https://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/issue/feedRevista de História da UFBA2026-07-31T19:23:39+00:00Revista de Históriarhufba@gmail.comOpen Journal Systems<p>A Revista de História da UFBA, criada em 2009, é uma iniciativa discente que tem como objetivo divulgar a produção historiográfica de graduandos e pós-graduandos em História e áreas afins. Desta forma, busca contribuir com a difusão, diversidade e democratização da produção acadêmica, visando fortalecer o acesso horizontal, livre e gratuito à divulgação e fruição científicas.<br />Área do conhecimento: Ciências Humanas – Qualis B2: História<br />ISSN (online): 1984-6894 - Periodicidade: Publicação contínua</p>https://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/55470Populismo e direitos sociais no primeiro governo Vargas (1930-1945)2025-11-13T14:00:40+00:00Luiz Alfredo Fernandes Lottermannluiz_lottermann@hotmail.com<p>O artigo busca estabelecer conexões entre os chamados direitos sociais e o populismo. Os direitos sociais surgiram com o objetivo de diminuir as desigualdades produzidas pelo capitalismo liberal. Após a crise de 1929, a necessidade de reformar o capitalismo, face a ameaça socialista que vinha da Europa oriental, produziu o Estado de bem-estar social, garantindo aos cidadãos serviços como saúde, educação, direitos trabalhistas e assistência social. Na América Latina, os direitos sociais aparecem juntamente com os governos populistas como o de Getúlio Vargas, no Brasil, na década de 1930. Nesse sentido, é analisada a concessão dos direitos sociais no Brasil e a ascensão do populismo no país.</p>2026-03-19T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/62352MEMÓRIA E HISTÓRIA DAS HEROÍNAS DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA NA CELEBRAÇÃO AO 2 DE JULHO: DO ESQUECIMENTO AO PROTAGONISMO2024-11-15T23:24:34+00:00Vanessa de Almeida Dóciovandocio@hotmail.com<p>A Guerra de Independência foi marcada por nomes como soror Joana Angélica, Maria Quitéria de Jesus, Maria Felipa de Oliveira e as Caretas do Mingua, personagens que ao longo dos 200 anos de celebração desse evento histórico sofreram um processo de ocultamento e iluminação determinado pelos usos ideológicos dados às narrativas da história da Guerra de Independência, no contexto de construção do projeto de Brasil pensado pelas elites que elaboraram a história oficial de nosso país, realizada ao longo dos séculos XIX e XX. A celebração ao 02 de Julho, em seus dois séculos de existência, sofreu as influencias das mudanças políticas, culturais e sociais que se processaram na sociedade baiana e brasileira. Nesse contexto, o reconhecimento e inclusão de mulheres nas narrativas históricas que abordavam a Guerra de Independência foi sendo realizado de forma paulatina, levaria dois séculos para as mulheres terem a sua participação reconhecida e amplamente divulgada sendo tema principal dos debates e celebrações cívicas que marcaram os festejos em homenagem ao bicentenário do 02 de Julho realizados em 2023.</p> <p><strong>Palavras-chaves</strong>: guerra de independência, memória, 2 de julho.</p>2026-03-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/73087A religião do lar e a manutenção da tradição em História de Roma livro I de Tito Lívio2026-06-16T23:54:50+00:00Davi Lima Pontesdavipontes785@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo busca discorrer a respeito da utilização da figura dos manes e penates, duas classes de entes religiosos, como recurso exortativo para a manutenção da tradição, </span><em><span style="font-weight: 400;">mos maiorum</span></em><span style="font-weight: 400;">, no Livro I de </span><em><span style="font-weight: 400;">Ab Urbe Condita</span></em><span style="font-weight: 400;"> do historiador romano Tito Lívio. Estabelecemos, para tanto, uma abordagem em que dividimos nossa pesquisa em dois eixos: o discurso exortativo e o discurso dos manes e penates. A partir da leitura e cruzamento de fontes primárias, clássicos da historiografia e produções atuais, pudemos compreender que, ao utilizar essas duas classes de divindades em sua obra, Tito Lívio buscava incentivar o seu público alvo a um retorno das práticas propícias ao </span><em><span style="font-weight: 400;">mos maiorum</span></em><span style="font-weight: 400;">, tendo em vista que assim estaria assegurada a </span><em><span style="font-weight: 400;">pax deorum</span></em><span style="font-weight: 400;"> e a </span><em><span style="font-weight: 400;">virtú</span></em><span style="font-weight: 400;">. Além disso, pudemos inferir que o historiador romano levava em consideração a familiaridade de seus leitores e ouvintes com os manes e penates, figuras importantíssimas para a religiosidade romana.