DA SUPERPROTEÇÃO AO ESTIGMA: RELAÇÕES FAMILIARES DE PESSOAS COM ÚLCERA DE PERNA E DOENÇA FALCIFORME

Luana Santana Brito, Evanilda Souza de Santana Carvalho, Sheila Santa Bárbara Cerqueira, Luciano Marques dos Santos

Resumo


Objetivo: apreender as percepções dos adoecidos com úlceras de perna e doença falciforme acerca das relações familiares no adoecimento crônico. Método: estudo qualitativo exploratório do tipo descritivo com cinco pessoas com úlceras de pernas secundárias à doença falciforme. Os dados foram obtidos em entrevistas e submetidos à análise temática. Resultados: pessoas com doença falciforme e úlceras percebem a dedicação e o cuidado recebidos dos familiares para manutenção de uma rotina de tratamento, mas avaliam que esses familiares superprotegem e limitam a condição de viver devido ao medo da morte. Em contrapartida, as pessoas com essa doença são maltratadas por familiares que não compreendem as limitações da doença. Conclusão: os adoecidos com úlceras de perna e doença falciforme atribuem importância aos familiares no enfrentamento das adversidades promovidas pela doença, bem como destacam que a família é fonte de maus-tratos, que reforçam sentimentos de inutilidade, pela dependência de cuidados e discriminação sofrida.

Descritores: Família. Anemia Falciforme. Úlcera da Perna. Estigma Social. Doença Crônica.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18471/rbe.v35.37793

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