Revista Veredas da História https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh <p>A Revista Veredas da História conta com a colaboração de editores ligados à UFBA, UFS, UFPel, Unb, UERJ, Centro Universitário Celso Lisboa e UFFRJ. Publica artigos, resenhas, textos e documentos, frutos de pesquisas desenvolvidas por alunos e professores. Viabiliza o diálogo do campo da História com as mais diversas ciências, fomentando, através da sua interdisciplinaridade, a criação de um espaço para discussão e debate acadêmico promissor, transformadores e criativo. <br />Área do conhecimento: Ciências Humanas<br />ISSN (online): 1982-4238 - Periodicidade: Semestral</p> Universidade Federal da Bahia pt-BR Revista Veredas da História 1982-4238 Editorial https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51341 <p>Editorial da Revista Veredas da História, v. 14, n. 1, 2021</p> Marcelo Pereira Lima Thasio Sobral Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51341 Áfricas: instigando o pensar complexo https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51342 <p>Apresentação do dossiê "<em>Áfricas: instigando o pensar complexo</em>" pela professor Priscila Henriques Lima (PPGH-UERJ)</p> Priscila Henriques Lima Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51342 A televisão e o soberano desconhecido em Moçambique: os efeitos de vigiar e punir os analistas https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51344 <p>Este documento de pesquisa procura analisar de que modo a liberdade de expressão, se torna um ponto de entrada para compreender a violência e atos de intimidação contra analistas políticos e sociais nas televisões em Moçambique. O argumento central da pesquisa sugere que existe um soberano desconhecido no país, que surgiu através das dinâmicas de transformação e transição político-social que vigia e pune os analistas e consequentemente a toda sociedade. Com base no método de análise de conteúdo, entrevista semiestruturada e pesquisa documental, o estudo concluiu que os sequestros e agressões do soberano desconhecido contra os analistas, contribuem para mudança de direção ou resistir as novas formas de mudança e desenvolvimento que surgem com os debates analíticos nas televisões.</p> António Bai Sitoe Júnior Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51344 Por uma geografia decolonial: elementos para o ensino de África na educação básica https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51345 <p>A proposta desse trabalho é apresentar os marcos de Geografia Decolonial bem como sinalizar para um conjunto de possibilidades pedagógicas que podem ser elaboradas no trabalho com o recorte temático do continente africano nas aulas de Geografia a luz de uma educação antirracista. Sabemos que a Geografia é uma disciplina fundamental para a constituição dos referenciais que orientam os comportamentos dos indivíduos e que ela também é parte dos componentes curriculares obrigatórios na educação básica e pode ser utilizada como instrumento de compreensão das complexidades que envolvem o continente africano, bem como no combate ao racismo, e na construção de uma educação inclusiva.</p> Jonathan da Silva Marcelino Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51345 O papel dos 15+2 na redemocratização angolana (2011-2019): memórias de lutas de um movimento social https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51346 <p>A nossa pesquisa tem como objeto o Grupo dos 15+2 e o seu papel na redemocratização de Angola imbricados às ondas de protestos no Norte de África (Tunísia, Egipto e na Líbia) conhecidas como a ‘’Primavera Árabe’’. Em Angola, o Grupo dos 15+2 emergiu a 20 de Junho de 2015 visando alterar a situação política, económica, social e cultural. Nesse processo, ‘’os movimentos sociais, constituem as vias alternativas, as válvulas de expressão quando os canais institucionais estão excluídos”, como explicita Jelin2. A pesquisa visará estudar o papel dos 15+2 com foco na relação histórico-dialéctica entre história, memória e processos de redemocratização tomando como base a teoria dos marcos sociais e da memória coletiva.