Revista Periódicus
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<p>Periódicus é uma revista do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gênero e Sexualidades (NuCuS) do IHAC - Professor Milton Santos, ao Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade e ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT). Divulga, traduzr e fomenta os Estudos de Gênero e Sexualidade, a partir de perspectivas feministas, queer, transfeministas, anti-racistas e anti-coloniais do Brasil e demais países da América Latina. <br />Área do conhecimento: Ciências Humanas/Interdisciplinar<br />ISSN (online): 2358-0844 - Periodicidade: Fluxo contínuo</p>Universidade Federal da Bahiapt-BRRevista Periódicus2358-0844<p dir="ltr">Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob Licença Creative Commons Attribution Noncommercial que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista, sendo vedado o uso com fins comerciais.</p> <p dir="ltr">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p dir="ltr">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html">O Efeito do Acesso Livre</a>).</p>Expediente
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2025-12-112025-12-11123Apresentação do dossiê
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Bruno Alcione Novadvorski ScheerenChristian Gustavo de SousaJefferson Gustavo dos Santos CamposRose de Melo RochaSue Gonçalves
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2025-12-112025-12-11123010410.9771/peri.v1i23.70481Prometida terra
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<p>Sem resumo.</p>Pedro Barbosa de Souza Neto
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2025-12-112025-12-11123050610.9771/peri.v1i23.62257Habitar o meio
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0.28cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Neste ensaio apresento uma partícula de um processo de pesquisa que desenvolvo na vida, na universidade e na arte. Não precisaríamos compartimentar estes espaços a depender do local onde nos entendemos gentes ou agentes, mas, aqui são necessárias algumas explicações preliminares. Escrevo na primeira pessoa propositalmente, o ensaio buscará construir uma relação íntima com você para viajar até minha terra natal. Produzindo textura, cores, riscos, através de desenhos e imagens fotográficas, este ensaio é uma performance. Aqui experimento novas palavras para friccionar conceitos, para tecer no corpo e na experiência do pensamento uma ciência coerente com o processo de criação de todos os seres vivos, inclusive este ser que vos fala.</span></span></p>Tainá Maívys da Silva Santiago
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2025-12-112025-12-11123072010.9771/peri.v1i23.62253A autobiografia como espaço de elaboração do eu
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<p class="western" style="line-height: 100%; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo tem como objetivo explorar a escrita autobiográfica, na qual a escrita de si se enquadra, como um instrumento que possibilita a elaboração e a permanência da identidade de um sujeito, munindo-se da produção elaborada pela autora negra Carolina Maria de Jesus. Em vista disso, para atingir o objetivo proposto, realizou-se uma análise exploratória em três livros da escritora: </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Quarto de Despejo: diário de uma favelada</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (2014), </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Meu sonho é escrever</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (2018) e </span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Diário de Bitita</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (1986)</span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>.</em></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> A fundamentação teórica deste estudo apoia-se em autores como Ângela de Castro Gomes (2004), Michel Foucault (1992) e Leonor Arfuch (2010). Dessa forma, como possíveis conclusões, citam-se: a utilização da escrita autobiográfica como um meio de criar rastros que possibilitam a permanência da consciência de si e as dissidências que a produção de Carolina de Jesus revela.</span></span></span></p>Ana Cristina Meneses de SousaCamilla Giovanna Alves do Nascimento
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2025-12-112025-12-11123213110.9771/peri.v1i23.62209"autohistorias"
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-top: 0.21cm; margin-bottom: 0.21cm;" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="background: #ffffff;">A partir de uma visita à exposição “autohistórias” (Paris, 2024), mostra coletiva que tem como inspiração o pensamento da teórica feminista chicana, ativista e poetisa Gloria Anzaldúa, desenvolvemos este ensaio considerando o par conceitual vivências e experiências. A partir da experiência partilhada, pensamos acerca dos modos pelos quais os diferentes textos em exposição nos mobilizaram e nos afetaram e, desde este território afetivo, refletimos sobre a comunicação, as escritas de si e a experiência. </span></span></p>Sônia Caldas PessoaCarlos Magno Camargos MendonçaFelipe Viero Kolinski Machado Mendonça
