Jesus cura a angústia gay?
DOI:
https://doi.org/10.9771/rn.3.03.63426Palavras-chave:
Angústia, Psicanálise, Cura gay, Homossexualidade, CristianismoResumo
O cristianismo é a religião hegemônica do Brasil e, conforme apontam estudos, como o de Alves e Cavenaghi (2019), a vertente evangélica se tornará majoritária na década de 2030. Dentre as práticas mais marcantes desse grupo, estão o proselitismo religioso e o discurso de Jesus enquanto o Salvador do mundo pecaminoso. A homossexualidade é interpretada como pecado pela grande maioria das denominações evangélicas e cristãs país afora, o que pode vir a causar uma angústia em muitos sujeitos religiosos ou não, devido à influência cristã presente no imaginário social brasileiro. Assim, este trabalho tem por objetivo discutir, sob a perspectiva psicanalítica, sobretudo lacaniana, a angústia presente no testemunho de cura gay discursados por sujeitos que se identificam como ex-gay/trans nas igrejas evangélicas.
Downloads
Referências
ALVES, JED. CAVENAGHI, S. La transición religiosa y el crecimiento del conservadurismo moral en Brasil. In: CAREAGA, GLORIA. Sexualidad, Religión y Democracia en América Latina, 2019.
BÍBLIA. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011.
FREUD, Sigmund. Obras completas, volume 6 : três ensaios sobre a teoria da sexualidade, análise fragmentária de uma histeria (“O caso Dora”) e outros textos (1901-1905). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
LACAN, Jacques. O Seminário, livro 10: a angústia. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. 5.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.
ORLANDI, E. Análise de discurso: princípios e procedimentos. 12.ed. Campinas: Pontes, 2015.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Este periódico adota a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
Isso significa que os autores mantêm os direitos autorais e concedem ao periódico o direito de primeira publicação, ao mesmo tempo em que permitem que qualquer pessoa compartilhe, distribua, copie e adapte o material publicado, para qualquer finalidade, inclusive comercial, desde que seja dado o devido crédito aos autores e à publicação original.
Licença completa disponível em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
