O Paradoxo da Continuidade: Uma Análise da Administração Política da Educação em Vinte Anos de Gestão Petista
DOI:
https://doi.org/10.9771/rebap.v0i2.70738Palavras-chave:
Administração Política, Educação Municipal, Temporalidade, Capacidade de ImplementaçãoResumo
Este artigo analisa a política educacional do município de Vitória da Conquista-Ba no período de 1997 a 2016, sob a ótica da Administração Política, com foco nas dimensões de temporalidade e capacidade de implementação. O estudo investiga como vinte anos de gestão ininterrupta do Partido dos Trabalhadores influenciaram a trajetória das políticas educacionais, considerando as continuidades, rupturas e desafios na implementação. A abordagem metodológica adota uma perspectiva qualitativa, baseada na triangulação de técnicas de pesquisa: análise documental de leis, relatórios e projetos pedagógicos; entrevistas narrativas com cinco ex-secretários municipais de educação; e análise sistemática dos dados do IDEB. Os resultados revelam um cenário complexo, com significativos avanços na expansão do acesso e qualificação docente, mas limitações persistentes na qualidade do ensino, refletidas no desempenho irregular do IDEB. A análise demonstra que a continuidade partidária não garantiu a continuidade da organização didático-pedagógica, evidenciando tensões entre inovação educacional e capacidade de implementação, além da persistência de desigualdades entre zonas urbana e rural. O estudo conclui que a articulação entre gestão (dimensão política) e gerência (dimensão técnica) mostrou-se fundamental para os resultados obtidos, oferecendo contribuições relevantes para o campo da Administração Política e para a gestão educacional municipal.
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