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2025-12-112025-12-11123325210.9771/peri.v1i23.62246Estética como existência
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<p>No presente artigo se reflete sobre as imbricações entre as performances do vivido e as performances artísticas e sua ênfase, a partir dos anos 2000, quando aparecem na cena, ganhando um maior protagonismo, artistas negras/es. São trabalhos que carregam uma estética como existência e uma existência como estética, tendo o corpo como sua principal forma de expressão e comunicação, agora ampliadas pela circulação nas ambiências digitais. Nesta reflexão teórico-metodológica, recorremos à performance como lente de análise, usando como referência o pensamento das autoras Leda Maria Martins (2021) e Diana Taylor (2013).</p>Caroline Vieira Sant'Anna
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2025-12-112025-12-11123537010.9771/peri.v1i23.62254Corpos abjetos
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-size: small;">Este artigo analisa o papel dos corpos abjetos na contemporaneidade, destacando a narrativa autobiográfica como método de pesquisa. Objetivamos identificar táticas viáveis para amplificar estas vozes que foram abjetadas. Analisamos como esses corpos LGBTI+ reivindicam espaços negados historicamente. Conclui-se que a equidade somente poderá ser alcançada quando estes corpos abjetados forem reconhecidos, respeitados e incluídos em todos os aspectos da vida social e institucional.</span></p>Jhonatan Wendell Tavares FerreiraKelly Almeida de OliveiraJoelson de Sousa Morais
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2025-12-112025-12-11123718910.9771/peri.v1i23.61656Transcestralidade
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Nesta escrita nos propomos a quebrar o gesso academi(cis)ta e denunciar os projetos coloniais de aniquilamento das travestigeneridades, compreendendo como suas subjetividades desorganizam o sistema corpo-sexo-gênero, ameaçando a cis-héteroconformidade e potencializando as dissidências sexuais e de gênero. Através dos conceitos de colonialidade do gênero, gêneros nômades, desobediência sexual e de gênero, e transcestralidade, transitamos desde a morte como expectativa de vida de pessoas trans e travestis até o estraçalhamento da lógica normativa que pressupõe a ancestralidade e o futuro como privilégios somente cisgêneros. Histórias como a de Xica Manicongo delatam que sexo e gênero são invenções socioculturais, que as corporalidades e sexualidades dissidentes existem antes mesmo da imposição do binarismo normal-anormal; sua transcestralidade e a de outras é guia para desmantelar o normal, refundar o possível e invadir a produção de conhecimento e de subjetividades ciscentradas.</span></span></p>Maria Alice Teodoro da SilvaRaul Santos Brito
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2025-12-112025-12-111239010910.9771/peri.v1i23.60794Cartas ao vento
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<p class="western" style="line-height: 100%; orphans: 0; widows: 0; margin-bottom: 0cm; background: #ffffff;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Escrevemos cartas. Relatamos a nós mesmes. Cruzamos o oceano por meio de escritos que falam de nós e de nossas vidas enquanto corporalidades em dissidência. Não há um motivo concreto, mas sentidos que são produzidos no cotidiano e na lida com e “Outre”, seja elu próxime ou radicalmente diferente. Acreditamos em fluxos de diferença e entendemos que qualquer tentativa de definição enceja na interrupção de tais fluxos. Como, então, vivermos vidas mais vivíveis e mortes mais morríveis quando aquilo que temos de mais potente se fecha? Compartilhamos nossas experiências e sentidos, pois acreditamos que, deste modo, podemos negociar com as normas, burlá-las, por vezes, e criarmos meios para vazarmos naquilo que, mesmo que provisoriamente, nos constitui: nosso estar-sendo-dissidência. </span></span></p>Will ParanhosDaniel Manzoni-de-Almeida
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2025-12-112025-12-1112311012810.9771/peri.v1i23.61879"Ponham suas tripas no papel"
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo tem o objetivo de </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">explorar as vivências de resistência de pesquisadores </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>queer</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> nordestinos à heteronormatividade, através da análise do poema “Lembrete para aprender a falhar”.</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> Por meio de uma jornada etnobiográfica propomos um mergulho em experiências que encontram as garras da imposição da heteronormatividade no contexto nordestino brasileiro e a narrativa de si como ferramenta para se escapar. A poética </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>queer</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> não abarca apenas a descrição de narrativas, se questiona e tensiona quais corpos são autorizados a enunciar. A heterossexualidade opera enquanto regime político e os efeitos da heteronormatividade influenciam o modo de ocupar o mundo e como as relações se constroem. Tais processos são atravessados por autoritarismos desde a colonização, causando marcas na construção das identidades dissidentes. A partir da provocação sobre (re)aprender a falhar se rompe com a norma e se subverte a organização de mundo excludente, instaurando novos sentidos às existências LGBTQIAPN+. </span></span></p>Angélica Nobre MendesAugusto Ferreira Ramos Filho
