Vivências Subjetivas das Relações Afetivas nos Processos de Sucessão em Empresas Familiares

Autores

Palavras-chave:

vivências subjetivas, relações afetivas, sucessão, empresas familiares

Resumo

Este artigo objetiva compreender as vivências subjetivas das relações afetivas entre sucessoras(es) e sucedidas(os) no processo de sucessão em empresas familiares. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou o método da história oral temática para compreender o fenômeno. A coleta de dados foi realizada em cinco empresas, por meio de entrevistas, realizadas com 10 empresários (5 pais/mães e 5 filhas/filhos) que vivenciaram o processo de sucessão. A análise dos dados seguiu os procedimentos da Análise Sociológica do Discurso (ASD), de tradição espanhola. Os resultados revelaram a vivência subjetiva das relações afetivas a partir de três dimensões: amor e renúncia, frustração e mágoa e perdão. Os resultados revelaram a complexidade das relações afetivas entre sucedidos e sucessores pela lógica da empresa e da família e das relações afetivas entre pais e filhos pelo campo psicanalítico e a contribuição da psicodinâmica do trabalho como lente teórica para compreender o processo sucessório em empresas familiares. Conclui-se que as vivências subjetivas estão intrínsecas nas relações entre sucedidos e sucessores, numa relação bidirecional entre as vivências familiares e organizacionais, que se influenciam mutuamente, e que podem gerar sofrimento, angústia, prazer, ou desejos, que são sentidos e que se materializam na vida de pai/mãe, filha(o), sucedido(a) e sucessor(a). Futuros estudos podem analisar outras dimensões subjetivas no processo sucessório, a exemplo das relações de poder, de gênero, de apego, os conflitos entre sucessores, entre outros. 

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Biografia do Autor

Claudia Helena Costa de Oliveira Zambroni, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Diretora da JF Corretora de Seguros. Experiência na área de Gestão Empresarial e Gestão de Seguros. Interesses de pesquisa nas áreas de Psicologia do Trabalho e Organizacional, Sentido do Trabalho, Saúde do Gestor e do Empreendedor e a Vivência Subjetiva nos Processos de Sucessão em Empresas Familiares.

Anielson Barbosa da Silva, Universidade Federal de Paraíba (UFPB)

Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com pósdoutorado em Psicologia pela Universidade de Valência – Espanha. Professor Titular do Departamento de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Administração da UFPB. Coordenador do Núcleo de Estudos em Aprendizagem e Conhecimento – NAC. Interesses de Pesquisas nas áreas de Aprendizagem e Conhecimento, Comportamento Organizacional, Gestão de Pessoas por Competências e Gestão Universitária.

Paulo César Zambroni de Souza, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Doutor em Psicologia Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com pósdoutorado em Psicodinâmica do Trabalho pelo CNAM – Paris. Docente do Programa de Pósgraduação em Psicologia Social / Departamento de Psicologia da UFPB. Bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq.

Publicado

2025-12-27

Como Citar

1.
Claudia Helena Costa de Oliveira Zambroni, Silva AB da, Paulo César Zambroni de Souza. Vivências Subjetivas das Relações Afetivas nos Processos de Sucessão em Empresas Familiares. Organ. Soc. [Internet]. 27º de dezembro de 2025 [citado 8º de janeiro de 2026];32(113). Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistaoes/article/view/53389

Edição

Seção

Artigos