Fronteiras de Gênero no Urbanismo Moderno

Autores

  • Ana Alice Costa
  • Claudia Andrade Vieira

Resumo

A partir de que perspectiva se tem construído a cidade, a rua, a casa, o local de trabalho e o lazer? No interesse de quem   e   para   que   se   ordenam   as   cidades?   Que   ideologia   está   por   detrás   desta   “ordem”   proposta   para   as   cidades?   O presente artigo apresenta uma análise crítica feminista do urbanismo moderno desde sua gênese, no século XIX, no contexto da urbanização nascida da industrialização. A maior parte do que foi produzido sobre o urbanismo moderno e seu planejamento é de autoria masculina, branca e de origem europeia. A análise, em uma perspectiva feminista, conduz ao questionamento da noção do conhecimento objetivo produzido independente da sua posicionalidade e adota a standpoint epistemologie. Ao final, demonstra que o sujeito do conhecimento não é neutro, contrariando o discurso urbanístico vigente, um conhecimento construído por homens, de modo a atender e reforçar uma ideologia patriarcal. As consequências para as mulheres são sentidas hoje.

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Publicado

2014-11-08

Como Citar

COSTA, A. A.; VIEIRA, C. A. Fronteiras de Gênero no Urbanismo Moderno. Revista Feminismos, [S. l.], v. 2, n. 1, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/30014. Acesso em: 13 abr. 2024.

Edição

Seção

Artigos