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2025-12-112025-12-1112312914810.9771/peri.v1i23.62208slam das minas
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify">Este texto é um recorte da minha dissertação de mestrado, em que eu, mulher negra afroamazônida, estudo e escrevo sobre a produção poética das mulheres negras da cena do slam. Para tanto, a pesquisa se vale da antologia Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta, de organização de Mel Duarte. Foram considerados o recorte de três poemas para compor o artigo, todos produzidos por mulheres negras, cujo foco é o fazer poético das poetas em seus contextos de vivência até a consideração das diferenças específicas da produção de mulheres negras e o resgate da oralitura, da ancestralidade negra e a necessidade de repensar o corpo negro-feminino como forma de reexistência na poesia contemporânea.</p>Patrícia Pereira da Silva
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2025-12-112025-12-1112314916710.9771/peri.v1i23.61557Intelecto cunt
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica acerca de autoras pesquisadoras de questões gênero – como Jaqueline Gomes de Jesus, Sofia Favero, Viviane Vergueiro, Letícia Nascimento e Jota Mombaça - que possam compor um diálogo com as músicas e falas da artista Linn da Quebrada por uma perspectiva baseada na Teoria Ator-Rede (TAR). Através dessas costuras e fissuras, poder observar o corpo como um ator que intermedeia as relações interpessoais, especialmente os corpos considerados dissidentes, analisando os elementos históricos e sociais que agregam a uma sabedoria e estética travesti, procurando ampliar noções de mulheridade e transfeminilidade. Dessa forma, compreendemos o que as autoras, Linn e eu temos a acrescentar quanto às possibilidades de construir novas narrativas para além daquelas enraizadas por estruturas sociais de opressão. Entre as possibilidades, desenvolver um fazer psicologias que apresente um compromisso em romper com práticas hegemônicas e disposto a ampliar os saberes que se encontram para além das fronteiras da universidade. As provocações que habitam no diálogo entre a fundamentação teórica, música e vivência permitem uma conexão entre psicologia e arte que promove encontros e práticas relacionais de cuidado que são essenciais ao campo da saúde e ao corpo de uma psicóloga travesti. Ampliar as possibilidades não só de fazer psicologias, mas também de construir novas imagens de quem pode habitar e se manter nos espaços acadêmicos e de quem cuida, é acessibilizar os serviços de saúde mental a populações vulnerabilizadas. </span></span></p>Grecariel Greco Muller dos SantosDebora Emanuelle Nascimento Lomba
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2025-12-112025-12-1112316819010.9771/peri.v1i23.62229O transfeminismo como possibilidade de inserção da “visão de rapina das gazelas” no campo da arte
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Apresentaremos dados de uma pesquisa anteriormente nomeada como “‘Cuidado com a visão de rapina das gazelas</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">’</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> - Inventário da produção artística de pessoas trans pretas na arte contemporânea brasileira” e, concomitantemente, elaboramos caminhos possíveis para o uso desses dados no campo da arte. Visamos começar uma reflexão sobre o projeto transfeminista e cuir/queer no campo da arte a partir de entrevistas realizadas com artistas visuais pretes e dissidentes de gênero, alinhadas ao aprofundamento e análise de seus trabalhos. </span></span></p>Lau Graef Dutra CamargoIgor Moraes SimõesMarine Bataglin
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2025-12-112025-12-1112319120510.9771/peri.v1i23.62241Falando por nossa diferença
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<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-size: small;">Este artigo tem como objetivo refletir sobre a relevância das produções artísticas, numa confluência entre poesia, corpo e performance, na afirmação de identidades dissidentes dentro de um contexto pós-ditatorial sulamericano. Tomando como ponto de partida a discussão identitária postulada por Leonor Arfuch (2005), nos propomos a estabelecer um diálogo entre o pensamento crítico e a estética artística de Pedro Lemebel, Batato Barea e Susy Shock. Na esteira das discussões políticas nos últimos vinte anos – discussões essas, catalisadoras de uma subjetividade </span><span style="font-size: small;"><em>cuír/sudaka</em></span><span style="font-size: small;"> -, convocar tais corpos dissidentes de gênero presentes nos territórios argentino e chileno ratifica um ímpeto de transformação radical do imaginário da cidade na perspectiva de um mundo por vir.</span></p>Haroldo André Garcia de Oliveira
