigações.</p> Marcos Rodrigues Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37519 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 EXPERIÊNCIAS ETNOGRÁFICAS NA QUIMBANDA NORTE-MINEIRA: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37583 O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as experiências etnográficas que tive junto a uma comunidade religiosa de Quimbanda no norte de Minas Gerais. Desde o início de 2019 realizo trabalho de campo no <em>Centro Espírita Estrela do Oriente</em>, terreiro dirigido por dona Rosa e Pássaro Preto na cidade de Montes Claros. Duas questões irão conduzir o texto, as quais acredito que são impreteríveis quando se discute etnografia: a natureza da antropologia, disciplina em que a etnografia está situada; e a transformação do pesquisador, enquanto dimensão essencial no empreendimento etnográfico. Argumento que a <em>noção de força</em> e o <em>telurismo das práticas religiosas</em> possibilitam uma porta de entrada ao modo próprio como a Quimbanda coloca e resolve suas questões. Procurei seguir uma definição da antropologia como a busca de conceitos nativos para descrever o mundo por eles mobilizados, conforme apontado por Viveiros de Castro (2002). Ou seja, uma simetria entre discursos – do antropólogo e do nativo – “em busca de outros mundos possíveis”. Taisa Domiciano Castanha Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37583 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 MAPEANDO CONTROVÉRSIAS PÚBLICAS RELIGIOSAS ENTRE ALFAEOMEGUENSES https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37122 <span> A proposta do texto foi compreender alguns processos de disputas relacionados aos participantes do movimento Alfa e Ômega. Este grupo evangélico surgiu no Brasil a algumas décadas, na Universidade Federal da Bahia, atuando em prol da evangelização de universitários. Durante o ano de 2016 desenvolvi uma etnografia junto a este grupo, o mesmo é composto por jovens de diversas denominações evangélicas. Neste artigo tratei da concepção latouriana de grupos e anti-grupos, a fim de identificar algumas fronteiras desenhadas pelos alfaeomeguenses, por fim algumas controvérsias públicas. A primeira envolveu duas pessoas do movimento, em uma disputa em torno do termo balada, colocando em questão sobre a relação religião e cultura, e os limites da adaptação do grupo a práticas seculares com a finalidade de evangelização. O segundo caso acerca da laicidade no espaço universitário. É em meio as controvérsias que os atores justificam suas posições, neste momento temos mais condições de acessar formas de interpretar e agir frente aos problemas.</span> Mardson Alves Macedo Sousa da Silva Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37122 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 REFLEXÕES SOBRE A AUTOETNOGRAFIA https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37669 Resenha de livro. Suzana Maia, Jeferson dos Santos Batista Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/37669 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 POVOS INDÍGENAS E PANDEMIA DE COVID-19 https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/42810 <span id="docs-internal-guid-0388674d-7fff-5133-436e-fc08a18736b4"><span>Esta entrevista foi pensada a partir da necessidade urgente e contemporânea de pensar os impactos da pandemia do novo coronavírus junto aos povos indígenas no Brasil. Para isso, foi convidado o professor José Augusto Laranjeiras Sampaio, mais conhecido como Guga, professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) que vem atuando acadêmica e politicamente em defesa dos direitos dos povos indígenas. Foi solicitado que ele apresentasse suas observações e perspectivas sobre o tema </span><span>POVOS INDÍGENAS E PANDEMIA DE COVID-19 </span><span>conforme pode ser identificado nas questões propostas e respostas obtidas.</span></span> Fernanda Santos Santiago, Paulo Marcos de Assis Barros Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/42810 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000 DOSSIÊ EXPERIÊNCIAS ETNOGRÁFICAS https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/48507 <p>"O Dossiê <em>Experiências Etnográficas</em> se propôs a reunir propostas documentais e/ou experimentais, empíricas, apontamentos metodológicos e/ou reflexões teóricas sobre a produção etnográfica na contemporaneidade. A significativa acolhida ao edital – 25 artigos submetidos – foi um indicador do interesse suscitado pelo tema junto ao conjunto de autores, alguns dos quais estão lançando mão da etnografia pela primeira vez..."</p> Ubiraneila Capinan Capinan; Maria Rosário de carvalho, Nathalie Le Bouler Pavelic, Edwin B. Reesink Copyright (c) 2022 Revista Prelúdios https://periodicos.ufba.br/index.php/revistapreludios/article/view/48507 seg, 18 abr 2022 00:00:00 +0000