ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA E SABER BIJAGÓS: UMA PERSPECTIVA ANALÍTICA DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NA GUINÉ-BISSAU
Resumo
Este artigo analisa a relação existente entre Administração Política e a conservação da biodiversidade na Guiné-Bissau, abordando o modo como o Estado guineense tem criado e implementado os instrumentos legais de gestão do saber tradicional Bijagós na conservação da biodiversidade no Arquipélago. A emergência da crise ambiental mundial e a desigualdade social são fenômenos que vieram mobilizar o pensamento teórico acadêmico universal,
tendo como finalidade compreender a problemática criada por um processo que se alimenta da distribuição de suas bases ecológicas de sustentabilidade. O entendimento das relações
dessa emergência de crise ambiental mundial, especificamente, entre as comunidades tradicionais e a natureza, exige um esforço do homem moderno de operar com as complexidades contemporâneas globais, uma vez que as contradições dos interesses, presentes nas pautas das negociações mundiais, articulam-se nas esferas internacionais e não no local. Os efeitos
dessas decisões, que estão sendo tomadas nesses fóruns e encontros dos Chefes dos Estados, refletem-se, diretamente, nas estratégias e nos modos de vida em nível local; o local que é
ligado por várias vias ao global. A revisão desses conteúdos impostos em pauta pela “administração política global” não pode mais abstrair essa realidade contemporânea da crise ambiental. A abordagem teórica baseia-se no quadro da Administração Política, especialmente, na sua vertente sociocultural, estudo das relações entre culturas e meio ambiente para o bem-estar da coletividade. Empregaram-se as seguintes técnicas de levantamento de dados:
análise documental e revisão bibliográfica. Nesse contexto, o Estado guineense considera-se que esse instrumento legal de conservação da biodiversidade, dá-se pela relação entre sociedade e natureza na comunidade Bijagós e caracteriza-se pela apropriação coletiva da natureza e pelo respeito aos seus ciclos e ritmos, sendo que, para a etnia Bijagós, a natureza é
sagrada, religiosa, mística e a produção do valor de uso sobrepõe-se ao valor da troca, onde a estrutura administrativa do homem Bijagó é baseada numa política hierarquizada, mas a
sua dimensão econômica e sociocultural de gestão do saber e acontecimento público dá a todos do arquipélago a oportunidade de se relacionarem de uma forma coletiva e solidária, de superarem os problemas cotidianos, permitindo, assim, a todos os mesmos privilégios das vantagens que o Arquipélago oferece-lhes para satisfazerem as necessidades da vida habitual sem perder de vista as gerações futuras.
Palavras-chave: Administração Política; Propriedade Bijagós; Gestão da Biodiversidade e Saber Tradicional.
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