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2025-12-112025-12-1112320621910.9771/peri.v1i23.61563Ramita seca, tu corazón
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O artigo discute as performances da </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>drag queen</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> Bartolina Xixa, artista argentina que se autointitula uma </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>drag</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> diversa, a partir da observação de dois de seus vídeos: </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>Ramita Seca: La colonialidad permanente</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (2019) e</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em> BARTOLINA XIXA</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (2019). Interrogamos os modos como a experiência da artista constitui um deslocamento importante em relação às </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>drag queens entertainers</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, ao reivindicar processos de territorialização e desterritorialização que emergem em suas performances e dizem respeito à sua relação com diversos aspectos de sua vivência no mundo: a origem geográfica, na fronteira entre Argentina, Bolívia e Chile; a binariedade inscrita em culturas tradicionais andinas e a atualização de lógicas coloniais na América Latina. Em diálogo principalmente com La Fountain-Stokes (2011; 2021), Hartman (2008), Taylor (2013), Comolli (2008) e Brasil (2011), buscamos identificar dimensões de fabulação nas práticas artísticas de Bartolina Xixa, inscritas em suas performances e na</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em> mise en scène</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> dos vídeos, que reivindicam uma existência </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>marica & chola</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">, questionando politicamente o imaginário da Argentina branca, o apagamento étnico das populações negras e indígenas da região e a própria ideia do que seja uma performance </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>drag queen</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">.</span></span></p>Pedro Henrique AndradeGabriela Machado Ramos de Almeida
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2025-12-112025-12-1112322023910.9771/peri.v1i23.62231Semioses dissidentes na criação artística colaborativa
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Com base na análise da produção colaborativa ¿Dónde están las cartas de nuestras </span></span><span style="color: #434343;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">ancestras</span></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> al caminar sobre fuego?, exposta na 35ª Bienal de São Paulo, este artigo objetiva discutir a maneira pela qual o Colectivo Ayllu, formado por um grupo de migrantxs latinoamericanxs residentes na Espanha, constrói uma prática criativa dissidente, ao mesmo tempo em que se contrapõe às narrativas hegemônicas. Segundo nossa perspectiva, isso ocorre a partir da metodologia de criação coletiva e colaborativa proposta pelo Colectivo, na qual se correlacionam distintas singularidades mediante as performances de corpxs dissidentes. Com isso, resultado e processo subsistem em estreito vínculo, de modo que a apreensão do painel-tecido implica a articulação de diversos arranjos sígnicos num continuum semiótico cuja temporalidade espiralar se desdobra na materialização de estratégias de (re)existência ancestral latinoamericana e artística.</span></span></p>Regiane Miranda de Oliveira NakagawaPatrícia de Oliveira IuvaFabio Sadao Nakagawa
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2025-12-112025-12-1112324026910.9771/peri.v1i23.62239Escrevivências de si e de nós
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<p class="western" style="line-height: 100%; text-indent: 0cm; margin-left: -0cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-size: small;">Este relato parte de uma pesquisa de mestrado que discutiu como jovens pesquisadoras/es enunciam as questões de gênero que atravessam seu cotidiano escolar. Em interlocução com a Pesquisa-Inter(in)venção e a perspectiva do PesquisarCOM, o objetivo deste artigo é analisar as escrevivências produzidas por jovens pesquisadoras/es de uma escola pública da periferia de Fortaleza/CE durante a referida pesquisa. Neste sentido, analisa-se como essas narrativas produzidas através de escrevivências inspiradas em Conceição Evaristo desafiam normas e estereótipos impostos pela colonialidade, que molda a vida dos jovens periféricos através de categorias como raça, classe e gênero. Inspirado por perspectivas de descolonização do saber e do ser, o estudo propõe uma abordagem que fortalece e potencializa as vozes marginalizadas, utilizando a escrita como ferramenta de empoderamento e transformação. Considera-se que essas narrativas funcionam como instrumentos de denúncia das estruturas coloniais ainda presentes na sociedade contemporânea, evidenciando as re(existências) experimentadas por estes corpos. </span></p>Mayara Ruth Nishiyama SoaresLuciana Lobo MirandaAlanna Maria da Silva SousaMarta Clarice Nascimento Oliveira
