A Iconografia como informação social no arquivo: a organização simbólica do poder na série documental “Marcas de fogo” (Vitória da Conquista, 1893–1943)
DOI:
https://doi.org/10.9771/rfd.v8i0.71747Palavras-chave:
Gestão documental, Documento iconográfico, Organização do conhecimento, Patrimônio documental, Memória socialResumo
O objetivo deste texto é analisar os registros seriais das marcas de ferrar gado (1893–1943), custodiados no Arquivo Municipal de Vitória da Conquista (BA), como documentos de natureza iconográfica que refletem a organização do conhecimento e a estrutura do poder no sertão. Inicialmente criados com valor administrativo (prova e controle fazendário), estes registros transformaram-se em uma forma de escrita simbólica — uma “heráldica sertaneja” — essencial para a memória social e a documentação cultural. Com base no debate arquivístico sobre a concepção de documento permanente (como proposto por José Honório Rodrigues) e a teoria de valor arquivístico, defendemos que a gestão documental e o tratamento técnico desta série são cruciais para a preservação de um importante patrimônio documental, garantindo o acesso à informação que documenta a diversidade cultural e as relações de poder regionais.
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Referências
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