</span></p>2026-09-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/74538“Mães, esposas, noivas, irmãs e filhas de mineiros do Butiá”2026-07-31T19:23:39+00:00Lucas Spechtlucas.specht214@gmail.com<p>O artigo investiga a produção de um abaixo-assinado por um grupo de mulheres na vila mineradora de carvão de Butiá, em maio de 1946, encaminhado ao recém-eleito Presidente Eurico Gaspar Dutra. Pretende-se refletir sobre as motivações para a construção desse escrito, estabelecendo relações entre a produção do texto e a inserção comunista naquela localidade, com um olhar especial para a mobilização feminina no interior do PCB. Em um espaço pautado pelo trabalho da mineração de carvão, ofício exclusivamente masculino no RS, as mulheres encontraram caminhos para reivindicar suas demandas, não se abstendo de assumir posições, inclusive em momentos de enfrentamento de classe. O estudo utiliza jornais, documentos da empresa mineradora, cartas, o abaixo-assinado e relatórios de vigilância para encotrar indícios dessa articulação feminina comunista.</p>2026-09-14T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/62306Imigrantes chineses no Brasil Oitocentista2026-02-10T02:02:53+00:00Drivia Louren Guevaralourenguevara13@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O presente</span> <span style="font-weight: 400;">trabalho investiga os desdobramentos da experiência com imigrantes chineses na colônia de Maracassumé, localizada na fronteira entre o Pará e o Maranhão, contratados pelos membros de uma companhia em 1855 com o objetivo de atuarem na exploração de minas auríferas. Para isso, consultamos os relatórios dos presidentes da província do Maranhão (1850 – 1860), jornais do século XIX e os anais do Senado Federal. A presença desses sujeitos na província mobilizou uma série de debates sobre a (des)vantagem da sua mão de obra em comparação aos outros estrangeiros. Argumentamos que é possível encontrar nestes discursos diferentes versões sobre o que significava o trabalho livre no século XIX, o que perpassava discussões sobre raça, ocupação da terra e identidade nacional.</span></p>2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/71867MARGEM DA IMAGEM2026-02-10T02:02:31+00:00Laura Camila Silva da Silvalauracamilahist@gmail.comJoão Pedro Alves Das Neves Costa2012joao.pedro@gmail.com<p>O presente artigo investiga os chamados Covões de São Braz a partir de fotografias produzidas em Belém do Pará no contexto da Belle Époque, no limiar entre os séculos XIX e XX. A análise debruça-se sobre fontes documentais, periódicos e álbuns fotográficos elaborados por fotógrafos estrangeiros - Arthur Caccavoni e Felipe Fidanza - e divulgados ativamente por instituições públicas. As imagens de áreas alagadas e socialmente excluídas, como os Covões de São Braz, evidenciam espaços silenciados pelas narrativas oficiais, em contraposição à memória urbana da cidade e ao discurso modernizador do período. Os registros fotográficos foram instrumentalizados como veículos de propaganda de um projeto político-ideológico que buscava exibir uma cidade em processo de modernização, alinhada aos ideais europeus de civilidade e progresso. Desse modo, a discussão revela as dinâmicas entre imagem e poder, os símbolos de prosperidade e os territórios invisibilizados pelo discurso oficial.</p>2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/70292A MILITÂNCIA É DIASPÓRICA: OS IRMÃOS ALAKIJA CONTRA O COLONIALISMO E O RACISMO EM LAGOS E BAHIA2025-11-28T13:33:41+00:00Sivaldo Santossrsvaldosa321@gmail.com<p><strong>Resumo: </strong>O objetivo deste artigo é apresentar a trajetória militante dos irmãos Adeyemo Alakija (1884-1952) e Maxwell Assumpção Alakija (1871-1933). Descendentes de uma das famílias agudás mais importantes da Nigéria, os irmãos se destacaram na defesa pública contra o colonialismo britânico em Lagos nas primeiras décadas do século XX, e na crítica as práticas racistas em Salvador na década de 1920. Formados bacharéis em direito, e pertencentes a uma elite negra letrada em ambos os lados do Atlântico, os irmãos deixaram evidências políticas em defesa dos africanos dentro do continente africano, e em sua diáspora.