</p> Oliveira Adão Miguel Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51346 Oxalá cresçam pitangas e É dreda ser angolano: uma análise comparada das construções narrativas de identidades nessas obras https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51347 <p>Neste artigo buscamos analisar como se constroem as narrativas identitárias da população de Angola, por meio do estudo comparado de suas obras, <em>Oxalá cresçam pitangas</em> (2006) e <em>É dreda ser angolano </em>(2007), do ponto de vista dos seus produtores. Para tanto, estudou-se a formação de uma tradição de filmes de documentário como forma de linguagem cinematográfica nesse país. O discurso identitário sempre se fez presente, transmutando-se com o tempo, em função da mudança do lugar de fala de cada produção. Nesses dois filmes, as narrativas se constroem num país independente, não mais em guerra civil, porém extremamente autoritário, o que determinou graves restrições de censura. Seus produtores são personalidades em evidência na cultura angolana de sua geração: Ondjaki, escritor, ganhador de vários prêmios literários, mostra sua dimensão de cineasta, dividindo a realização de <em>Oxalá</em> com Kiluanje Liberdade, um dos maiores documentaristas angolanos da década de 2010. <em>Dreda</em> foi produzido pela Família Fazuma, um grupo de artistas ativistas políticos, como Pedro Coquenão e Luaty Beirão, hoje membros da resistência ao governo no país.</p> Paula Faccini de Bastos Cruz Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51347 Controle dos corpos, controle das mentes: a necropolítica aplicada em Angola durante o governo salazarista (1926-1968) https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51348 <p>Este artigo tem como proposta analisar a excepcionalidade de estado em Angola durante a colonização portuguesa, especificamente no percurso do governo de Antonio de Oliveira Salazar, também conhecido como Estado Novo, entre os anos de 1926 e 1968. Para isso analisaremos um conjunto de leis que demonstravam o controle dos corpos como o Ato Colonial de 1930 (Decreto nº 18.570, de 8 de julho), a Lei Orgânica de Ultramar (Lei nº 2.066, de 27 de Julho de 1953) especificamente a seção “Das populações indígenas” também conhecida como Estatuto dos Indígenas Portugueses das Províncias da Guiné, Angola e Moçambique, a Reforma Prisional do Ultramar - Decreto-Lei nº 39.997 e o Decreto-lei n.º 35.046 - Criação da PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado). Para isso consideraremos que a exceção se aplica pela metrópole visando garantir a segurança do patrimônio ultramarino que, neste caso, se baseia na produção de riqueza a partir da terra dominada, mas principalmente, da mão-de-obra indígena utilizada e assegurada por contratos de trabalho implementados pelo Estatuto do Indígena. Assim, num movimento onde os corpos indígenas são colocados à disposição objetificada e lucrativa da metrópole, analisaremos as nuances da excepcionalidade considerando o conceito de necropolítica elaborado por Achille Mbembe.</p> Priscila Henriques Lima Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51348 Educação e luta: sobre a participação das mulheres no PAIGC, o Jornal Blufo e Amilcar Cabral https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51349 <p>A Guiné-Bissau e Cabo Verde estiveram em luta pela libertação nacional entre 1963-1973, o PAIGC foi o partido que unificou a maior parte dos movimentos para a ação. Nesse artigo irei analisar como a presença de Amilcar Cabral no jornal estudantil, afetou o currículo da escola e uma reflexão participação das mulheres no PAIGC. O <span style="font-style: normal !msorm;"><em>Blufo</em></span> foi uma ferramenta didática, elaborada pelo PAIGC, no sentido de colaborar para formação estudantil, cultural e política das pioneiras e pioneiros, na construção de laços internacionalistas e pan-africanistas.</p> Priscilla Marques Campos Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51349 Revista Veredas da História (v. 14, n.1, 2021 https://periodicos.ufba.br/index.php/rvh/article/view/51350 <p>Nesta edição, disponibilizamos seis artigos e uma apresentação que compõem o dossiê intitulado <em>“Áfricas: instigando o pensar complexo”,</em> organizado pela pesquisadora e historiadora Priscila Henriques Lima (PPGH/UERJ). Dessa vez, buscamos instigar olhares sobre epistemologias frequentemente não visibilizadas pelo olhar historiográfico. O intuito desta edição foi integrar a edição a um movimento crescente que almeja expandir o escopo do pensamento, utilizando-se de lentes, atores e marcadores teóricos e metodológicos que rompem com o colonialismo e o eurocentrismo. No escopo desta edição da Revista Veredas da História, você encontrará diferentes expressões do pensamento que se alinham ao que propomos: o pluralismo, a diversidade e a desconstrução de um olhar essencialista e colonizado.</p> Marcelo Pereira Lima Thasio Sobral Copyright (c) 2022 Revista Veredas da História https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2022-10-01 2022-10-01 14 1 10.9771/rvh.v14i1.51350