Avaliação da atividade de vida diária no paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

Autores

  • Cássio Magalhães da Silva e Silva UFBA
  • Jane Gleide Rosado de Jesus
  • Elisabete Freire Santos da Cunha
  • Adelmir Souza Machado

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v14i3.14976

Palavras-chave:

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Atividade de vida diária. Funcionalidade.

Resumo

Introdução: a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por limitação persistente aos fluxos aéreos e sintomas de
intensidade variáveis tais como dispneia, tosse expectoração. A DPOC concorre para elevada limitação funcional, retração social
e redução da qualidade de vida dos pacientes. A escala LCADL (London Chest Activity of Daily Living) avalia o impacto da dispneia
para a realização de atividades de vida diária dos pacientes. Objetivo: examinar o impacto da dispneia na capacidade realização das
atividades de vida diária (AVD’s) em pacientes com DPOC admitidos na clínica escola de Fisioterapia da UFBA. Metodologia: estudo
de corte transversal. Todos os indivíduos responderam a um questionário sociodemográfico e a escala LCADL. Foram mensurados
peso, altura, e Índice de Massa Corpórea (IMC). Realizada análise predominantemente descritiva e as informações armazenadas no
software Statistical Package for the Social Sciences. Resultados: foram avaliados 37 pacientes, com média de idade 66,8 ± 7,6 anos,
predominantemente do sexo feminino 21(57%), IMC de 24,8 ± 5; os pacientes apresentaram doenças associadas como: Hipertensão
Arterial Sistêmica (HAS) 12(32%), asma em 3(8%), diabetes mellitus 1 em 2(5%), bronquiectasia em 2(5%), cardiopatias em 3(8%),
osteoporose em 1(2,7%), gastrite em 1(2,7%), labirintite em 3(8%) dos pacientes. No total da escala LCADL os pacientes apresentam
dispneia leve para realização das AVD’s com maior impacto 23,8 ± 10,7 para a realização das atividades físicas 4,2 ± 1,6 seguindo o
corte estabelecido de 0-25 pontos com limitação leve. Conclusão: identificado leve limitação das AVD’s na escala LCADL que está
associado aos pacientes com maior dispneia, IMC normal, sexo feminino, escolaridade fundamental, nos ativos e menores de 60 anos.

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Biografia do Autor

Cássio Magalhães da Silva e Silva, UFBA

Fisioterapeuta. Mestre em Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social (FVC). Doutorando em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas. Docente Assistente da Universidade Federal da Bahia – UFBA, Departamento de Biofunção, Curso de Fisioterapia – UFBA

Jane Gleide Rosado de Jesus

Bióloga. Especialista em Biologia Molecular das Doenças. Mestra em Biotecnologia. Doutoranda em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas. Docente da Faculdade Mauricio de Nassau do curso de Nutrição e Biomedicina

Elisabete Freire Santos da Cunha

Farmacêutica. Mestra e Doutora em Química Biológica. Docente do Departamento de Biofunção e colaboradora no programa de Pós-graduação em Processos Interativos dos Órgãos e Sistema da UFBA.

Adelmir Souza Machado

Médico. Mestre e doutor em Medicina e Saúde – UFBA. Coordenador do Programa de Controle da Asma na Bahia. Professor Adjunto do Departamento de Biomorfologia do Instituto de Ciências da Saúde – UFBA. Docente permanente da Pós-graduação stricto sensu em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas e do Programa de Medicina e Saúde da UFBA.

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Publicado

2015-02-18

Como Citar

Silva, C. M. da S. e, Jesus, J. G. R. de, Cunha, E. F. S. da, & Machado, A. S. (2015). Avaliação da atividade de vida diária no paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 14(3), 267–273. https://doi.org/10.9771/cmbio.v14i3.14976