Avaliação da Capacidade de Gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar em Institutos Federais de Ensino
DOI:
https://doi.org/10.9771/rebap.v0i2.70951Palavras-chave:
Avaliação de políticas públicas, administração política, PNAEResumo
Neste trabalho, o objetivo é avaliar a capacidade de gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Institutos Federais, a partir da Teoria da Administração Política e da experiência deste Programa no IFNMG-Campus Montes Claros. Foram analisados documentos que compõem o PNAE, como relatórios de gestão e processos administrativos referentes à aquisição de alimentos, a partir de 2017, além da aplicação de entrevistas a atores envolvidos nesses processos. Foi realizada análise de conteúdo considerando que os fenômenos administrativos são integrados por duas dimensões indissociáveis: as dimensões de gestão e de gerência. Os resultados da pesquisa evidenciam os limites e desafios a serem superados pela Gestão do PNAE, e proporcionam contribuições para compreender a indissociabilidade entre os aspectos teóricos e práticos que integram os fenômenos administrativos que afetam a capacidade de gestão. O estudo possibilitou apontar elementos de estratégias de gestão e gerenciais voltadas para melhorar os níveis de eficácia, eficiência e efetividade do programa, bem como apresentar um modelo de avaliação da capacidade de gestão a partir do prisma da Administração Política.
Downloads
Referências
ARAÚJO, E. T.; BOULLOSA, R. F. Avaliação da implementação do Centro-dia para Pessoas com Deficiência: entre inovação e aprendizagem em políticas públicas. Interfaces Científicas - Humanas e Sociais, Aracaju, v. 3, n. 3, p. 123-136, jun. 2015.
AZEVEDO, A.; GRAVE, P. S. Prolegômenos a toda a administrologia possível: administração - o que é isso? Organizações & Sociedade, n. 71, p. 695-712, 2014.
BITTENCOURT, S. C. B. Caminhos adotados pela Gestão para implantação das diretrizes da Política Nacional de Humanização: o estudo de caso da emergência de uma unidade hospitalar pública baiana. UFBA, 2014. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17710?mode=full. Acesso em: 19 out. 2020.
BOULLOSA, Rosana de Freitas; ARAÚJO, Edgilson Tavares. Avaliação e monitoramento de projetos sociais. Curitiba: IESDE, 2009.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: . Acesso em: 24 set. 2019.
BRASIL. Lei n° 11.947 de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 17 jun.2009. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm>. Acesso em: 19 dez. 2018.
CIRNE, Ana Cristina Ferrareze et al.Cartilha Nacional da Alimentação Escolar. 2. ed. Brasília. 2015. Disponível em: https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=Cartilha+Nacional+da+Alimenta%C3%A7%C3%A3o+Escolar. Acesso em: 18 ago. 2020
CORREA, P.; JURADO, J. Fundamentos del saber administrativo. Cuadernos de Difusion, v. 8, n. 15, p. 82-100, 2003.
FAYOL, H. Administração Industrial e Geral. São Paulo, Atlas, 1989.
FERREIRA, C. M. D. Desafios para a implementação de compras públicas sustentáveis no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. 2018, 281p. Dissertação. (Programa de Pós-Graduação em Administração) Universidade Federal da Bahia, Salvador. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25881. Acesso em: 18 dez. 2018.
FILIPPIN, M. A natureza política da administração. 153 f. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.
FRANÇA FILHO, G. C. Para um olhar epistemológico da administração: problematizando o seu objeto. In: SANTOS, R. S. (Org.). A administração política como campo do conhecimento. São Paulo: Mandacaru, 2004. p. 19-143.
GOODNOW, F. J. Politics and administration: a study in government. 3. ed. New Brunswick, NJ: Transaction, 2003.
GUIMARAES, M. C. L.; SANTOS, S. M. C.; MELO, C.; SANCHES Filho, A. Avaliação da Capacidade de Gestão de Organizações Sociais. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(6):1642-1650, nov-dez, 2004
IFNMG. Regimento Geral do IFNMG. Resolução Consup n° 096, de 15 de maio de 2020 (DOU – 19/05/2020). Montes Claros, 2020. Disponível em: https://www.ifnmg.edu.br/documentosinstitucionais. Acesso em: 20 out. 2020.
IFNMG. Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Cursos técnicos, Montes Claros, 12 dez 2019. Disponível em: <https://www.ifnmg.edu.br/cursos-moc/tecnicos>. Acesso em 25 ago. 2020.
MATUS, C. Política, planejamento e governo. Brasília (DF): Ipea, 1993.
RIBEIRO, J. U. Administração e política. Organizações & Sociedade, v. 13, n. 38, p. 162-194, 2006.
NOGUEIRA, M. O. N. Gestão em Saúde Auditiva: construção de um instrumento para avaliação da qualidade dos Serviços de Saúde sob a ótica da Teoria da Administração Política. 105 f. il. 2014. Dissertação (Mestrado) Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia. Salvador, BA, 2014.
RAMOS, G. Administração e política à luz da sociologia. Revista do Serviço Público, 2014. 63(1), p. 99-110. Disponível em: https://doi.org/10.21874/rsp.v63i1.90
SANTOS, R. S. A administração política como campo do conhecimento. São Paulo/Salvador: Hucitec/Mandacaru, 2004.
SANTOS, R. S.; RIBEIRO, E. M.; SANTOS, T.C.S. Bases teórico-metodológicas da administração política. Revista de Administração Pública, v. 43, n. 4, p. 919-941, 2009.
TAYLOR, F. W. Princípios de administração científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1976
WEBER, M. Ciência e política: duas vocações. 18. ed. São Paulo: Cultrix, 2011.
WILSON, W. O estudo da administração. Revista do Serviço Público, v. 56, n. 3, p. 349-366, 2005.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Administração Política

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.


