A Iconografia como informação social no arquivo: a organização simbólica do poder na série documental “Marcas de fogo” (Vitória da Conquista, 1893–1943)

Autores

  • Fábio Sena Santos Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia https://orcid.org/0009-0007-2285-5447
  • Jailson Ribeiro Barbosa Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • José Cláudio Alves de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.9771/rfd.v8i0.71747

Palavras-chave:

Gestão documental, Documento iconográfico, Organização do conhecimento, Patrimônio documental, Memória social

Resumo

O objetivo deste texto é analisar os registros seriais das marcas de ferrar gado (1893–1943), custodiados no Arquivo Municipal de Vitória da Conquista (BA), como documentos de natureza iconográfica que refletem a organização do conhecimento e a estrutura do poder no sertão. Inicialmente criados com valor administrativo (prova e controle fazendário), estes registros transformaram-se em uma forma de escrita simbólica — uma “heráldica sertaneja” — essencial para a memória social e a documentação cultural. Com base no debate arquivístico sobre a concepção de documento permanente (como proposto por José Honório Rodrigues) e a teoria de valor arquivístico, defendemos que a gestão documental e o tratamento técnico desta série são cruciais para a preservação de um importante patrimônio documental, garantindo o acesso à informação que documenta a diversidade cultural e as relações de poder regionais.

 

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Biografia do Autor

Fábio Sena Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Mestre em Museologia/Patrimônio e Comunicação pela Universidade Federal da Bahia (PPGMUSEU/UFBA). Pós-graduado em Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Graduado em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). E-mail: fabiosenasantos@yahoo.com.br

Jailson Ribeiro Barbosa, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Pós-graduado em Arquivologia, pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI) e em História: Política, Cultura e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Graduado em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

José Cláudio Alves de Oliveira

Professor permanente dos Programas de pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) e Museologia da UFBA (PPGMUSEU) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Doutor em Memória: Linguagem e Sociedade na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea, pela UFBA. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-2887-2025. E-mail: claudius@ufba.br

Referências

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FONTES:

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VITÓRIA DA CONQUISTA (BA). Arquivo Municipal. Livro de registro das Marcas de Fogo (1915). Fundo documental da Intendência da Conquista. Núcleo de Arquivo Permanente (NAP).

VITÓRIA DA CONQUISTA (BA). Arquivo Municipal. Livro de registro das Marcas de Fogo (1921-1931). Fundo documental da Intendência da Conquista. Núcleo de Arquivo Permanente (NAP).

VITÓRIA DA CONQUISTA (BA). Arquivo Municipal. Livro de leis e resoluções do Conselho Municipal (1893-1931). Núcleo de Arquivo Permanente (NAP).

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

SANTOS, F. S.; BARBOSA, J. R.; OLIVEIRA, J. C. A. de. A Iconografia como informação social no arquivo: a organização simbólica do poder na série documental “Marcas de fogo” (Vitória da Conquista, 1893–1943). Revista Fontes Documentais, [S. l.], v. 8, n. 1, p. e82260, 2025. DOI: 10.9771/rfd.v8i0.71747. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/RFD/article/view/71747. Acesso em: 1 jan. 2026.