Escalas de representação: sobre filmes e cidades, paisagens e experiências

Autores

  • Leonardo Name

Resumo

A partir de exemplos de filmes em que a capital carioca é o cenário representado em tela, proponho uma análise das cidades do cinema a partir de duas escalas distintas, porém complementares. A primeira é a escala ocularcêntrica e totalizante da paisagem urbana, que serve para se avaliar o quanto o meio físico ganha representações distintas ao ser recortado por diferentes pontos de vista, que são ao mesmo tempo geográficos e ideológicos. A segunda escala é a da experiência da cidade, na qual o espaço se singulariza ao ser dotado de tempo, a partir da realização de interações sociais e de deslocamentos por parte dos personagens dos filmes, e em que a narrativa cinematográfica se funde e se confunde com as narrativas geo-históricas já cristalizadas que lugares como o Rio de Janeiro possuem. Ambas atuam no sentido de dar evidência a valores e aspirações que acabam sendo reforçados, legitimados ou questionados via representação e que contribuem para a apreensão e transformação das cidades.

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Publicado

2008-10-07

Como Citar

Name, L. (2008). Escalas de representação: sobre filmes e cidades, paisagens e experiências. Revista De Urbanismo E Arquitetura, 7(2). Recuperado de https://periodicos.ufba.br/index.php/rua/article/view/3172

Edição

Seção

Artigos