ARTESANATO NARRATIVO E AS TEIAS DA PALAVRA: PERSPECTIVAS GUARANI DE RESISTÊNCIA

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DOI:

https://doi.org/10.9771/rf.v10i2%20e%203.45165

Resumo


Resumo: 

A partir de  (re)leituras anticoloniais buscamos diagnosticar neste texto sintomas da ferida colonial desde nossas perspectivas como pertencentes ao povo guarani. Para isso apresentamos nossa percepção de categorias como branquitude, etnocídio e colonialidade, apresentando também pistas de resistência a ela a partir de conceitos nativos. 

Palavras-chave: colonialidade, etnocídio, branquitude, guarani.


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Biografia do Autor

Geni Núñez, Universidade Federal de Santa Catarina

Graduação em Psicologia (UFSC), mestrado em Psicologia Social (UFSC) e doutorande no Programa de Pós graduação em Ciências Humanas (UFSC). Ativista indígena guarani.

Natanael Vilharva, UFGD

Possui graduação em Licenciatura Intercultural Indígena pela Universidade Federal da Grande Dourados, habilitação: Ciências da Natureza (2011). Formado no curso Normal em Nível Médio Formação de professores Indígenas Guarani/ Kaiowá, (Projeto Ára verá- Tempo - Espaço iluminado (2006). Indígena Guarani Ñandeva, Natural da Aldeia Porto Lindo.  Mestrando em História na linha de pesquisa História, Região e Identidade no ano de 2020-2021.


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Publicado

2022-10-18

Como Citar

NÚÑEZ, G.; VILHARVA, N. ARTESANATO NARRATIVO E AS TEIAS DA PALAVRA: PERSPECTIVAS GUARANI DE RESISTÊNCIA. Revista Feminismos, [S. l.], v. 10, n. 2 e 3, 2022. DOI: 10.9771/rf.v10i2 e 3.45165. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/45165. Acesso em: 22 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê: Os Feminismos no Brasil: reflexões teóricas e perspectivas