"Ponham suas tripas no papel"

epistemologias queer/cuír nordestinas e a poética da narrativa de si

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/peri.v1i23.62208

Resumo

Este artigo tem o objetivo de explorar as vivências de resistência de pesquisadores queer nordestinos à heteronormatividade, através da análise do poema “Lembrete para aprender a falhar”. Por meio de uma jornada etnobiográfica propomos um mergulho em experiências que encontram as garras da imposição da heteronormatividade no contexto nordestino brasileiro e a narrativa de si como ferramenta para se escapar. A poética queer não abarca apenas a descrição de narrativas, se questiona e tensiona quais corpos são autorizados a enunciar. A heterossexualidade opera enquanto regime político e os efeitos da heteronormatividade influenciam o modo de ocupar o mundo e como as relações se constroem. Tais processos são atravessados por autoritarismos desde a colonização, causando marcas na construção das identidades dissidentes. A partir da provocação sobre (re)aprender a falhar se rompe com a norma e se subverte a organização de mundo excludente, instaurando novos sentidos às existências LGBTQIAPN+.

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Biografia do Autor

Angélica Nobre Mendes, Universidade Estadual de Alagoas

Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Dinâmicas Territoriais e Cultura (ProDiC). Psicóloga e Psicoterapeuta (CRP 15/6310). Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Gênero e Comportamento - GEPGEC. Integrante da Rede Brasileira de Estudos em Bissexualidade e Monodissidência (REBIM). Bolsista CAPES.

Augusto Ferreira Ramos Filho, Universidade Estadual de Alagoas

Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Dinâmicas Territoriais e Cultura (ProDiC). Líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Gênero e Comportamento – GEPGEC.

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Publicado

2025-12-11

Como Citar

Nobre Mendes, A., & Ramos Filho, A. F. (2025). "Ponham suas tripas no papel": epistemologias queer/cuír nordestinas e a poética da narrativa de si. Revista Periódicus, 1(23), 129–148. https://doi.org/10.9771/peri.v1i23.62208