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2025-12-112025-12-1112327029110.9771/peri.v1i23.62133Fios desencapados
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<p style="line-height: 100%; margin-top: 0.42cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">A escrita ensaística pretende refletir sobre o processo criativo de produção e filmagem do filme “BAREBACK em si bemol (B</span></span><span style="color: #001d35;">♭</span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">)”</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> (2024), bem como da recepção pública da obra. Feito por duas pessoas que vivem com hiv/aids, na quarta década da epidemia no Brasil, a película expõe narrativas autobiográficas, a discussão sobre a cura, uma percepção sobre a medicalização acrítica que atravessa as pessoas que vivem com hiv/aids entre outros assuntos. Produzido como um diálogo expandido entre as pessoas realizadoras do filme nossa intenção é a de manter vivo o debate sobre a epidemia, ao mesmo tempo em que convidamos as pessoas leitoras para um exercício de implicabilidade e responsabilização sobre as imagens que decidem/decidimos manter no imaginário e na oralidade a respeito do hiv e da aids.</span></span></p>Ramon FontesPadmateo Mato Grosso Menezes
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2025-12-112025-12-1112329230110.9771/peri.v1i23.62234Entrevista com La Santa, ícone LGBTQIA+ moçambicana
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<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0.35cm;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">La Santa é uma mulher transgênero, moçambicana de origem Macua, ativista pelos direitos LGBTQIA+, membro fundadora da LAMBDA, principal instituição que luta pelo reconhecimento da comunidade LGBTQIA+ no país. Para além de seu histórico de lutas políticas, La Santa é reconhecida em todo o seu território nacional pela qualidade e potencialidade de seu trabalho artístico. Ficou famosa no início dos anos 2000 ao participar, junto com sua dupla La Biba, de um reality show na TV onde faziam performances drag queen. Desde então, por todo o Moçambique, atravessando gerações, La Biba e La Santa são grandes representantes culturais LGBTQIA+ e fazem da arte um lugar de possibilidades para expressão das identidades de gênero dissidentes, construindo através das mídias locais, espaços de debate, tolerância e diálogo com a sociedade. Outra peculiaridade na trajetória de La Santa é a aceitação de seu chamado espiritual, pois recentemente ela fez a formação em curandeira junto à (AMETRAMO) Associação de Médicos Tradicionais de Moçambique, noticiando na TV o dia da sua formatura como uma forma de quebra de preconceitos contra suas identidades: transgênero e curandeira (médica tradicional). A entrevista que se segue é uma oportunidade de encontro com as memórias de La Santa, suas conquistas, sonhos e desafios, narrados em primeira pessoa por um ícone da comunidade LGBTQIA+ de Moçambique.</span></span></p>Lais Volpe Martins
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2025-12-112025-12-1112330231710.9771/peri.v1i23.61998Sonho real
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<p style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O ensaio visual Sonho real é construído a partir de uma violência sofrida na porta de casa. Em 2014, sofremos uma agressão homofóbica por um grupo de homens na frente do prédio onde vivíamos, eu e meu namorado, no bairro Cidade Baixa em Porto Alegre. Desde o ocorrido, iniciei um processo de fotografias que tocam a dimensão real da violência, apelando para um registro documental dos fatos, mas que não se limita em devolver ao imaginário apenas a violência novamente. Surge também, a partir deste ocorrido, uma drag, suja, estranha e agressiva, que se manifesta com um olhar às vezes ameaçador, às vezes vulnerável, dentro de um enquadramento e uma iluminação que sugerem uma áurea fílmica. </span></span></p>Ali do Espírito Santo
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2025-12-112025-12-1112331832010.9771/peri.v1i23.62261Voo Solo e a construção de subjetividades a partir da colagem
https://periodicos.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/article/view/62034
<p class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Este ensaio é constituído pela série intitulada Voo Solo (2024), na qual imagens de revistas pornográficas homoeróticas são combinadas com materiais adesivos provenientes da etiquetagem de bagagens em viagens aéreas. A combinação desses elementos díspares permite a construção de diferentes sentidos e subjetivações, como no título, que se refere a uma expressão popular e também indica a natureza das imagens utilizadas nas composições manuais que posteriormente foram digitalizadas e editadas.</span></span></p>Ricardo Henrique Ayres Alves
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2025-12-112025-12-1112332132510.9771/peri.v1i23.62034