Ensino e gênero
a produção de sentidos no discurso contra a linguagem não-binária
DOI:
https://doi.org/10.9771/peri.v3i21.61691Resumo
Neste trabalho, nos propomos a analisar como se dá a produção de sentidos no discurso sobre a linguagem não-binária, buscando compreender quais posições sustentam o discurso contra essa linguagem. Para isso, temos como base teórico-metodológica a análise do discurso materialista. Interessados em dar uma contribuição a essa discussão que se destaca atualmente no que se refere à questão da normatização da língua, selecionamos um vídeo do YouTube no qual uma professora de Português fala sobre a linguagem não-binária. Em nossas análises, pudemos perceber a forma como a enunciadora desloca a discussão para um domínio da moral e da saúde, inclusive criando uma falsa oposição entre as pessoas não-binárias e outros grupos, como pessoas surdas, cegas e disléxicas, o que nos faz considerar que embora ela fale enquanto enunciadora de um determinado lugar social localizado no interior do aparelho ideológico educativo, ela ocupa uma posição-sujeito que não é a de especialista no assunto, ou seja, não seguindo o funcionamento pelo qual o discurso de escrita precisa seguir para se legitimar, forjam-se sujeito e sentido a partir de um funcionamento da midiatização, da validação pela circulação, da polêmica e do esvaziamento do debate.
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