</p>2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/63585Uma carta a ela destinada2025-10-14T14:19:12+00:00Caroline Rios Costacarolriosc@gmail.com<p>Em "K.", Bernando Kucinski trata da temática da memória, do luto, da relação entre a militância e o desaparecimento e da postura oficial tomada dentro deste contexto. A questão da memória é uma temática cara quando se trata de regimes autoritários e passados violentos, como a Ditadura militar brasileira, assim como a ausência do processo de luto existente quando não se tem um corpo. Tanto as lutas pela memória de um determinado período histórico quanto as lutas por verdade e justiça ocorrem em diferentes momentos, levados por diversos atores e mobilizados em diferentes contextos. A Anistia se tornou um processo que complexifica ainda mais tais relações sobre a memória, que em virtude de seu caráter conciliador, pregava um esquecimento sobre o período, em favor da reestruturação da sociedade e da democracia brasileira.</p>2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/71768“PACIFISMO PARA QUEM?”2026-02-22T20:22:45+00:00Lucas Matheus Araujo Bicalhobicalholucas7@gmail.comLuís Fernando de Souza Alvesluisf3@gmail.comGuilherme Carvalho Vieiraguivieira9988@gmail.com<p>O mito de que a sociedade brasileira é pacifista é um discurso simbólico que pode ser usado para a manutenção de desigualdades estruturais no país. A imagem da nação como cordial e avessa a conflitos foi forjada para encobrir uma formação social alicerçada na violência colonial, no escravismo e na repressão estatal. Esta pesquisa, que adota uma abordagem qualitativa, tem cunho histórico-analítico e é fundamentada em uma revisão bibliográfica que articula História Social e Teoria Crítica. Em diálogo com intérpretes do Brasil, como Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior e Sérgio Buarque de Holanda, e teóricos sociais como Michel Foucault e Silvia Federici, argumenta-se que o pacifismo brasileiro não constitui algo real, senão um dispositivo de poder e controle social. A narrativa de conciliação busca legitimar uma modernização excludente e uma cidadania seletiva, transformando dissenso político em ameaça à ordem, além de naturalizar violências contra grupos subalternizados. O discurso da paz atua como mecanismo de despolitização e silenciamento, impedindo o reconhecimento do conflito como dimensão legítima da vida democrática e perpetuando hierarquias de raça e classe.</p>2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/67647Memórias da devoção negra a São Benedito no Sul da Bahia2025-11-21T16:02:05+00:00Lavínia Alves Oliveiralaviniaoliveira.2@hotmail.comFrancisco Eduardo Torres Cancelafcancela@uneb.br<p>Esta nota de pesquisa apresenta uma investigação em fase inicial sobre as manifestações culturais do Cucumbi, em Porto Seguro, e da Marujada, em Prado, como expressões da devoção negra a São Benedito no sul da Bahia. O estudo busca compreender como essas práticas atualizam memórias, religiosidades e formas de resistência da população afrodescendente, articulando as dimensões do sagrado e do festivo. A abordagem metodológica é qualitativa, com perspectiva etnográfica, e parte do diálogo entre fontes orais, observação participante e acervos locais. Discutem-se aqui as primeiras incursões de campo, a estrutura analítica em construção e os desafios do processo de aproximação com os sujeitos e territórios</p>2026-09-11T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/65341Trabalho manual e intelectual, Alfred Sohn-Rethel.2025-01-09T17:49:32+00:00João Nilo de Souza Nobrenilonobrelobo@gmail.com2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72149Exilados – e prisioneiros – na própria pátria2026-01-29T12:00:40+00:00Bruno Casseb Pessotibcpessoti@yahoo.com.br2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72793O assassinato de Orlando Letelier: Como o regime de Pinochet conseguiu atacar na capital dos Estados Unidos2026-03-12T14:12:25+00:00Felipe Moreira Barboza Duccinifelipe_duccini@hotmail.com2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBAhttps://periodicos.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72861Editorial2026-03-15T21:57:08+00:00Eduardo José de Santana Júniorejose@ufba.brLia Keller Ferreira da Costaliakfc@id.uff.brLuzia Beatriz Ramos Alveslbralves.ufba@gmail.comVanessa Magalhães da Silvavanessamag16@gmail.com2026-03-15T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA