Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra

Autores

  • Miliane de Carvalho Pinheiro Universidade Estadual do Ceará (UECE)
  • Yara Bruna Vitorino de Paula Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Resumo

A obra Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra, de bell hooks, foi publicada originalmente em 1989 nos Estados Unidos com o título Talking Back: Thinking Feminist, Thinking Black. No Brasil, a publicação ocorreu em 2019, pela editora elefante, contando com o prefácio de Mariléa de Almeida e traduzida por Cátia Bocaiuva Maringolo. O livro Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra é resultante da narrativa da trajetória pessoal da autora refletida com um viés teórico. A edição é composta por introdução, vinte e três ensaios e uma entrevista, através dos quais transmite seu pensamento de modo didático sem fazer uso de uma escrita de difícil entendimento. Com foco nas questões feministas e raciais, a autora aborda os padrões racistas, machistas e sexistas que envolvem o cotidiano de mulheres negras no campo pessoal e acadêmico, com isso, realiza um esforço político, erguendo sua voz ao falar/estudar sobre sua própria realidade e das demais mulheres negras, denunciando o contexto de opressão e dominação que envolve o cotidiano destas. Na obra argumenta que pessoas negras são criadas acreditando que existem muitas coisas que não podem ser faladas nos espaços públicos e nem mesmo nos privados, e, a partir dessa percepção, bell hooks tem o propósito de conectar esses dois polos, instigando o leitor a pensar criticamente sobre a divisão existente entre público e privado.

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Biografia do Autor

Miliane de Carvalho Pinheiro, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Bacharela em Serviço Social pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Foi bolsista do Programa de Educação Tutorial (MEC/Sesu), desenvolvendo atividades nos eixos de ensino, pesquisa e extensão. Tem experiência na área de Serviço Social, nos campos de Assistência Social e Sociojurídico. Possui interesse no aprofundamento das seguintes temáticas de estudo: Velhice/Envelhecimento, Gênero e Trabalho.

Yara Bruna Vitorino de Paula, Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Atualmente é Mestranda em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e representante discente no PPGS/UECE. Em 2018 obteve o grau de Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi bolsista do projeto "Só falta a monografia" vinculado ao departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (2017 - 2018). É pesquisadora do Laboratório de Estudos, Pesquisa e Extensão de Ciências Sociais em Saúde (LESSAU) vinculado ao curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Ceará . Tem interesse de pesquisa nas áreas de Gênero, Envelhecimento, Qualidade de Vida, Sociologia e Antropologia da Saúde-Doença. Atua nos seguintes temas: Envelhecimento, Feminização da velhice, Corpo, Sexualidade, Qualidade de vida e Politicas Públicas.

Referências

HOOKS, Bell. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. tradução de Cátia Bocaiuva Maringolo. São Paulo: Elefante, 2019. 380 p.

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Publicado

2020-10-17

Como Citar

PINHEIRO, M. de C.; DE PAULA, Y. B. V. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. Revista Feminismos, [S. l.], v. 7, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/35381. Acesso em: 13 jul. 2024.

Edição

Seção

Resenhas